Não vou ficar repetindo fatos desagradáveis que já narrei aqui porque nem eu mais tenho paciência de lembrar deles.
Digamos que, há dois anos eu decidi me afastar de uma grande amiga. A amizade andava pesada, intensa demais, só que de um modo negativo. Não estava rolando respeito. Por isso resolvi dar uma AFASTADA.
A ideia não era deletar, excluir essa pessoa da minha vida, e sim, dar um tempo simplesmente. Mas, curiosamente, pra ela não foi assim. Msn, e-mail, orkut, telefone...em tudo o que ela poderia, me deletou.
Até aí, direito dela, certo?
A merda toda começou quando os amigos em comum foram soltando suas histórias, quando fui descobrindo que a meta era queimar meu filme da maneira mais irreversível possível com o maior número de pessoas que ela pudesse, inclusive as que ela pouco conhecia e que faziam parte do meu Universo.
A partir daí, achei doença. Não concebo a ideia de neguinho te tratar como rei e, tramar o golpe de estado quando vc vira as costas.
Vou te contar que até mentir pra mãe de amigo meu ela mentiu.
Minha conduta diante disso é bem simples!
Me afasto, ignoro a existência da pessoa e espero que ela me esqueça também.
Obviamente que meu sangue não é de barata, então, durante um tempo é capaz que eu fique irritada, cheia de vontade de falar um monte de merda pra pessoa.
Mas, como diz a Patrícia no blog dela: "Nego te encontra e fala "opa tudo bom? saudades" e te dá um abraço. Sendo que nego sabe o que fez e se não souber, pior, dentro daquilo tudo que eu acho. A pessoa tem obrigação de saber. Não vem com esse papo de "aconteceu alguma coisa? o que eu te fiz?", sabe."
Aí, sabadão, saio felizona com o namorado e um amigo dele. O bar fecha e a gente resolve ir pra um outro bar, tomar a saideira.
Lá na mesa, os 3 empolgados, rindo, e, quando olho pro lado, vejo a tal amiga vindo em minha direção.
Num primeiro momento pensei que ela estivesse indo em direção a outra mesa, mas não...ela chegou, braços abertos, sorrindo com os olhos, como se NADA NUNCA tivesse acontecido.
Como se ela jamais tivesse feito qualquer coisa contra mim; Como se ela me adorasse muito e fizesse, sei lá...2 meses e não 2 ANOS que a gente não trocava uma palavra.
Perguntou dos meus pais, quis saber do meu trabalho (provavelmente pra me contar do dela, afinal, ela deve ter achado que eu continuava com a minha vidinha sem futuro e tal e, nesse momento MUITO orgulho do meu trabalho atual).
Tenho certeza de que ficou muito claro o quanto eu estava achando a presença dela ali absurda.
Porra, vc vai lá, fode com a minha vida pelas minhas costas e ainda se faz a vítima, queima meu filme até com quem não me conhece e surge querendo me dar um abraço sincero (JURO que, nos olhos dela, havia carinho, sinceridade)? Eu não tinha te visto e nem a veria, brother...
É cara de pau, memória fraca ou desvio de conduta (tipo doença mesmo)?????
Fala sério...
Que fique claro a quem possa interessar:
Não, eu não tenho mais nada contra você, e não me interessam seus motivos. PASSOU, ficou láaaa atrás.
No hoje não cabe falar, revirar nem tentar resolver o assunto.
Simplesmente desejo que vc seja feliz, que colha os frutos das suas atitudes bem longe de mim, ok?
Sucesso, gata e, se me encontrar novamente na rua, tenha a dignidade de fingir que não me viu, pq embora eu não a tenha visto, se o tivesse, com certeza fingiria que não vi!
***muah***
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segunda-feira, 12 de julho de 2010
Coerência, cadê?
segunda-feira, 12 de julho de 2010
Pensando em:
Contos da minha vida,
Fatos da vida real,
Freud explica,
Momentos de revolta
segunda-feira, 21 de junho de 2010
É TEEEEEEEEEEETRAAAAA!
segunda-feira, 21 de junho de 2010
Quem acompanha minhas alucinações por aqui já sabe um pouco dessa história e, quem me conhece já não aguenta mais saber, mas, eu sou repetitiva, fazer o quê?
Desde novinha, fui criada de uma maneira conflitante com meus impulsos, minhas vontades.
Por volta dos 15 anos, queria trabalhar em loja de shopping pra ganhar uma graninha só minha, ou então, na locadora da rua de casa. Era o trampo dos meus sonhos. Passar a tarde inteira assistindo filmes, lançamentos, atendendo um ou outro cliente, inclusive com certo tempo pro dever de casa.
Cheguei a fazer uma entrevista com o moço da Locadora, mas aí, meu pai vetou.
Meu pai é um cara bacana, liberal pra caramba, cabeça boa. Seu defeito é o orgulho!
Ele veio de família bem pobre, trabalhou em 2 subempregos pra bancar faculdade e tal. Maior orgulho da vida dele, os filhos não PRECISAREM trabalhar pra pagar os estudos.
E, aí eu digo que ele errou!
Errou porque, pra um adolescente, é muito importante aprender o valor do trabalho, a responsabilidade, entender e se interessar por um mercado no qual está prestes a competir.
Acho uma lição imprescindível que não tive.
Não é questão de precisar financeiramente, e sim, de precisar para a formação de caráter, para formação do "adulto", sabe?
Obviamente, na época eu não sabia isso e, bem, não vejo absurdo ou algo incomum, o adolescente se conformar com a ideia de só estudar e ganhar sua mesadinha só na vida mansa.
É muito mais fácil aceitar o mais cômodo do que batalhar pra fazer o que se quer quando isso implica perder suas regalias.
A gente (eu, pelo menos) trabalha para ganhar dinheiro e, com ele poder ter a vida que achar mais adequada e feliz. Se você pode ganhar esse mesmo dinheiro sem ter que trabalhar... É como nego dizer que continuaria trabalhando caso ganhasse na mega sena! Lamento...hipocrisia pura!
*Trabalho voluntário nem entra na discussão porque, é ÓBVIO que ninguém o realiza com qualquer tipo de fim lucrativo.
Continuando...
Se, naquela época eu soubesse o que eu sei hoje, teria insistido sim.
Se o erro do meu pai foi facilitar as coisas pra mim a ponto de eu perder essa valiosa lição, o meu erro, foi não ter a humildade suficiente pra ver que eu era uma cabaça, totalmente inexperiente e não estava pronta pra escolher uma faculdade.
Meu pai me deu a liberdade de fazer o que eu bem entendesse e, nessa fase, eu deveria ter dito: QUERO TRABALHAR!
Eu disse que faria faculdade, fiz o curso errado (não que eu odeie, mas a somatória de não gostar muito e não valer à pena financeiramente é o suficiente pra considerar minha escolha um fracasso), me formei e fui trabalhar.
Andei, corri, me arrastei como se estivesse numa esteira mecânica, saca? Você faz o esforço, dita a velocidade, tudo depende de você, só que você simplesmente não sai do lugar.
Num determinado momento, meu pai precisou do meu nome e, eu, com toda a experiência em atos acomodados que havia aprendido, corri pra baixo da asa dele sob o pretexto de ver a empresa de perto. De cuidar do meu CPF.
De fato, foi uma escolha inteligente, porque, na minha ausência, a tragédia teria se abatido no segundo ano já talvez. Segurei o quanto eu pude, mas a quem eu queria enganar?
Claro que fui trabalhar na empresa por comodismo, por ser mais fácil e pra não ter a responsa! Eu já imaginava que não conseguiria endireitar a cabeça do meu pai e evitar que ele cometesse os mesmos erros administrativos de sempre, mas, era bem cômodo fingir que eu tinha esperanças.
Seis ou sete anos se passaram e a bomba estourou. Não cabem aqui os motivos que nos levaram a chegar nessa situação extrema na empresa. O intuito é contar a história que é só minha e, nessa história, esse momento de quebra (ou quase, porque não quebrou, mas também não está de pé) da empresa me trouxe finalmente a consciência da minha realidade.
Daí que, quando você dá de frente com o espelho e a imagem da sua vida, você saca cada uma das suas cagadas e sente um gosto amargo, cruel de "eu devia e podia ter feito diferente!".
Chorei, desesperei, fiquei com muita raiva e vergonha de mim.
Entendi que negligenciei minha vida, que "mamei nas tetas" que me apareceram na frente, sem jamais me preocupar em construir meu futuro. Eu sou o porquinho que fez a casa de palha para ter mais tempo pra me divertir e viver a vida.
Aos poucos, entendi que nada do que eu fizesse agora poderia mudar o que já foi. Era hora de tentar fazer, antes tarde do que nunca, o esforço, o trabalho que eu nunca fiz.
(Não é que eu nunca tenha trabalhado ou me esforçado. Me refiro aqui às dificuldades de trabalhar, estudar e bancar a si mesmo tudo ao mesmo tempo como a maioria dos estudantes brasileiros)
Comecei - e continuo - a procurar emprego, fazer planos para entrar numa nova faculdade e, tentar chegar a algum lugar.
Até agora isso não deu em absolutamente nada. A rejeição nas entrevistas te joga pra baixo e me faz ter a certeza de que eu não sirvo pra nada.
Diante daquela mesma imagem no espelho que me fez chorar, é muito, muito difícil acreditar que eu seja capaz de sair desse buraco, de ser alguém algum dia.
Autoconfiança? Não trabalhamos...
A série de fracassos leva ao desespero - e se eu nunca mais conseguir nada?
Nem a fé de que as coisas são como elas devem ser me fazia companhia.
Tenho uma amiga que insistia que eu prestasse um concurso público. Não ri na cara dela porque ela poderia não entender e sentir - se ofendida, sabe?
Mas, eu sempre soube que é impossível, que é pra poucos e chega a ser mais tenso do que vestibular. Imagine...eu, indisciplinada, preguiçosa e incapaz como a imagem do espelho, tendo a petulância de me inscrever num concurso público.
Ela me ofereceu umas apostilas emprestadas e, eu, sem graça, resolvi aceitar.
Nessa fase, todo o furacão era bem recente, então eu estava totalmente fora do eixo e, seria bem providencial dizer que eu iria estudar pra dar uma fugida da realidade, pra não ter que encarar que a vida lá fora era muito feia e estava me apavorando demais.
E, aí, ironia do destino....a preguiça, a indisciplina e a incapacidade de sair atrás de um recomeço, de um emprego, virou força e disciplina pra estudar.
Fui ficando feliz comigo porque em alguns dias, cheguei a estudar 6 horas! Cara, nem na época de faculdade eu estudei tanto!
A semana da prova chegou. Era um mix de sensações. O dever cumprido por ter conseguido ter a disciplina de estudar, a coerência e noção de realidade de que aquilo não era o suficiente, o nervoso por estar prestes a fazer uma prova que mostraria a todo mundo que não sou inteligente como todos pensam e esperam. Ali, era o momento final, a prova dos nove de que eu sou apenas uma mulher medíocre, mediana.
Faz entrevista daqui, entrevista dali, passa o mês e chega o dia de publicarem o resultado no Diário Oficial...
Acordei com um mal estar terrível, medo, uma vontade de não ver esse resultado. Uma briga interna entre "não pensa negativo porque tudo o que a gente pensa, a gente atrai pra nossa vida!" e "porra, não viaja, não se enche de esperança porque você sabe que não foi bem o suficiente pra passar!".
Abri logo o link do resultado. Corria os olhos pelas páginas, olhando uma a uma as cidades que não eram a minha.
A barriga gelada, o pânico na goela já e, quando chegou na fatídica página, tudo embaralhou. Juro, acho que cheguei a quase desmaiar!
Daí, meu nome brilhou.
Estava ali...nome, sobrenome, inteirinho.
Eram 21300 inscritos e apenas 867 foram aprovados. Eu fiquei em 346º lugar.
Li, reli, li mais uma vez e gritei. Gritei com dor, com desespero, com o choro rolando e uma das emoções mais incríveis que já senti.
Gritei pra que eu ouvisse, porque eu nunca acreditei.
E chorei, chorei e gritei baixinho porque ninguém mais pode entender o tamanho daqui pra mim.
Não, eu não sou um completo fracasso, não sou medíocre, e não vou depender financeiramente de alguém pro resto da vida. Não vou ser estorvo, motivo de pena, de vergonha. Eu juro, isso era muito palpável já para mim.
Já me via nessa situação, já pensava em como eu teria que me virar.
