quarta-feira, 4 de março de 2009

Quando a água bate na bunda...

quarta-feira, 4 de março de 2009
...A gente sai nadando ou morre afogada!
Há muito, muito tempo, tenho vivido uma situação de risco.
Não é de hoje que descobri que o caminho que eu estava seguindo não me levaria onde eu queria chegar, porém, embora isso fosse muito claro, não conseguia achar um caminho que me parecesse melhor na relação custo x benefício, até porque, era muito nova pra saber onde eu queria chegar exatamente.
Tudo tem seus prós e contras, e, num primeiro momento, ao descobrir que a minha escolha ía acabar mal, tentei fugir.
Não rolou....
Aí, fiquei doente e, usei isso como álibi para deixar pra depois, mas foi exatamente o aprendizado da alma durante o câncer, que me fez ver que esse caminho tinha que ser mudado imediatamente.
Foi então, que tomei coragem e ponderei...
Analisei tudo o que podia, e, ao invés de cair no mundo, tal qual aventureira que acaba de descobrir que a vida é perecível e pode acabar a qualquer segundo, optei pelo jeito sensato, pelo jeito que causasse menos rupturas, traumas e confusão.
Era também a maneira mais difícil, suada...a que demandava mais resistência emocional, paciência e jogo de cintura.
Essa escolha era a mais próxima da ideal, e esse era seu único e enorme perigo...ela não dependia exclusivamente de mim.
Hoje o fim da linha está no meu campo de visão, e, talvez não dê tempo de resolver tudo como eu havia planejado. Talvez eu tenha simplesmente que sair nadando como puder para não me afogar.
Curiosamente, quanto maior o perigo, menor o meu medo.
Não gosto do medo subjetivo, que é a sensação em relação ao que pode acontecer...Prefiro ter medo do que vai acontecer de fato, com hora marcada e tudo, se possível.
É, de fato, uma questão de tempo.
Tenho muitos argumentos para julgar culpados, para apontar meu dedo nas traições e comportamentos duvidosos, mas, curiosamente, o lugar para onde olho agora é meu próprio umbigo.
Reconheço o meu erro...o meu erro de ter seguido em frente quando sabia que devia parar. Assumo totalmente a culpa por cada apunhalada, pois minha perspicácia já havia me alertado.
Foi meu comodismo, minha arrogância de achar que eu podia transformar isso, e, meu orgulho que me atrapalharam.
Silenciar o orgulho, a vontade de gritar, promover a reforma íntima nesses aspectos é a largada no meu novo caminho.
Seja o que Deus quiser...literalmente!

2 comentários:

MEL disse...

Posso imaginar a que você se refere... E sei como deve estar se sentindo.
Vai com fé! É a única coisa que eu posso te dizer. Tenho vivido um dilema parecido com o seu!
Beijos!

Ana disse...

Mano, vamos dar as mãos e fundar uma Igreja? Cinvido o Japs pra Pastor!!!!!!
beijo

 
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