Eu estava convencida de que perdi essa vida, essa chance e que só na próxima é que eu poderia construir minha vida com tijolos de trabalho.
E eu tava ali, naquela lista, cheia de esperança, emocionada.
Muito mais do que um emprego futuro (ainda preciso ser chamada, passar nos exames e entregar a documentação necessária. Sim, eu ainda tenho medo), isso era a esperança, era o sonho de ainda poder ser alguém.
E, pra quem quiser ter uma ideia do que eu senti, do tamanho que era esse grito entalado na garganta e, do quão patética eu fiquei gritando, é só dar uma olhada nesse vídeo e, deleitar - se com nosso "querido" Galvão!
Desde novinha, fui criada de uma maneira conflitante com meus impulsos, minhas vontades.
Por volta dos 15 anos, queria trabalhar em loja de shopping pra ganhar uma graninha só minha, ou então, na locadora da rua de casa. Era o trampo dos meus sonhos. Passar a tarde inteira assistindo filmes, lançamentos, atendendo um ou outro cliente, inclusive com certo tempo pro dever de casa.
Cheguei a fazer uma entrevista com o moço da Locadora, mas aí, meu pai vetou.
Meu pai é um cara bacana, liberal pra caramba, cabeça boa. Seu defeito é o orgulho!
Ele veio de família bem pobre, trabalhou em 2 subempregos pra bancar faculdade e tal. Maior orgulho da vida dele, os filhos não PRECISAREM trabalhar pra pagar os estudos.
E, aí eu digo que ele errou!
Errou porque, pra um adolescente, é muito importante aprender o valor do trabalho, a responsabilidade, entender e se interessar por um mercado no qual está prestes a competir.
Acho uma lição imprescindível que não tive.
Não é questão de precisar financeiramente, e sim, de precisar para a formação de caráter, para formação do "adulto", sabe?
Obviamente, na época eu não sabia isso e, bem, não vejo absurdo ou algo incomum, o adolescente se conformar com a ideia de só estudar e ganhar sua mesadinha só na vida mansa.
É muito mais fácil aceitar o mais cômodo do que batalhar pra fazer o que se quer quando isso implica perder suas regalias.
A gente (eu, pelo menos) trabalha para ganhar dinheiro e, com ele poder ter a vida que achar mais adequada e feliz. Se você pode ganhar esse mesmo dinheiro sem ter que trabalhar... É como nego dizer que continuaria trabalhando caso ganhasse na mega sena! Lamento...hipocrisia pura!
*Trabalho voluntário nem entra na discussão porque, é ÓBVIO que ninguém o realiza com qualquer tipo de fim lucrativo.
Continuando...
Se, naquela época eu soubesse o que eu sei hoje, teria insistido sim.
Se o erro do meu pai foi facilitar as coisas pra mim a ponto de eu perder essa valiosa lição, o meu erro, foi não ter a humildade suficiente pra ver que eu era uma cabaça, totalmente inexperiente e não estava pronta pra escolher uma faculdade.
Meu pai me deu a liberdade de fazer o que eu bem entendesse e, nessa fase, eu deveria ter dito: QUERO TRABALHAR!
Eu disse que faria faculdade, fiz o curso errado (não que eu odeie, mas a somatória de não gostar muito e não valer à pena financeiramente é o suficiente pra considerar minha escolha um fracasso), me formei e fui trabalhar.
Andei, corri, me arrastei como se estivesse numa esteira mecânica, saca? Você faz o esforço, dita a velocidade, tudo depende de você, só que você simplesmente não sai do lugar.
Num determinado momento, meu pai precisou do meu nome e, eu, com toda a experiência em atos acomodados que havia aprendido, corri pra baixo da asa dele sob o pretexto de ver a empresa de perto. De cuidar do meu CPF.
De fato, foi uma escolha inteligente, porque, na minha ausência, a tragédia teria se abatido no segundo ano já talvez. Segurei o quanto eu pude, mas a quem eu queria enganar?
Claro que fui trabalhar na empresa por comodismo, por ser mais fácil e pra não ter a responsa! Eu já imaginava que não conseguiria endireitar a cabeça do meu pai e evitar que ele cometesse os mesmos erros administrativos de sempre, mas, era bem cômodo fingir que eu tinha esperanças.
Seis ou sete anos se passaram e a bomba estourou. Não cabem aqui os motivos que nos levaram a chegar nessa situação extrema na empresa. O intuito é contar a história que é só minha e, nessa história, esse momento de quebra (ou quase, porque não quebrou, mas também não está de pé) da empresa me trouxe finalmente a consciência da minha realidade.
Daí que, quando você dá de frente com o espelho e a imagem da sua vida, você saca cada uma das suas cagadas e sente um gosto amargo, cruel de "eu devia e podia ter feito diferente!".
Chorei, desesperei, fiquei com muita raiva e vergonha de mim.
Entendi que negligenciei minha vida, que "mamei nas tetas" que me apareceram na frente, sem jamais me preocupar em construir meu futuro. Eu sou o porquinho que fez a casa de palha para ter mais tempo pra me divertir e viver a vida.
Aos poucos, entendi que nada do que eu fizesse agora poderia mudar o que já foi. Era hora de tentar fazer, antes tarde do que nunca, o esforço, o trabalho que eu nunca fiz.
(Não é que eu nunca tenha trabalhado ou me esforçado. Me refiro aqui às dificuldades de trabalhar, estudar e bancar a si mesmo tudo ao mesmo tempo como a maioria dos estudantes brasileiros)
Comecei - e continuo - a procurar emprego, fazer planos para entrar numa nova faculdade e, tentar chegar a algum lugar.
Até agora isso não deu em absolutamente nada. A rejeição nas entrevistas te joga pra baixo e me faz ter a certeza de que eu não sirvo pra nada.
Diante daquela mesma imagem no espelho que me fez chorar, é muito, muito difícil acreditar que eu seja capaz de sair desse buraco, de ser alguém algum dia.
Autoconfiança? Não trabalhamos...
A série de fracassos leva ao desespero - e se eu nunca mais conseguir nada?
Nem a fé de que as coisas são como elas devem ser me fazia companhia.
Tenho uma amiga que insistia que eu prestasse um concurso público. Não ri na cara dela porque ela poderia não entender e sentir - se ofendida, sabe?
Mas, eu sempre soube que é impossível, que é pra poucos e chega a ser mais tenso do que vestibular. Imagine...eu, indisciplinada, preguiçosa e incapaz como a imagem do espelho, tendo a petulância de me inscrever num concurso público.
Ela me ofereceu umas apostilas emprestadas e, eu, sem graça, resolvi aceitar.
Nessa fase, todo o furacão era bem recente, então eu estava totalmente fora do eixo e, seria bem providencial dizer que eu iria estudar pra dar uma fugida da realidade, pra não ter que encarar que a vida lá fora era muito feia e estava me apavorando demais.
E, aí, ironia do destino....a preguiça, a indisciplina e a incapacidade de sair atrás de um recomeço, de um emprego, virou força e disciplina pra estudar.
Fui ficando feliz comigo porque em alguns dias, cheguei a estudar 6 horas! Cara, nem na época de faculdade eu estudei tanto!
A semana da prova chegou. Era um mix de sensações. O dever cumprido por ter conseguido ter a disciplina de estudar, a coerência e noção de realidade de que aquilo não era o suficiente, o nervoso por estar prestes a fazer uma prova que mostraria a todo mundo que não sou inteligente como todos pensam e esperam. Ali, era o momento final, a prova dos nove de que eu sou apenas uma mulher medíocre, mediana.
Faz entrevista daqui, entrevista dali, passa o mês e chega o dia de publicarem o resultado no Diário Oficial...
Acordei com um mal estar terrível, medo, uma vontade de não ver esse resultado. Uma briga interna entre "não pensa negativo porque tudo o que a gente pensa, a gente atrai pra nossa vida!" e "porra, não viaja, não se enche de esperança porque você sabe que não foi bem o suficiente pra passar!".
Abri logo o link do resultado. Corria os olhos pelas páginas, olhando uma a uma as cidades que não eram a minha.
A barriga gelada, o pânico na goela já e, quando chegou na fatídica página, tudo embaralhou. Juro, acho que cheguei a quase desmaiar!
Daí, meu nome brilhou.
Estava ali...nome, sobrenome, inteirinho.
Eram 21300 inscritos e apenas 867 foram aprovados. Eu fiquei em 346º lugar.
Li, reli, li mais uma vez e gritei. Gritei com dor, com desespero, com o choro rolando e uma das emoções mais incríveis que já senti.
Gritei pra que eu ouvisse, porque eu nunca acreditei.
E chorei, chorei e gritei baixinho porque ninguém mais pode entender o tamanho daqui pra mim.
Não, eu não sou um completo fracasso, não sou medíocre, e não vou depender financeiramente de alguém pro resto da vida. Não vou ser estorvo, motivo de pena, de vergonha. Eu juro, isso era muito palpável já para mim.
Já me via nessa situação, já pensava em como eu teria que me virar.
Eu estava convencida de que perdi essa vida, essa chance e que só na próxima é que eu poderia construir minha vida com tijolos de trabalho.
E eu tava ali, naquela lista, cheia de esperança, emocionada.
Muito mais do que um emprego futuro (ainda preciso ser chamada, passar nos exames e entregar a documentação necessária. Sim, eu ainda tenho medo), isso era a esperança, era o sonho de ainda poder ser alguém.
E, pra quem quiser ter uma ideia do que eu senti, do tamanho que era esse grito entalado na garganta e, do quão patética eu fiquei gritando, é só dar uma olhada nesse vídeo e, deleitar - se com nosso "querido" Galvão!
quarta-feira, 16 de junho de 2010
"Ói nóis aqui traveiz"
quarta-feira, 16 de junho de 2010
Bons ventos me trazem de volta a esse espaço.
Saudade de escrever aqui sobre sonhos, vontades, impulsos e experiências novas.
Ultimamente o poço parecia tão sem fundo e tão escuro que achei mais seguro ficar ali, no meu quarto, deferindo uma ou outra frase sem pé nem cabeça no Twitter.
Continuo, incessantemente procurando emprego, e cheia de problemas com a empresa e tal.
Pra tumultuar mais um pouco o ambiente, vamos mudar de casa!
Vendemos o apê e vamos para um menor (até que enfim!)! Ta aí uma excelente notícia. Vendemos bem nosso elefante branco (apartamento grande, com gasto gigante) e compramos um que é uma graça, bem mais adequado a 3 pessoas e com gastos bem menores.
O tumulto fica por conta da minha mãe e avó. Ao invés de gastar o tempo e a energia procurando armários, empresa de mudanças ou empacotando as coisas, não...gastam o tempo batendo cabeça, desesperadas e pessimistas porque nossas coisas não vão caber no apartamento novo.
Família italiana - judia perde no drama, JURO.
E o meu desgaste, cada vez que tenho que dar uns berros pra acalmar o ambiente na base do susto, já é constante.
Enfim, tenho que pensar positivo, porque apesar do Katrina que serão esses próximos 2,5 meses, tudo terá valido à pena!
Ah, e, já que estou aqui, vou dividir com vocês uma conquista!
lembram do Concurso que choraminguei por ter ido mal e etc, etc, etc?
De 21300 inscritos, passaram APENAS 870 pessoas, inclusive essa aqui que vos escreve!
Passei em 346º lugar, o que está excelente pois as chances de convocação são enormes.
Agora é sentar e fazer aquilo que eu menos sei e que mais odeio nessa vida: ES-PE-RAR!
Enquanto isso, continuo atrás de um emprego, pra pagar minhas continhas e tocar minha vida!
É isso aí...
Saudade de escrever aqui sobre sonhos, vontades, impulsos e experiências novas.
Ultimamente o poço parecia tão sem fundo e tão escuro que achei mais seguro ficar ali, no meu quarto, deferindo uma ou outra frase sem pé nem cabeça no Twitter.
Continuo, incessantemente procurando emprego, e cheia de problemas com a empresa e tal.
Pra tumultuar mais um pouco o ambiente, vamos mudar de casa!
Vendemos o apê e vamos para um menor (até que enfim!)! Ta aí uma excelente notícia. Vendemos bem nosso elefante branco (apartamento grande, com gasto gigante) e compramos um que é uma graça, bem mais adequado a 3 pessoas e com gastos bem menores.
O tumulto fica por conta da minha mãe e avó. Ao invés de gastar o tempo e a energia procurando armários, empresa de mudanças ou empacotando as coisas, não...gastam o tempo batendo cabeça, desesperadas e pessimistas porque nossas coisas não vão caber no apartamento novo.
Família italiana - judia perde no drama, JURO.
E o meu desgaste, cada vez que tenho que dar uns berros pra acalmar o ambiente na base do susto, já é constante.
Enfim, tenho que pensar positivo, porque apesar do Katrina que serão esses próximos 2,5 meses, tudo terá valido à pena!
Ah, e, já que estou aqui, vou dividir com vocês uma conquista!
lembram do Concurso que choraminguei por ter ido mal e etc, etc, etc?
De 21300 inscritos, passaram APENAS 870 pessoas, inclusive essa aqui que vos escreve!
Passei em 346º lugar, o que está excelente pois as chances de convocação são enormes.
Agora é sentar e fazer aquilo que eu menos sei e que mais odeio nessa vida: ES-PE-RAR!
Enquanto isso, continuo atrás de um emprego, pra pagar minhas continhas e tocar minha vida!
É isso aí...
terça-feira, 13 de abril de 2010
Traição
terça-feira, 13 de abril de 2010
Essa palavra que faz tremer qualquer pessoa, que é o verdadeiro câncer dos relacionamentos tem uma gama muito ampla e variável de significados, não? O que é traição pra você?
Basicamente, meu conceito paira sobre a falta de respeito. Seja ela intencional, premeditada ou não.
Não importa...não se colocou no lugar do outro, traiu.
A diferença entre saber ou fazer como nosso presidente que nunca sabe de nada pra mim não existe! Sério.
Ninguém mente, omite, acoberta ou modifica uma informação por esquecimento, ignorância ou à toa. As pessoas o fazem por, em seus íntimos (conscientes ou não) saberem que aquilo magoaria a alguém ou seria julgado como negativo por outrem. Bom, se você SABE que iria magoar e NÃO se vê errando, você tem por que mentir?
Pois é...E, se você concorda com o alguém ou com o outrem???
Algumas vezes damos passos em falso e, somos levados pela nossa vaidade, insegurança, por nossas maiores vulnerabilidades. Quem nunca se envaideceu com um elogio de um ex que atire a primeira pedra!
É da natureza do ser humano imaginar, criar, PENSAR EM COMO SERIA caso vivesse outra realidade.
Pensar, ok! Afinal, pra saber se está escuro, é preciso imaginar o claro e visualizar uma referência.
Eu sei que determinado trabalho me agrada quando não consigo imaginar outro plausível que me fizesse mais feliz. Com pessoas também assim. Você está feliz com seu namoro, casamento e etc, quando sua imaginação apenas permeia fetiches, fantasias ou situações que você viveria uma única vez e talvez nem contasse a ninguém. Alguns não imaginam nunca, alguns acham que não imaginam mas sonham acordados com celebridades, fotos, imagens sem se darem conta que não passa de uma fantasia. Whatever...imaginar, devanear é nor-mal! Saber que quem amamos também o faz é dolorido, concordo, mas aceite...é nor-mal do ser humano fantasiar.
Já me imaginei muitas vezes em situações inusitadas. Profissionalmente, amorosamente, pessoalmente....Até aí, ok!
Hoje (e já há alguns anos) posso dizer que cheguei ao equilíbrio entre a curiosidade normal e a traição. Tenho consciência exata de quem são as pessoas dignas da minha lealdade. Não, não por serem boas, mas por a terem conquistado.
Partindo desse princípio, por escolha, não traio.
Não falo em traição homem - mulher apenas não. A traição amorosa tem um universo bastante questionável e, uma série de argumentos sustentáveis se partirmos do princípio que seres humanos são...humanos! E, que, por isso erram!
O meu maior incômodo é a traição entre irmãos, entre pais e filhos, entre amigos...entre pessoas que se declaram leais e sustentam essa máscara ao longo dos anos. O impulso de trair um marido, um namorado é concreto, embora desprezível (eu entendo, enxergo coerência numa traição, mas não concordo com ela, sabe? Sei que ela existe, entendo seu motivo, mas acho que com maturidade e autoconhecimento é bem possível eliminar quaisquer impulsos e motivos), mas, a traição entre amigos, entre família, ou profissional não é por impulso. É mais elaborada, porque um pequeno deslize será facilmente perdoável. Trair amigo, família, quem confia em você numa situação não conjugal requer um pouco mais de trabalho. Você não trai seu chefe que aposta em você quando procura outro emprego. Você trai, quando MENTE, quando OMITE. Quantos dias de mentira há por trás de um caso como esse?
Trabalho, de fato não é um lugar onde a gente faz amigos, onde construimos relações de lealdade. Existe a confiança, mas a ética permite o "primeiro eu, depois você!", é verdade. Mas não comigo...não na minha empresa! Ali era uma empresa familiar e, todo mundo era família.
Eu me dôo mesmo, sou aquela imbecil que sempre, sempre acha devemos confiar até que nos provem o contrário.
Uma vez, uma pessoa me disse: "Ninguém é 100% confiável!". Achei um absurdo, mas ele tinha razão. Se somos humanos, podemos errar, então, somos falhos e, apostar, confiar em quem é passível de falhas sempre envolverá um risco.
Tenho sofrido muito com isso!
Eu, meu pai (e toda a minha família indiretamente), meu futuro fomos traídos.
De uma maneira tão baixa, tão capiciosa e repugnante que fui a nocaute.
Como toda grande traição, são os detalhes, é a sordidez da falta de consciência de quem trai que realmente magoa, destrói.
No meu caso, a traição envolveu prejuízo financeiro, mas, nem de longe esse foi o maior.
Me senti e ainda me sinto a maior das otárias, a imbecil e, principalmente a incompetende. Meu Deus....como eu não percebi? Não desconfiei???
Ninguém é capaz de mentir por tantos anos, todo santo dia, sem deixar sequer um rastro, um indício de que há algo além daquela realidade que você conhece. Caramba, e eu, justo eu que observo tanto as pessoas, banquei "o marido traído". DEBAIXO do meu nariz, e eu não vi.
É muito triste reconhecer que a pessoa nem era tão competente em si na mentira. Eu é que quis tanto acreditar nas inverdades...Eu que me envaideci por uma lealdade despretensiosa, sem ganhar nada em troca (e, que descobri depois de quase 10 anos que não existia).
Não me venham dizer que alguém trai por acaso. Que você vai lá e faz algo debaixo do pano achando que não tem problema algum caso descubram.
A falta de escrúpulos é o que varia de traição pra traição.
Tem aquele tipo de episódio infantil, que denota insegurança, burrice e falta de amor próprio...mas, tem aquele também que denota pura falta (ou ausência até) de caráter.
Uma pessoa tomar emprestado uma assinatura sem que a outra saiba (pra mim isso é roubo, e pra você?) ainda que seja para um fim besta e inofensivo; a tomada de decisões e a opção por correr riscos que envolvam uma série de outras pessoas diretamente e, a omissão de tudo isso é uma falha de caráter muito grande pra mim!
Pior ainda se, independente das consequências, essa pessoa sairia ilesa não?
Pois é...
A pessoa foi lá, assumiu o risco por mim, sem que eu soubesse, rezou MUITO pra que desse tudo certo, só que não deu.
E, agora eu tô aqui....perdi uma chance excelente de recomeçar minha vida graças às consequências dessa traição.
Jamais vou me eximir da culpa. Eu é quem devia ter aberto meus olhos, é quem deveria ter fiscalizado, visto bem de perto.
O MEU erro, eu assumo, e está custando bem caro. Estou desempregada, surtada, ferrada, sem grana e com o nome sujo. Essas são as consequências da minha negligência, do meu querer acreditar, da minha confiança.
Mas essa história tem um lado B.
Meu, Deus, ninguém toma atitudes que não lhe cabem, decisões que não lhe cabem, CIENTE que não lhe cabem, podendo consultar quem RESPONDE por essas decisões assim, ao bel prazer, sem sequer imaginar o risco que está correndo.
Ok, você vai lá, pega meu carro sem saber dirigir e me diz que não está ciente de que pode bater, ser parada pela polícia, se machucar e, de quebra me ferrar?
Ninguém contrai dívidas no nome de alguém sem consultá-lo porque acha desnecessária a consulta. Se você o faz, é óbvio que o faz por saber que aquela pessoa NÃO aceitaria fazer tal dívida.
Enfim...não sei o que vai ser da minha vida daqui pra frente, mas, sem dramas, sei que vou me recuperar em algum momento.
Sei que, de alguma maneira isso tudo me trouxe aprendizado, evolução.
Mas agora, nesse momento, confesso que está difícil querer ser gente. É muito trabalho, muita revolta pra reverter um erro não tão grave assim.
Ok, eu negligenciei um pedaço da minha vida, um setor de um pedaço curto da minha vida. A pessoa mentiu, traiu, omitiu, falsificou documentos e, está lá, com um emprego ainda melhor, feliz da vida e rezando por mim.
Eu não quero nada de ruim pra ninguém, só estou assim porque, não bastasse me ferrar, ainda levei uma porrada pela decepção e não sinto que fiz pra tanto...
Eu acredito mesmo que isso tudo tenha uma razão, que agora não faz sentido mas fará e tal...só que A-GO-RA tá FODA!
É isso....
As usual, mais mimimi!
Basicamente, meu conceito paira sobre a falta de respeito. Seja ela intencional, premeditada ou não.
Não importa...não se colocou no lugar do outro, traiu.
A diferença entre saber ou fazer como nosso presidente que nunca sabe de nada pra mim não existe! Sério.
Ninguém mente, omite, acoberta ou modifica uma informação por esquecimento, ignorância ou à toa. As pessoas o fazem por, em seus íntimos (conscientes ou não) saberem que aquilo magoaria a alguém ou seria julgado como negativo por outrem. Bom, se você SABE que iria magoar e NÃO se vê errando, você tem por que mentir?
Pois é...E, se você concorda com o alguém ou com o outrem???
Algumas vezes damos passos em falso e, somos levados pela nossa vaidade, insegurança, por nossas maiores vulnerabilidades. Quem nunca se envaideceu com um elogio de um ex que atire a primeira pedra!
É da natureza do ser humano imaginar, criar, PENSAR EM COMO SERIA caso vivesse outra realidade.
Pensar, ok! Afinal, pra saber se está escuro, é preciso imaginar o claro e visualizar uma referência.
Eu sei que determinado trabalho me agrada quando não consigo imaginar outro plausível que me fizesse mais feliz. Com pessoas também assim. Você está feliz com seu namoro, casamento e etc, quando sua imaginação apenas permeia fetiches, fantasias ou situações que você viveria uma única vez e talvez nem contasse a ninguém. Alguns não imaginam nunca, alguns acham que não imaginam mas sonham acordados com celebridades, fotos, imagens sem se darem conta que não passa de uma fantasia. Whatever...imaginar, devanear é nor-mal! Saber que quem amamos também o faz é dolorido, concordo, mas aceite...é nor-mal do ser humano fantasiar.
Já me imaginei muitas vezes em situações inusitadas. Profissionalmente, amorosamente, pessoalmente....Até aí, ok!
Hoje (e já há alguns anos) posso dizer que cheguei ao equilíbrio entre a curiosidade normal e a traição. Tenho consciência exata de quem são as pessoas dignas da minha lealdade. Não, não por serem boas, mas por a terem conquistado.
Partindo desse princípio, por escolha, não traio.
Não falo em traição homem - mulher apenas não. A traição amorosa tem um universo bastante questionável e, uma série de argumentos sustentáveis se partirmos do princípio que seres humanos são...humanos! E, que, por isso erram!
O meu maior incômodo é a traição entre irmãos, entre pais e filhos, entre amigos...entre pessoas que se declaram leais e sustentam essa máscara ao longo dos anos. O impulso de trair um marido, um namorado é concreto, embora desprezível (eu entendo, enxergo coerência numa traição, mas não concordo com ela, sabe? Sei que ela existe, entendo seu motivo, mas acho que com maturidade e autoconhecimento é bem possível eliminar quaisquer impulsos e motivos), mas, a traição entre amigos, entre família, ou profissional não é por impulso. É mais elaborada, porque um pequeno deslize será facilmente perdoável. Trair amigo, família, quem confia em você numa situação não conjugal requer um pouco mais de trabalho. Você não trai seu chefe que aposta em você quando procura outro emprego. Você trai, quando MENTE, quando OMITE. Quantos dias de mentira há por trás de um caso como esse?
Trabalho, de fato não é um lugar onde a gente faz amigos, onde construimos relações de lealdade. Existe a confiança, mas a ética permite o "primeiro eu, depois você!", é verdade. Mas não comigo...não na minha empresa! Ali era uma empresa familiar e, todo mundo era família.
Eu me dôo mesmo, sou aquela imbecil que sempre, sempre acha devemos confiar até que nos provem o contrário.
Uma vez, uma pessoa me disse: "Ninguém é 100% confiável!". Achei um absurdo, mas ele tinha razão. Se somos humanos, podemos errar, então, somos falhos e, apostar, confiar em quem é passível de falhas sempre envolverá um risco.
Tenho sofrido muito com isso!
Eu, meu pai (e toda a minha família indiretamente), meu futuro fomos traídos.
De uma maneira tão baixa, tão capiciosa e repugnante que fui a nocaute.
Como toda grande traição, são os detalhes, é a sordidez da falta de consciência de quem trai que realmente magoa, destrói.
No meu caso, a traição envolveu prejuízo financeiro, mas, nem de longe esse foi o maior.
Me senti e ainda me sinto a maior das otárias, a imbecil e, principalmente a incompetende. Meu Deus....como eu não percebi? Não desconfiei???
Ninguém é capaz de mentir por tantos anos, todo santo dia, sem deixar sequer um rastro, um indício de que há algo além daquela realidade que você conhece. Caramba, e eu, justo eu que observo tanto as pessoas, banquei "o marido traído". DEBAIXO do meu nariz, e eu não vi.
É muito triste reconhecer que a pessoa nem era tão competente em si na mentira. Eu é que quis tanto acreditar nas inverdades...Eu que me envaideci por uma lealdade despretensiosa, sem ganhar nada em troca (e, que descobri depois de quase 10 anos que não existia).
Não me venham dizer que alguém trai por acaso. Que você vai lá e faz algo debaixo do pano achando que não tem problema algum caso descubram.
A falta de escrúpulos é o que varia de traição pra traição.
Tem aquele tipo de episódio infantil, que denota insegurança, burrice e falta de amor próprio...mas, tem aquele também que denota pura falta (ou ausência até) de caráter.
Uma pessoa tomar emprestado uma assinatura sem que a outra saiba (pra mim isso é roubo, e pra você?) ainda que seja para um fim besta e inofensivo; a tomada de decisões e a opção por correr riscos que envolvam uma série de outras pessoas diretamente e, a omissão de tudo isso é uma falha de caráter muito grande pra mim!
Pior ainda se, independente das consequências, essa pessoa sairia ilesa não?
Pois é...
A pessoa foi lá, assumiu o risco por mim, sem que eu soubesse, rezou MUITO pra que desse tudo certo, só que não deu.
E, agora eu tô aqui....perdi uma chance excelente de recomeçar minha vida graças às consequências dessa traição.
Jamais vou me eximir da culpa. Eu é quem devia ter aberto meus olhos, é quem deveria ter fiscalizado, visto bem de perto.
O MEU erro, eu assumo, e está custando bem caro. Estou desempregada, surtada, ferrada, sem grana e com o nome sujo. Essas são as consequências da minha negligência, do meu querer acreditar, da minha confiança.
Mas essa história tem um lado B.
Meu, Deus, ninguém toma atitudes que não lhe cabem, decisões que não lhe cabem, CIENTE que não lhe cabem, podendo consultar quem RESPONDE por essas decisões assim, ao bel prazer, sem sequer imaginar o risco que está correndo.
Ok, você vai lá, pega meu carro sem saber dirigir e me diz que não está ciente de que pode bater, ser parada pela polícia, se machucar e, de quebra me ferrar?
Ninguém contrai dívidas no nome de alguém sem consultá-lo porque acha desnecessária a consulta. Se você o faz, é óbvio que o faz por saber que aquela pessoa NÃO aceitaria fazer tal dívida.
Enfim...não sei o que vai ser da minha vida daqui pra frente, mas, sem dramas, sei que vou me recuperar em algum momento.
Sei que, de alguma maneira isso tudo me trouxe aprendizado, evolução.
Mas agora, nesse momento, confesso que está difícil querer ser gente. É muito trabalho, muita revolta pra reverter um erro não tão grave assim.
Ok, eu negligenciei um pedaço da minha vida, um setor de um pedaço curto da minha vida. A pessoa mentiu, traiu, omitiu, falsificou documentos e, está lá, com um emprego ainda melhor, feliz da vida e rezando por mim.
Eu não quero nada de ruim pra ninguém, só estou assim porque, não bastasse me ferrar, ainda levei uma porrada pela decepção e não sinto que fiz pra tanto...
Eu acredito mesmo que isso tudo tenha uma razão, que agora não faz sentido mas fará e tal...só que A-GO-RA tá FODA!
É isso....
As usual, mais mimimi!
Pensando em:
Contos da minha vida,
Eu comigo,
Fatos da vida real,
Momentos de revolta,
Que Fase
quinta-feira, 1 de abril de 2010
Coelhinho tranquilo no mamilo...
quinta-feira, 1 de abril de 2010
Dizer que a vida é cheia de altos e baixos é um dos clichês mais sem criatividade que conheço. É também a maior verdade absoluta de todas.
Ok, aqui, no meu insólito mundinho as coisas continuam em baixa, bem em baixa.
Seguimos numa linha reta, paralela e distante poucos metros do fundo do poço, torre de comando!
Ainda assim, sem nenhuma novidade, nem mesmo coadjuvante, eu acordei bacana.
Ontem e hoje meu humor assumiu uma pegada totalmente Pollyana.
Sei lá a razão, o fato é que estou tranquila e isso é o prenúncio de um feriadinho feliz!
Ontem aconteceu uma coisa tão legal, tão gostosa...
Sabe quando você se sente diferente, especial...sabe quando parece que você fez bem a alguém simplesmente com meia dúzia de palavras vindas do seu coração?
Eu adoro quando isso acontece!
Ganhei uma amiga, acredito!
Hoje passei a tarde toda estudando Português. Foi uma viagem no tempo.
Nossa...lembrei da escola, dos colegas, daquela menina insuportavelmente inteligente* que sempre me fazia sentir medíocre.
Lembrei do quanto era difícil entender algumas regras gramaticais (e ainda é), e que, não sei como, mas aprendi.
Lembrei de alguns professores e, cheguei a sorrir lembrando da sensação de desafio, de coisa séria que era uma prova de escola.
Quando somos crianças, nem imaginamos o que vem pela frente! Não tive uma infância muito legal ou significativa, mas hoje tive uma saudade enorme dessa época.
Nossa, como era incrível chegar da escola, tirar o tênis, esperar o almoço e depois ficar a tarde toda sem fazer nada.
Como era legal preencher o tempo no clube, na rua, ou em casa recortando revista pra fazer colagens fofas nos diários. Saudades dos cadernos de perguntas e, também daquela sensação horrorosa de ser apaixonada pelo meu melhor amigo (que era uns 10cm menor que eu, hahahaha).
Hoje, pela 1º vez tive uma saudade dolorida do tempo em que eu achava a vida um saco!
(Gargalhada)
E eu, fedelha achava que sabia das coisas....
*Fiquei triste ao descobrir que, apesar de ter se tornado uma mulher linda, uma médica competente, tornou - se também um ser humano amargo, triste. Poxa, ela era tão brilhante!!!!
Ok, aqui, no meu insólito mundinho as coisas continuam em baixa, bem em baixa.
Seguimos numa linha reta, paralela e distante poucos metros do fundo do poço, torre de comando!
Ainda assim, sem nenhuma novidade, nem mesmo coadjuvante, eu acordei bacana.
Ontem e hoje meu humor assumiu uma pegada totalmente Pollyana.
Sei lá a razão, o fato é que estou tranquila e isso é o prenúncio de um feriadinho feliz!
Ontem aconteceu uma coisa tão legal, tão gostosa...
Sabe quando você se sente diferente, especial...sabe quando parece que você fez bem a alguém simplesmente com meia dúzia de palavras vindas do seu coração?
Eu adoro quando isso acontece!
Ganhei uma amiga, acredito!
Hoje passei a tarde toda estudando Português. Foi uma viagem no tempo.
Nossa...lembrei da escola, dos colegas, daquela menina insuportavelmente inteligente* que sempre me fazia sentir medíocre.
Lembrei do quanto era difícil entender algumas regras gramaticais (e ainda é), e que, não sei como, mas aprendi.
Lembrei de alguns professores e, cheguei a sorrir lembrando da sensação de desafio, de coisa séria que era uma prova de escola.
Quando somos crianças, nem imaginamos o que vem pela frente! Não tive uma infância muito legal ou significativa, mas hoje tive uma saudade enorme dessa época.
Nossa, como era incrível chegar da escola, tirar o tênis, esperar o almoço e depois ficar a tarde toda sem fazer nada.
Como era legal preencher o tempo no clube, na rua, ou em casa recortando revista pra fazer colagens fofas nos diários. Saudades dos cadernos de perguntas e, também daquela sensação horrorosa de ser apaixonada pelo meu melhor amigo (que era uns 10cm menor que eu, hahahaha).
Hoje, pela 1º vez tive uma saudade dolorida do tempo em que eu achava a vida um saco!
(Gargalhada)
E eu, fedelha achava que sabia das coisas....
*Fiquei triste ao descobrir que, apesar de ter se tornado uma mulher linda, uma médica competente, tornou - se também um ser humano amargo, triste. Poxa, ela era tão brilhante!!!!
Pensando em:
Eu comigo,
Fatos da vida real,
Filosofias da vida
sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010
Rapidão
sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010
Só pra dizer que tá puxado demais e que eu sou uma menininha mimada!
Hoje, em especial, estou com dor de cabeça de tanta preocupação. Masturbação mental mesmo sabe? Odeio sofrer com os "E se..." mas não tem jeito...é algo que ainda vou penar muito pra mudar dentro de mim.
Enfim, o gás hoje está fraquinho, e eu estou com vontade de desistir.
ÓBVIO que não vou, mas vontade não é algo que a gente controla.
Por razões que não cabem serem expostas aqui, a empresa na qual trabalho, que pertence à minha família, está com "câncer". Sim, uma doença grave que pode levá-la à morte e, consequentemente me levar às dívidas. Dívidas essas que obviamente não cabem no meu bolso (e nem caberiam tipos daqui a 20 anos).
O prognóstico é duvidoso e o tratamento bem sofrido.
Vamos iniciar nossa "quimioterapia" nas próximas semanas...
Já passei por isso literal e não metaforicamente falando. Naquele tempo, desistir não passava na minha cabeça, muito menos a possibilidade de não conseguir.
Então é meio que isso...vamos passar por um tratamento de combate a esse câncer metafórico. Esse tratamento tem uma série de sequelas desagradáveis, sofridas e, vamos ter que encará-las.
Lembro bem do que DIZIAM sobre os efeitos colaterais da quimio. Os enjôos, a queda do cabelo, as dores. Nada foi exatamente como falaram! Porque cada um é um, e a gente nunca pode prever como iremos reagir.
Assim sendo, vou tentar não me preocupar tanto com a fase pobre (LITERALMENTE) que começou pra mim.
Deus é muito meu "brother" e vive quebrando meus galhos quando eu já nem tinha mais esperanças. Sabe aquele cara que te faz uns favores, que ameniza seus pepinos sem que você sequer tenha tempo de pedir? Pois é, Ele dá dessas comigo.
Se estou passando por isso é, mais uma vez, pra que eu ganhe lições muito valiosas.
Hoje, em especial, está bem difícil, estou meio chorosa, sabe?
Pela manhã, li isso na internet e, aí...bom, tomei vergonha e resolvi agradecer pelos meus problemas, pelos meus medos e reforçar a minha fé...
Tá fácil não, mas olha, tenho MUITA, MUITA sorte mesmo!
beijos pra vocês, sortudos tb!
Hoje, em especial, estou com dor de cabeça de tanta preocupação. Masturbação mental mesmo sabe? Odeio sofrer com os "E se..." mas não tem jeito...é algo que ainda vou penar muito pra mudar dentro de mim.
Enfim, o gás hoje está fraquinho, e eu estou com vontade de desistir.
ÓBVIO que não vou, mas vontade não é algo que a gente controla.
Por razões que não cabem serem expostas aqui, a empresa na qual trabalho, que pertence à minha família, está com "câncer". Sim, uma doença grave que pode levá-la à morte e, consequentemente me levar às dívidas. Dívidas essas que obviamente não cabem no meu bolso (e nem caberiam tipos daqui a 20 anos).
O prognóstico é duvidoso e o tratamento bem sofrido.
Vamos iniciar nossa "quimioterapia" nas próximas semanas...
Já passei por isso literal e não metaforicamente falando. Naquele tempo, desistir não passava na minha cabeça, muito menos a possibilidade de não conseguir.
Então é meio que isso...vamos passar por um tratamento de combate a esse câncer metafórico. Esse tratamento tem uma série de sequelas desagradáveis, sofridas e, vamos ter que encará-las.
Lembro bem do que DIZIAM sobre os efeitos colaterais da quimio. Os enjôos, a queda do cabelo, as dores. Nada foi exatamente como falaram! Porque cada um é um, e a gente nunca pode prever como iremos reagir.
Assim sendo, vou tentar não me preocupar tanto com a fase pobre (LITERALMENTE) que começou pra mim.
Deus é muito meu "brother" e vive quebrando meus galhos quando eu já nem tinha mais esperanças. Sabe aquele cara que te faz uns favores, que ameniza seus pepinos sem que você sequer tenha tempo de pedir? Pois é, Ele dá dessas comigo.
Se estou passando por isso é, mais uma vez, pra que eu ganhe lições muito valiosas.
Hoje, em especial, está bem difícil, estou meio chorosa, sabe?
Pela manhã, li isso na internet e, aí...bom, tomei vergonha e resolvi agradecer pelos meus problemas, pelos meus medos e reforçar a minha fé...
Tá fácil não, mas olha, tenho MUITA, MUITA sorte mesmo!
beijos pra vocês, sortudos tb!
terça-feira, 23 de fevereiro de 2010
Melting
terça-feira, 23 de fevereiro de 2010
Longe de mim dizer a Deus ou à Natureza como devem se portar.
Quem sou eu pra criticar Tsunamis, Terremotos e tempestades que alagam nos quatro cantos do mundo? Com certeza, o chefão da repartição, está no controle e tem competência pra fazer o que faz.
O que eu posso, nesse momento, é dizer como me sinto diante desse calor apocalíptico.
Ok, não sou uma pessoa magra, esbelta e, não estou em dia com meu preparo físico.
Stress e os recentes acontecimentos não colaboram. Tem também o volume de trabalho, que é compatível com, pelo menos 1,5 Ana.
Aí vem esse calor abafado, nessa cidade que não venta e que respira poluição...
O Rio é o caldeirão do capeta, eu sei...e, acredito que, a essas horas, Cuiabá esteja vivendo seus dias de cidade natal de Lúcifer, mas, cada uma das pessoas que nasceram e moraram a vida toda nesses lugares devem estar devidamente adaptados.
Meu caso...Nasci e morei a vida toda em sp.
Então, a poluição, a garoa, e o cinza do clima não me incomodam nunca! O barulho, meus ouvidos já quase nem ouvem, sério!
Daí, o chefão lá do departamento climático do Planeta Terra sai de férias e o estagiário começou a brincar como se nós fôssemos Buddy Pokes dele!
De repente, o cara confundiu a selva de pedra que é Sampa com a selva amazônica, não é possível!
Dizem que no Amazonas o clima é quente, e as pessoas sentem - se como legumes cozinhando no vapor! Diz que lá pelas 15h cai uma tempestade que dura no máximo 1 hora e que faz a temperatura ficar agradável!
Nunca estive na região Norte do país, mas lembro de uma parada aprendida na escola, chamada clima tropical equatorial, de floresta ou tropical úmido que predominava na região amazônica e, cujas características são essas aí que citei.
O fato é que o estagiário confundiu as "selvas" e determinou que a cidade mais populosa do país deveria ter o toque de recolher todas as tardes lá pelas 15h (16 ou 17h dependendo da região da cidade), já que esse é o horário do despejo das milhares de toneladas de água ao mesmo tempo sobre a cidade.
Lá na Floresta Tropical, existe terra, solo fofinho, capaz de absorver grandes quantidades de água...e tem os rios também. Aqui, nessa selva de pedra, o calor esquenta o concreto dos prédios, o asfalto das ruas e cozinha a carne dos paulistanos (lá na Amazônia, as árvores fazem ao menos uma sombrinha, e tem a terra que nem quente é)vestidos com suas roupas sociais. Quando cai a água nos bueiros lotados de lixo, faz - se o caos. A cidade foge da chuva e seus efeitos como o diabo foge da cruz!
Refresca, é verdade, mas a possibilidade de transformarmos nossos carros, ônibus, metrôs e trens em gôndolas venezianas quando do acionar de um botão ainda é apenas possibilidade, ficção científica pura e simples. Com isso, o trânsito vira uma visão holográfica do que pode acontecer em 2012 caso os profetas estejam certos.
Enfim, não anda muito fácil ser paulistano acostumado a temperaturas entre 23 a 28ºC no verão, à garoa da manhã e ao ventinho do fim de tarde. Essa realidade de temperaturas na casa dos 30ºC, umidade, vento quente e abafado somado à latente poluição, verdadeiros dilúvios complicando ainda muito mais o trânsito dos horários de pico tem sido bem puxada.
Sei que no Rio a coisa tá quente tb, bem como em muitas outras cidades. Mas, gente, carioca é acostumado ao calor!!!! Carioca corre pro mar pra dar um refresco, saca? Em São Paulo a gente corre tanto, a gente perde tanto tempo no trânsito que não dá nem pra escapar e tomar uma chuveirada no meio do dia.
Ontem mesmo passou na TV uma reportagem de como altas temperaturas influenciam a capacidade de raciocínio e o rendimento das pessoas. Olha, não é por nada não, mas acho que a maior metrópole do país tem perdido MUITA grana desde as férias de São Pedro viu?
Eu, por exemplo...deveria estar trabalhando, mas os números se vestiram de hieroglifos pra que eu não os entendesse, aí, resolvi vir aqui no blog divagar e escrever alguma porcaria pra manter o cérebro ligado.
Quero reiterar pra ficar bem claro: Não critico o sistema do povo lá em cima que comanda a Natureza e as temperaturas do nosso Brasil não....eu estou apenas admitindo a minha fraqueza, a minha involução perante os demais! Afinal, Charles Darwin já havia contado que apenas os fortes sobrevivem!
Por enquanto, me mantenho de pé, mas não sei quanto tempo mais sou capaz de aguentar antes de começar a derreter...literalmente!
Alguém me empresta um ar condicionado aê?
Quem sou eu pra criticar Tsunamis, Terremotos e tempestades que alagam nos quatro cantos do mundo? Com certeza, o chefão da repartição, está no controle e tem competência pra fazer o que faz.
O que eu posso, nesse momento, é dizer como me sinto diante desse calor apocalíptico.
Ok, não sou uma pessoa magra, esbelta e, não estou em dia com meu preparo físico.
Stress e os recentes acontecimentos não colaboram. Tem também o volume de trabalho, que é compatível com, pelo menos 1,5 Ana.
Aí vem esse calor abafado, nessa cidade que não venta e que respira poluição...
O Rio é o caldeirão do capeta, eu sei...e, acredito que, a essas horas, Cuiabá esteja vivendo seus dias de cidade natal de Lúcifer, mas, cada uma das pessoas que nasceram e moraram a vida toda nesses lugares devem estar devidamente adaptados.
Meu caso...Nasci e morei a vida toda em sp.
Então, a poluição, a garoa, e o cinza do clima não me incomodam nunca! O barulho, meus ouvidos já quase nem ouvem, sério!
Daí, o chefão lá do departamento climático do Planeta Terra sai de férias e o estagiário começou a brincar como se nós fôssemos Buddy Pokes dele!
De repente, o cara confundiu a selva de pedra que é Sampa com a selva amazônica, não é possível!
Dizem que no Amazonas o clima é quente, e as pessoas sentem - se como legumes cozinhando no vapor! Diz que lá pelas 15h cai uma tempestade que dura no máximo 1 hora e que faz a temperatura ficar agradável!
Nunca estive na região Norte do país, mas lembro de uma parada aprendida na escola, chamada clima tropical equatorial, de floresta ou tropical úmido que predominava na região amazônica e, cujas características são essas aí que citei.
O fato é que o estagiário confundiu as "selvas" e determinou que a cidade mais populosa do país deveria ter o toque de recolher todas as tardes lá pelas 15h (16 ou 17h dependendo da região da cidade), já que esse é o horário do despejo das milhares de toneladas de água ao mesmo tempo sobre a cidade.
Lá na Floresta Tropical, existe terra, solo fofinho, capaz de absorver grandes quantidades de água...e tem os rios também. Aqui, nessa selva de pedra, o calor esquenta o concreto dos prédios, o asfalto das ruas e cozinha a carne dos paulistanos (lá na Amazônia, as árvores fazem ao menos uma sombrinha, e tem a terra que nem quente é)vestidos com suas roupas sociais. Quando cai a água nos bueiros lotados de lixo, faz - se o caos. A cidade foge da chuva e seus efeitos como o diabo foge da cruz!
Refresca, é verdade, mas a possibilidade de transformarmos nossos carros, ônibus, metrôs e trens em gôndolas venezianas quando do acionar de um botão ainda é apenas possibilidade, ficção científica pura e simples. Com isso, o trânsito vira uma visão holográfica do que pode acontecer em 2012 caso os profetas estejam certos.
Enfim, não anda muito fácil ser paulistano acostumado a temperaturas entre 23 a 28ºC no verão, à garoa da manhã e ao ventinho do fim de tarde. Essa realidade de temperaturas na casa dos 30ºC, umidade, vento quente e abafado somado à latente poluição, verdadeiros dilúvios complicando ainda muito mais o trânsito dos horários de pico tem sido bem puxada.
Sei que no Rio a coisa tá quente tb, bem como em muitas outras cidades. Mas, gente, carioca é acostumado ao calor!!!! Carioca corre pro mar pra dar um refresco, saca? Em São Paulo a gente corre tanto, a gente perde tanto tempo no trânsito que não dá nem pra escapar e tomar uma chuveirada no meio do dia.
Ontem mesmo passou na TV uma reportagem de como altas temperaturas influenciam a capacidade de raciocínio e o rendimento das pessoas. Olha, não é por nada não, mas acho que a maior metrópole do país tem perdido MUITA grana desde as férias de São Pedro viu?
Eu, por exemplo...deveria estar trabalhando, mas os números se vestiram de hieroglifos pra que eu não os entendesse, aí, resolvi vir aqui no blog divagar e escrever alguma porcaria pra manter o cérebro ligado.
Quero reiterar pra ficar bem claro: Não critico o sistema do povo lá em cima que comanda a Natureza e as temperaturas do nosso Brasil não....eu estou apenas admitindo a minha fraqueza, a minha involução perante os demais! Afinal, Charles Darwin já havia contado que apenas os fortes sobrevivem!
Por enquanto, me mantenho de pé, mas não sei quanto tempo mais sou capaz de aguentar antes de começar a derreter...literalmente!
Alguém me empresta um ar condicionado aê?
quinta-feira, 28 de janeiro de 2010
Zzzzzzzzzzz...
quinta-feira, 28 de janeiro de 2010
A pessoa parece estar sob efeito narcótico! Sério...não consigo articular palavras e o máximo de ideias que tenho conseguido verbalizar ficam no Twitter porque são, em sua maioria sobre BBB...quer dizer, esse blog já não é grandes coisas...se eu escrever sobre BBB aqui vou acabar falando sozinha!
Tenho trabalhado muito e, torrado o resto das minhas energias pensando em ideias mirabolantes pra salvar meu futuro das dívidas infindáveis. O cansaço é tanto, mas tanto que me resta ligar a TV e ficar babando sem articular pensamentos, apenas zumbizando diante das novelas e realitys.
Assisti Bastardos Inglórios esses dias e precisei dormir logo depois porque o fato de exigir um mínimo esforço de raciocínio pra seguir a linha Tarantino já me exauriu...
Quer dizer...ou eu estou "faiando" ou realmente os problemas, as preocupações non stop tem acabado comigo.
Tá puxado, viu meu povo!
Andei me empolgando com alguns planos que fiz logo no começo do ano e, quando pareciam que iriam sair do papel, alguma entidade superior desceu à Terra diante de mim e soltou um "pegadinha do Mallandro hahaha!".
Acredito que pra tudo nessa vida exista uma razão, um sentido e, se não rolou, é porque não era mesmo a hora...Tudo bem, sou capaz de me conformar, afinal já não sou a menininha mimada (pelo menos na maior parte do tempo) que fui um dia.
Criar expectativas baseadas nos sonhos é algo einerente ao ser humano e, a gente sabe bem que criar expectativa também significa um enorme risco de levar a si mesmo à frustração...
Enfim, é isso, levantando a cabeça e seguindo em frente do jeitão que dá!
Já que meu subconsciente tem se manifestado muito mais através da simbologia musical do que dos sonhos, deixo aqui a minha "música recorrente" só pra dar uma ideia da pegada! Não consegui interpretar direito, mas...tá aí!
Se alguém entender, me explica, porque ando meio no pânico de a pobreza vir tirar o sarro dela! Prefiro pensar que eu trabalho e outro dinheiro eu vou ganhar!!!!
Tudo se acaba.
Olha o noticiário!
Água se acaba.
Se acaba a prece do vigário.
E eu quero ser a mendiga suja e descabelada
Dormindo na vertical.
Entender como a vida de alguém
Se acaba antes do final.
Prefiro Lou Reed do Velvet Underground.
Gosto de Silvia Plath, S.Eliot,
Emily Dickinson, Lucinda,
Délia, Manoel de Barros ficam eternos por mim.
Esqueço a crise da Argentina
Quebrando o pau com a menina no sinal
Em castelhano, ê
Eu furo os planos, ê
Eu furo o dedo, eu ando vendo
Examinando, eu arranho o braço
Aperto o passo. Não sou louca!
É...
Tomei um tiro
No vidro do meu carro
É a pobreza
Tirando o seu sarro
Foi meu dinheiro
Foi meu livro caro
Que façam bom proveito
Da grana que roubaram
Porque eu trabalho
E outro dinheiro eu vou ganhar
Tomei um táxi
O motorista, mexicano,
Veio falando sobre o onze de setembro.
Havia um homem na calçada lendo o "Código Da Vinci"
Ou lia o código da venda?
Na parada havia um peruano
Cheio de badulaques, ô
Vendendo Nike, ô
Vendendo bike, Coca Light, canivete
Aceita cheque pros breguetes.
Notícias do Iraque na Tv da lanchonete.
Notícias populares
Voam pelos ares
E amanhã, meu nêgo, ninguém sabe
Se alguém recua ou se alguém invade
Se alguém tem nome ou se alguém tem fome.
Que façam bom proveito
Do pouco que restar
Se tanta gente vive
Só com o que dá pra aproveitar.
Tudo se acaba.
Olha o noticiário!
Tenho trabalhado muito e, torrado o resto das minhas energias pensando em ideias mirabolantes pra salvar meu futuro das dívidas infindáveis. O cansaço é tanto, mas tanto que me resta ligar a TV e ficar babando sem articular pensamentos, apenas zumbizando diante das novelas e realitys.
Assisti Bastardos Inglórios esses dias e precisei dormir logo depois porque o fato de exigir um mínimo esforço de raciocínio pra seguir a linha Tarantino já me exauriu...
Quer dizer...ou eu estou "faiando" ou realmente os problemas, as preocupações non stop tem acabado comigo.
Tá puxado, viu meu povo!
Andei me empolgando com alguns planos que fiz logo no começo do ano e, quando pareciam que iriam sair do papel, alguma entidade superior desceu à Terra diante de mim e soltou um "pegadinha do Mallandro hahaha!".
Acredito que pra tudo nessa vida exista uma razão, um sentido e, se não rolou, é porque não era mesmo a hora...Tudo bem, sou capaz de me conformar, afinal já não sou a menininha mimada (pelo menos na maior parte do tempo) que fui um dia.
Criar expectativas baseadas nos sonhos é algo einerente ao ser humano e, a gente sabe bem que criar expectativa também significa um enorme risco de levar a si mesmo à frustração...
Enfim, é isso, levantando a cabeça e seguindo em frente do jeitão que dá!
Já que meu subconsciente tem se manifestado muito mais através da simbologia musical do que dos sonhos, deixo aqui a minha "música recorrente" só pra dar uma ideia da pegada! Não consegui interpretar direito, mas...tá aí!
Se alguém entender, me explica, porque ando meio no pânico de a pobreza vir tirar o sarro dela! Prefiro pensar que eu trabalho e outro dinheiro eu vou ganhar!!!!
Tudo se acaba.
Olha o noticiário!
Água se acaba.
Se acaba a prece do vigário.
E eu quero ser a mendiga suja e descabelada
Dormindo na vertical.
Entender como a vida de alguém
Se acaba antes do final.
Prefiro Lou Reed do Velvet Underground.
Gosto de Silvia Plath, S.Eliot,
Emily Dickinson, Lucinda,
Délia, Manoel de Barros ficam eternos por mim.
Esqueço a crise da Argentina
Quebrando o pau com a menina no sinal
Em castelhano, ê
Eu furo os planos, ê
Eu furo o dedo, eu ando vendo
Examinando, eu arranho o braço
Aperto o passo. Não sou louca!
É...
Tomei um tiro
No vidro do meu carro
É a pobreza
Tirando o seu sarro
Foi meu dinheiro
Foi meu livro caro
Que façam bom proveito
Da grana que roubaram
Porque eu trabalho
E outro dinheiro eu vou ganhar
Tomei um táxi
O motorista, mexicano,
Veio falando sobre o onze de setembro.
Havia um homem na calçada lendo o "Código Da Vinci"
Ou lia o código da venda?
Na parada havia um peruano
Cheio de badulaques, ô
Vendendo Nike, ô
Vendendo bike, Coca Light, canivete
Aceita cheque pros breguetes.
Notícias do Iraque na Tv da lanchonete.
Notícias populares
Voam pelos ares
E amanhã, meu nêgo, ninguém sabe
Se alguém recua ou se alguém invade
Se alguém tem nome ou se alguém tem fome.
Que façam bom proveito
Do pouco que restar
Se tanta gente vive
Só com o que dá pra aproveitar.
Tudo se acaba.
Olha o noticiário!
Pensando em:
Eu comigo,
Fatos da vida real,
Filosofias da vida,
Freud explica,
Intuição
quinta-feira, 17 de dezembro de 2009
Hohoho!
quinta-feira, 17 de dezembro de 2009
Feliz Natal, galera!
Que? Natal? Mas, Ana...ainda é 17 de Dezembro...
É só que pelo andar desse blog, post mesmo, só o ano que vem, então, vim me despedir, desejar a todo mundo um Natal cheio de saúde, de sorrisos, esperança, sonhos e muito amor!
Nem sempre curti o Natal...qdo era criança, adorava (dã), aí, a família foi minguando, os adolescentes se desentendendo (quando é criança, tudo que é primo se ama...mas o tempo passa, as personalidades se desenham e junto com elas, as diferenças. Resultado? Briga!) e, a noite do dia 24 foi muito "boring" pra mim por uns 7 anos...Eu esperava a meia - noite, cumprimentava todo mundo, depois sumia pra alguma festa só com amigos (amava essas festas pós Natal que o povo fazia!).
Depois, veio a separação dos meus pais, o problema de saúde de mamãe...aí sim descobri um Natal triste......eu, minha avó, minha mãe e meu pai - que apenas fazia figuração porque minha mãe ainda não podia encarar emocionalmente a separação (breve resumo: mamãe teve problemas emocionais numa fase em que o casamento dela já estava bem mal. Foi a gota d'água, mas meu pai manteve a aparência até que ela retomasse o equilíbrio pq ele achava que ela teria uma recaída diante do divórcio).
Era péssimo!
Quando eles finalmente se separaram, veio o Natal em que eu estava lutando contra o Câncer...quer dizer...Há muitos anos eu tenho dito "detesto Natal, mas amo Ano Novo!".
Ano passado, fui pra casa da avó do meu namorado e reencontrei a vibe Natal que eu AMO! A casa lotada, aquela falação, brindes, pequenas discussões, gargalhadas, esperança...festa, família, abraços.
Cheirinho de amor, de LAR...além das crianças (bem, era só uma, mas havia um monte de crianças grandes!), que sempre nos fazem lembrar como é delicioso sonhar, acreditar e, como a vida é cheia de encantos.
Neste ano, iremos pra lá novamente e, estou feliz! Ansiosa até...
Meus pais ficam chateados, há quem me julgue, claro...Mas, eu não quero escolher...Não quero ficar em casa com minha mãe e minha avó OU com meu pai e a família de sua nova esposa que mal conheço.
Prefiro o lugar no qual conheço as fofocas, os defeitos, o abraço e o amor de cada um...
Meu Natal será feliz....certeza! E, desejo muito que o de vocês também o seja.
Para 2010, um único desejo: que ele seja melhor que 2009!
Simples assim....suficiente assim! Sem grandes expectativas, com bastante esperança e um sorriso lindo no rosto pretendo receber com um brinde o novo ano...
Entonces...é isso!
Estou bem ativa no Twitter (@anasekler), mas no blog, só ano que vem...
Beijo carinhoso a todos e, obrigada por terem feito parte do lado bom de 2009!
Que? Natal? Mas, Ana...ainda é 17 de Dezembro...
É só que pelo andar desse blog, post mesmo, só o ano que vem, então, vim me despedir, desejar a todo mundo um Natal cheio de saúde, de sorrisos, esperança, sonhos e muito amor!
Nem sempre curti o Natal...qdo era criança, adorava (dã), aí, a família foi minguando, os adolescentes se desentendendo (quando é criança, tudo que é primo se ama...mas o tempo passa, as personalidades se desenham e junto com elas, as diferenças. Resultado? Briga!) e, a noite do dia 24 foi muito "boring" pra mim por uns 7 anos...Eu esperava a meia - noite, cumprimentava todo mundo, depois sumia pra alguma festa só com amigos (amava essas festas pós Natal que o povo fazia!).
Depois, veio a separação dos meus pais, o problema de saúde de mamãe...aí sim descobri um Natal triste......eu, minha avó, minha mãe e meu pai - que apenas fazia figuração porque minha mãe ainda não podia encarar emocionalmente a separação (breve resumo: mamãe teve problemas emocionais numa fase em que o casamento dela já estava bem mal. Foi a gota d'água, mas meu pai manteve a aparência até que ela retomasse o equilíbrio pq ele achava que ela teria uma recaída diante do divórcio).
Era péssimo!
Quando eles finalmente se separaram, veio o Natal em que eu estava lutando contra o Câncer...quer dizer...Há muitos anos eu tenho dito "detesto Natal, mas amo Ano Novo!".
Ano passado, fui pra casa da avó do meu namorado e reencontrei a vibe Natal que eu AMO! A casa lotada, aquela falação, brindes, pequenas discussões, gargalhadas, esperança...festa, família, abraços.
Cheirinho de amor, de LAR...além das crianças (bem, era só uma, mas havia um monte de crianças grandes!), que sempre nos fazem lembrar como é delicioso sonhar, acreditar e, como a vida é cheia de encantos.
Neste ano, iremos pra lá novamente e, estou feliz! Ansiosa até...
Meus pais ficam chateados, há quem me julgue, claro...Mas, eu não quero escolher...Não quero ficar em casa com minha mãe e minha avó OU com meu pai e a família de sua nova esposa que mal conheço.
Prefiro o lugar no qual conheço as fofocas, os defeitos, o abraço e o amor de cada um...
Meu Natal será feliz....certeza! E, desejo muito que o de vocês também o seja.
Para 2010, um único desejo: que ele seja melhor que 2009!
Simples assim....suficiente assim! Sem grandes expectativas, com bastante esperança e um sorriso lindo no rosto pretendo receber com um brinde o novo ano...
Entonces...é isso!
Estou bem ativa no Twitter (@anasekler), mas no blog, só ano que vem...
Beijo carinhoso a todos e, obrigada por terem feito parte do lado bom de 2009!
quarta-feira, 11 de novembro de 2009
Apagão!
quarta-feira, 11 de novembro de 2009
Ontem, por volta de 22:12, algumas linhas da Usina de Itaipu pifaram...Com isso, houve sobrecarga em Furnas que...também pifou!
Quer dizer, às 22:33h, 5 Estados ficaram à luz de velas. As 2 cidades mais importantes do país ficaram imersas num caos que remete o Cinema Hollywoodiano.
Arrastão nos pontos de ônibus, metrô parado, carros desgovernados alucinados pra chegar em casa, hospitais com geradores que funcionam (graças a Deus) e que não funcionam também (caos na transferência)...meu sogro ligando do rádio pra um monte de amigo em vários Estados pra ver qual era a situação e, eu com o radinho de pilha na orelha.
Milhares foram as hipóteses, mais milhares as especulações.
Não deu tempo ainda de eu me informar a respeito e, nem estou a fim de falar merda por aqui.
Mas, sinceramente? LAMENTO por todos aqueles que tiveram prejuízos maiores que uma noite conturbada, porém, amei o apagao!
De verdade!
Amei que tenha se dado um "boot" na Região Sudeste principalmente.
A gente precisava desse susto!
Não me conformo com as manchetes diárias dando TANTA repercussão ao caso da tal Geyse (ok, daqui de longe ela foi vítima de meia dúzia de babacas, mais centenas de macacos imitadores, alunos de uma instituição que mostrou - se ignorante demais pra ensinar...mas, de perto, duvido que tenha sido apenas um vestido! E, independente de tudo o que ela possa ter sofrido, outras gostosas já sofreram abuso e assédio e não foram parar na capa da Playboy . Oportunismo urra aos meus ouvidos, e ira pela corda que a mída tem dado me consome).
Não me conformo com tanto alarde sobre o juíz de futebol que passou a mão em possíveis 3 pontos da porcada ou ainda com a presença de Madona no Rio de Janeiro.
*nota: quem me conhece sabe que eu amo jornalismo esportivo e toda a cobertura da imprensa sobre celebridades, sub celebridades e afins. Meu problema mesmo são as mídias que deveriam falar de política, economia, que deveriam pegar no pé do Governo se renderem a isso também.
O apagão agora vai render assunto...assunto que, de fato precisa ser tão esmiuçado quanto o comprimento do vestido da Geyse.
Precisamos saber o que foi que causou e, o que as autoridades farão a respeito das consequências.
Precisamos falar dos hospitais públicos cujos geradores estão falidos, do sistema de transporte público (ontem, com medo da violência, os ônibus voltaram às garagens e largaram o povão na mão, quando deveriam fazer exatamente o contrário), da falta de solidariedade, de civilidade dos nossos cidadãos.
Claro que eu amo uma fofoquinha na TV ou no jornal, mas cara, NÃO quero mais ouvir o William Bonner falar da Geyse na TV; Quero ver o JN e todos os outros tão influentes quanto, batendo à porta do nosso presidente e cobrando explicações assim como cobraram da Uniban.
Porque, sinceramente, se o CQC consegue falar com a dona Marisa ao vivo numa segunda - feira à noite, DUVIDO que o JN não consiga pegar o Sarney no pulo...
Ah, e de quebra, o Apagão garantiu que, lá em casa, fizéssemos 5 "horas do Planeta" ininterruptas!!!!
Apagão, você não vale nada, mas eu gosto de você!!!!
Quer dizer, às 22:33h, 5 Estados ficaram à luz de velas. As 2 cidades mais importantes do país ficaram imersas num caos que remete o Cinema Hollywoodiano.
Arrastão nos pontos de ônibus, metrô parado, carros desgovernados alucinados pra chegar em casa, hospitais com geradores que funcionam (graças a Deus) e que não funcionam também (caos na transferência)...meu sogro ligando do rádio pra um monte de amigo em vários Estados pra ver qual era a situação e, eu com o radinho de pilha na orelha.
Milhares foram as hipóteses, mais milhares as especulações.
Não deu tempo ainda de eu me informar a respeito e, nem estou a fim de falar merda por aqui.
Mas, sinceramente? LAMENTO por todos aqueles que tiveram prejuízos maiores que uma noite conturbada, porém, amei o apagao!
De verdade!
Amei que tenha se dado um "boot" na Região Sudeste principalmente.
A gente precisava desse susto!
Não me conformo com as manchetes diárias dando TANTA repercussão ao caso da tal Geyse (ok, daqui de longe ela foi vítima de meia dúzia de babacas, mais centenas de macacos imitadores, alunos de uma instituição que mostrou - se ignorante demais pra ensinar...mas, de perto, duvido que tenha sido apenas um vestido! E, independente de tudo o que ela possa ter sofrido, outras gostosas já sofreram abuso e assédio e não foram parar na capa da Playboy . Oportunismo urra aos meus ouvidos, e ira pela corda que a mída tem dado me consome).
Não me conformo com tanto alarde sobre o juíz de futebol que passou a mão em possíveis 3 pontos da porcada ou ainda com a presença de Madona no Rio de Janeiro.
*nota: quem me conhece sabe que eu amo jornalismo esportivo e toda a cobertura da imprensa sobre celebridades, sub celebridades e afins. Meu problema mesmo são as mídias que deveriam falar de política, economia, que deveriam pegar no pé do Governo se renderem a isso também.
O apagão agora vai render assunto...assunto que, de fato precisa ser tão esmiuçado quanto o comprimento do vestido da Geyse.
Precisamos saber o que foi que causou e, o que as autoridades farão a respeito das consequências.
Precisamos falar dos hospitais públicos cujos geradores estão falidos, do sistema de transporte público (ontem, com medo da violência, os ônibus voltaram às garagens e largaram o povão na mão, quando deveriam fazer exatamente o contrário), da falta de solidariedade, de civilidade dos nossos cidadãos.
Claro que eu amo uma fofoquinha na TV ou no jornal, mas cara, NÃO quero mais ouvir o William Bonner falar da Geyse na TV; Quero ver o JN e todos os outros tão influentes quanto, batendo à porta do nosso presidente e cobrando explicações assim como cobraram da Uniban.
Porque, sinceramente, se o CQC consegue falar com a dona Marisa ao vivo numa segunda - feira à noite, DUVIDO que o JN não consiga pegar o Sarney no pulo...
Ah, e de quebra, o Apagão garantiu que, lá em casa, fizéssemos 5 "horas do Planeta" ininterruptas!!!!
Apagão, você não vale nada, mas eu gosto de você!!!!
Pensando em:
Fatos da vida real,
Momentos de revolta,
Penso logo existo,
Política
terça-feira, 15 de setembro de 2009
Como dirigir um carro em São Paulo/SP
terça-feira, 15 de setembro de 2009
Continuando o assunto do post de ontem, resolvi expor um obscuro aspecto da sorte de ter um carro aqui em Sampa. Esse aspecto é sórdido e desconhecido pela imensa maioria que não tem um "possante" pra chamar de seu.
Não tenho a intenção de vitimizar os motoristas (não seria hipócrita a esse ponto) e, muito menos desconsiderar que os pedestres são mais afetados pela falta de educação no trânsito do que os próprios motoristas bem educados...
Então, retomando: você foi lá, comprou seu carro, pagou imposto, documento e seguro obrigatório....Habilitações (sua e do veículo) e seguro (contra danos financeiros, contratado particularmente) em dia, é hora de cair no asfalto!
Lembre - se!!!! Há pelo menos um dia na semana que sua circulação fica restrita entre as 7 e 10h e, depois, das 17 às 20h. Se você esquecer, é possível levar mais de uma multa pela mesma infração (eu levei, recorri, e perdi!)....
Primeira providência prática para curtir a liberdade sobre 4 rodas é encher o tanque!
E, já no primeiro estágio você começa a ter problemas. O preço da gasolina "de marca" (postos com bandeiras mais renomadas como BR, Shell, Ipiranga e Esso) é exorbitante e, nos dias de hoje não garante mais a qualidade do produto. Daí você fica entre a cruz e a espada. Ou você paga o olho da cara por um litro de gasolina "batizada" num posto supostamente confiável pela bandeira que ostenta; ou então, você opta por ir num outro posto, cujo preço menor te garante uma "poupança" pra quando tiver que arcar com a manutenção do motor. Sim, porque gasolina adulterada faz mal ao motor e, fatalmente você arcará com as consequências!
Tomada a decisão, é hora de dar o seu "rolê". Ruas esburacadas nem entram na lista de problemas porque isso engloba desde a qualidade do asfalto produzido pela empresa que venceu a licitação pública, até a falta de educação dos motoristas que sobrecarregam suas caminhonetas, e dos de ônibus e caminhões que andam por ruas que não tem porte para recebê - los.
E lá vamos nós, roda amassada, pneu furado, vida útil do danado reduzida graças a uma gama de infrações que não são nossas.
A sinalização aqui de Sampa é da era Maluf, o "tiozinho" que rouba mas faz! Quer dizer...no mínimo carece de uma atualização, afinal, o trânsito cresceu nesses anos todos e os governos, cada qual da sua maneira porca (é, porca sim, senão teria dado jeito!) foi dando seus pulos pra minimizar o problema. Resolvê-lo é hoje quase utópico!
E, então, com o crescimento do trânsito, vem a parte mais patética da história.
Você está com pressa? Ok, então, você tem o direito de burlar a lei que é pra todos, oras...Trate de costurar (pular de faixa em faixa sem sinalizar ou ter a segurança mínima necessária), buzinar, ultrapassar pela direita, andar na contra mão pra conseguir ganhar míseros 5 minutinhos.
Eu, que sou educada, não contente em prestar atenção na sinalização que me conduz em segurança, tenho, obrigatoriamente que prestar atenção se o meu vizinho de calotas está andando na linha também. É, o trânsito te obriga a quebrar a regra da boa educação de não prestar atenção nas atitudes do coleguinha e, focar - se mais em realizar as suas com esmero. Aqui, olhar o próprio rabo e não errar, é pouco! É preciso estar pronto pro erro alheio também!
Uma sinalização "remendada" contribui e muito pra que o índice desses erros aumente.
E, como se já não fosse aventura suficiente sair num trânsito de gente estressada, intolerante, atrasada e mal educada, a Lei ainda nos deu como cerejinha do bolo, a classe dos "vidaloka". Segundo o Código de Trânsito, motocicletas PODEM andar entre um carro e outro!
Eu acho isso o máximo....é a antítese, a quebra da lei da inércia! Afinal se uma faixa é o espaço destinado a um carro e, a outra faixa tem seu limite representado por uma pequena linha tracejada, 3 (1 moto e 2 carros) corpos podem ocupar o lugar do espaço que deveria ter apenas 2! Não é inacreditável?
Mais louco ainda, é a sensação de poder que a Lei dá aos motoboys. Bom senso? Non ecxiste!
Se pode andar entre uma faixa e outra, mas não cabe, azar do seu retrovisor! Se você quer mudar de faixa, ligue sua seta 3km antes, porque eles andam em bando e, é preciso aproveitar a rara oportunidade que eles nos dão. Do contrário, meu amigo, você se verá rodeado por E.T.s de capacete que simplesmente não estão nem aí pra quem tem de fato razão.
Não generalizo porque conheço ao menos 1 motoboy que cumpre a Lei (do Respeito e do Bom senso antes mesmo de cumprir a de Trânsito) e que, por isso nunca sofreu um acidente em 15 anos de profissão. Mas, pra esse 1, já vi muito mais de 100 fazendo merda que põe em risco a vida deles e a minha também (porque vai você tirar satisfação pra ver).
Como toda "festa", há sempre um momento auge e um "inferninho".
O auge é chamado de horário de pico, ou hora do rush! Hora...rs...antes fosse uma única hora, mas nem é. Sexta - feira, por exemplo, o rush vai das 7 da manhã às 22h (sem brincadeira!).
É nessa hora que mais tenho raiva de ter gasto o dinheiro num carro e não numa casa vizinha ao escritório.
A galera esmagada feito sardinha no transporte público te faz achar que você fez bom uso do seu dinheiro, mas aí, vem o fulano que se aproveita do transito, enfia o carão no seu insulfilm, enxerga sua bolsa, e, em 10 seg, estoura seu vidro, leva sua bolsa sem que você tenha sequer condições de andar 3 metros. Aí, ele e os amiguinhos dele, fazem a festa...pegam a sua e mais quantas bolsas puderem carregar.
Nessa hora, companheiro, você reza! E, timidamente inveja o fulano ali do ônibus, porque ali, o esmagamento é tanto que, até nego puxar arma pra assaltar alguém, já levou uma dedada no fiofó dada pelo cara que está atrás dele.
Por causa desse caos, mudamos a sede da empresa para mais perto das nossas casas e, com isso, teria apenas 1 ponto como esse pra enfrentar. A fim de evitá-lo, gasto feliz alguns litros de combustível no caminho mais longo, só pra não ter que passar por lá.
Eu chamo essa parte de auge, porque todo ano a gente paga uma fortuna do tal IPVA que vai 50% pro Estado e 50% pro Município e, quando a gente mais precisa, nenhum dos dois faz nada!
Eu já cheguei a ver amarelinho do CET (Controle de Engenharia de Tráfego) digno de ser linxado, pois aplicava multas nos carros que furavam o farol vermelho em virtude de um "arrastão" na Berrini (uma das avenidas com mais prédios comerciais de São Paulo). Nego fugindo de ladrão tomando multa e, a autoridade nem aí pra chamar a Polícia....
Após essa batalha toda, chega - se no trabalho de manhã e, em casa de noite. É aí que vamos encarar o "inferninho" que citei há pouco.
Uma das coisas legais de se ter um carro, é a liberdade de ir e vir e, com isso poder se divertir com amigos nos fins - de - semana, seja lá onde quer que vá rolar a diversão.
E, então, você sai sorridente com a caranga pra sua baladinha.
Mais trânsito! Ok, não tão caótico quanto o do dia - a - dia, então você chega até a dizer: "Como é gostoso dirigir assim!".
Chega no lugar, e vai parar o carro.
Estacionamento nas regiões mais badaladas chegam a 30 reais! Isso quando não é um evento mais selecionado, estilo Show, Jogo da seleção, Teatro onde os ingressos, por seu preço, acabam elitizando o público.
Bom, se é elite, bora enfiar a faca!
Onde vou parar o carro?
Se der sorte, tem 1 das seguintes opções (é, tem situação que nenhuma das 3 mesmo!):
- Para no estacionamento. Ele pode estar a até 200m (quem sabe ainda mais) do local e você pode ser obrigado a deixar a sua chave na mão deles (pra que eles consigam fazer caber ainda mais carros). Se essa é sua opção, cheque seu estepe na entrada e na saída e, nunca deixe pertences pessoais dentro do veículo. Saudade do tempo em que roubavam CDs...hoje a onda é levar macaco, estepe, triângulo e tudo o que estiver no seu porta - malas.
- Para no Valet Parking. É um pouco mais caro que o estacionamento, mas, você não precisa andar 200m. Você entrega seu carro na mão de um carinha que sequer sabe se é habilitado, pra que ele pare "com seguro" em algum lugar secreto que eu jamais descobri onde fica. Já vi manobrista moleque, na rua de trás da balada, exibindo carrão de cliente pra mais um monte de moleque. O risco de ter o estepe e outras cositas más roubados permanece.
- Chega cedo e para na rua mesmo, afinal você paga imposto não é mesmo? Bom, dependendo do horário, capaz de você enfrentar a "Zona Azul" (em regiões mais muvucadas da cidade, além de pagar imposto pra usar a rua, vc paga para estacionar junto á sarjeta!!!). Mas, o mais legal mesmo é o famoso flanelinha. Ele hoje não tem idade e, às vezes é "ela" também. É uma pessoa que aproveita da sua necessidade de estacionar o possante pra levar um troco. Nesse caso, em tese, ele vai tomar conta do seu carro, mas, se resolverem roubá-lo, com toda certeza, neguinho não vai chamar a polícia. Se você acha injusto pagar para estacionar num lugar que é público só porque neguinho dominou o pico, cuidado! Seu carro pode aparecer riscado, com som roubado ou com pneus no chão. Aqui, a dica é parar sempre perto de uma guarita de prédio, esvaziar o carro, ser simpático com o flanelinha e prometer que vai deixar uma graninha boa com ele na volta. Certifique - se de ficar mais tempo do que a maioria. Com sorte, ele já terá ido embora, do contrário, terá que pagar a promessa. Eles andam em bando e, pra querer te "saquear" vai faltar pouco.
Por incrível que possa parecer, existem lugares em São Paulo que conseguem não ter nenhuma dessas 3 opções disponíveis. Mais incrível ainda, é achar um barzinho, um restaurante, um lugarzinho legal, no qual você possa parar o carro na rua, sem medo e, sem ter que pagar a chantagem de um espertinho.
Você entra e vai curtir sua balada, seja ela qual for.
Divirta - se ao máximo, pois é preciso valer à pena!
Hora de ir pra casa....
Ruas vazias, e, mais perigo.
Motoristas embriagados, e mesmo assustados (é, temos mais medo da violência do que de acidente) "roletam" (atravessam inadequadamente e, em alta velocidade) os faróis vermelhos pela cidade; A criminalidade aproveita que você caminha relaxado em direção ao seu carro e te leva pra sacar uma graninha no caixa 24h; A parte corrupta da polícia para a playboyzada a fim de ganhar o "extra" do fim - de - semana.
Você chega em casa e, agradece a Deus por estar tudo bem.
Aí eu me pergunto...
As pessoas usam transporte público e sofrem muito a sobrecarga do mesmo diariamente. Incomparável o sofrimento, mas, será que pelo preço que pagamos pra ter um carro em dia com tudo o que nos é imposto não nos sujeitaríamos também? Será que não vale mais à pena encarar ônibus e metrô?
Nos finais de semana, andar de táxi pode sair mais barato e, com certeza mais seguro.
E, a conclusão que eu chego é que vale á pena morar perto do trabalho, ir a pé, e ter uma scooter pro final de semana, afinal, não requer seguro, não paga estacionamento (toda balada tem um lugarzinho onde você coloca sua moto, quase sempre de graça, na porta do local e com chaves no seu bolso!), não pega trânsito, corre menos risco de assalto (primeiro porque dar fuga é mais fácil, segundo porque onde há um motoqueiro em apuros, há um enxame de "vidaloka" buzinando, chegando pro socorro), gasta menos imposto, menos combustível, polui menos e ainda tem a Lei de Trânsito (juntamente com a liga dos motoboys) do seu lado.
Vou conversar sério com meus amigos motoqueiros....Vai ver, eles também tem um lado obscuro pra retratar que eu ainda não conheça!!!! Se for apenas relacionado aos dias de chuva, eu tô dentro!!!!
Não tenho a intenção de vitimizar os motoristas (não seria hipócrita a esse ponto) e, muito menos desconsiderar que os pedestres são mais afetados pela falta de educação no trânsito do que os próprios motoristas bem educados...
Então, retomando: você foi lá, comprou seu carro, pagou imposto, documento e seguro obrigatório....Habilitações (sua e do veículo) e seguro (contra danos financeiros, contratado particularmente) em dia, é hora de cair no asfalto!
Lembre - se!!!! Há pelo menos um dia na semana que sua circulação fica restrita entre as 7 e 10h e, depois, das 17 às 20h. Se você esquecer, é possível levar mais de uma multa pela mesma infração (eu levei, recorri, e perdi!)....
Primeira providência prática para curtir a liberdade sobre 4 rodas é encher o tanque!
E, já no primeiro estágio você começa a ter problemas. O preço da gasolina "de marca" (postos com bandeiras mais renomadas como BR, Shell, Ipiranga e Esso) é exorbitante e, nos dias de hoje não garante mais a qualidade do produto. Daí você fica entre a cruz e a espada. Ou você paga o olho da cara por um litro de gasolina "batizada" num posto supostamente confiável pela bandeira que ostenta; ou então, você opta por ir num outro posto, cujo preço menor te garante uma "poupança" pra quando tiver que arcar com a manutenção do motor. Sim, porque gasolina adulterada faz mal ao motor e, fatalmente você arcará com as consequências!
Tomada a decisão, é hora de dar o seu "rolê". Ruas esburacadas nem entram na lista de problemas porque isso engloba desde a qualidade do asfalto produzido pela empresa que venceu a licitação pública, até a falta de educação dos motoristas que sobrecarregam suas caminhonetas, e dos de ônibus e caminhões que andam por ruas que não tem porte para recebê - los.
E lá vamos nós, roda amassada, pneu furado, vida útil do danado reduzida graças a uma gama de infrações que não são nossas.
A sinalização aqui de Sampa é da era Maluf, o "tiozinho" que rouba mas faz! Quer dizer...no mínimo carece de uma atualização, afinal, o trânsito cresceu nesses anos todos e os governos, cada qual da sua maneira porca (é, porca sim, senão teria dado jeito!) foi dando seus pulos pra minimizar o problema. Resolvê-lo é hoje quase utópico!
E, então, com o crescimento do trânsito, vem a parte mais patética da história.
Você está com pressa? Ok, então, você tem o direito de burlar a lei que é pra todos, oras...Trate de costurar (pular de faixa em faixa sem sinalizar ou ter a segurança mínima necessária), buzinar, ultrapassar pela direita, andar na contra mão pra conseguir ganhar míseros 5 minutinhos.
Eu, que sou educada, não contente em prestar atenção na sinalização que me conduz em segurança, tenho, obrigatoriamente que prestar atenção se o meu vizinho de calotas está andando na linha também. É, o trânsito te obriga a quebrar a regra da boa educação de não prestar atenção nas atitudes do coleguinha e, focar - se mais em realizar as suas com esmero. Aqui, olhar o próprio rabo e não errar, é pouco! É preciso estar pronto pro erro alheio também!
Uma sinalização "remendada" contribui e muito pra que o índice desses erros aumente.
E, como se já não fosse aventura suficiente sair num trânsito de gente estressada, intolerante, atrasada e mal educada, a Lei ainda nos deu como cerejinha do bolo, a classe dos "vidaloka". Segundo o Código de Trânsito, motocicletas PODEM andar entre um carro e outro!
Eu acho isso o máximo....é a antítese, a quebra da lei da inércia! Afinal se uma faixa é o espaço destinado a um carro e, a outra faixa tem seu limite representado por uma pequena linha tracejada, 3 (1 moto e 2 carros) corpos podem ocupar o lugar do espaço que deveria ter apenas 2! Não é inacreditável?
Mais louco ainda, é a sensação de poder que a Lei dá aos motoboys. Bom senso? Non ecxiste!
Se pode andar entre uma faixa e outra, mas não cabe, azar do seu retrovisor! Se você quer mudar de faixa, ligue sua seta 3km antes, porque eles andam em bando e, é preciso aproveitar a rara oportunidade que eles nos dão. Do contrário, meu amigo, você se verá rodeado por E.T.s de capacete que simplesmente não estão nem aí pra quem tem de fato razão.
Não generalizo porque conheço ao menos 1 motoboy que cumpre a Lei (do Respeito e do Bom senso antes mesmo de cumprir a de Trânsito) e que, por isso nunca sofreu um acidente em 15 anos de profissão. Mas, pra esse 1, já vi muito mais de 100 fazendo merda que põe em risco a vida deles e a minha também (porque vai você tirar satisfação pra ver).
Como toda "festa", há sempre um momento auge e um "inferninho".
O auge é chamado de horário de pico, ou hora do rush! Hora...rs...antes fosse uma única hora, mas nem é. Sexta - feira, por exemplo, o rush vai das 7 da manhã às 22h (sem brincadeira!).
É nessa hora que mais tenho raiva de ter gasto o dinheiro num carro e não numa casa vizinha ao escritório.
A galera esmagada feito sardinha no transporte público te faz achar que você fez bom uso do seu dinheiro, mas aí, vem o fulano que se aproveita do transito, enfia o carão no seu insulfilm, enxerga sua bolsa, e, em 10 seg, estoura seu vidro, leva sua bolsa sem que você tenha sequer condições de andar 3 metros. Aí, ele e os amiguinhos dele, fazem a festa...pegam a sua e mais quantas bolsas puderem carregar.
Nessa hora, companheiro, você reza! E, timidamente inveja o fulano ali do ônibus, porque ali, o esmagamento é tanto que, até nego puxar arma pra assaltar alguém, já levou uma dedada no fiofó dada pelo cara que está atrás dele.
Por causa desse caos, mudamos a sede da empresa para mais perto das nossas casas e, com isso, teria apenas 1 ponto como esse pra enfrentar. A fim de evitá-lo, gasto feliz alguns litros de combustível no caminho mais longo, só pra não ter que passar por lá.
Eu chamo essa parte de auge, porque todo ano a gente paga uma fortuna do tal IPVA que vai 50% pro Estado e 50% pro Município e, quando a gente mais precisa, nenhum dos dois faz nada!
Eu já cheguei a ver amarelinho do CET (Controle de Engenharia de Tráfego) digno de ser linxado, pois aplicava multas nos carros que furavam o farol vermelho em virtude de um "arrastão" na Berrini (uma das avenidas com mais prédios comerciais de São Paulo). Nego fugindo de ladrão tomando multa e, a autoridade nem aí pra chamar a Polícia....
Após essa batalha toda, chega - se no trabalho de manhã e, em casa de noite. É aí que vamos encarar o "inferninho" que citei há pouco.
Uma das coisas legais de se ter um carro, é a liberdade de ir e vir e, com isso poder se divertir com amigos nos fins - de - semana, seja lá onde quer que vá rolar a diversão.
E, então, você sai sorridente com a caranga pra sua baladinha.
Mais trânsito! Ok, não tão caótico quanto o do dia - a - dia, então você chega até a dizer: "Como é gostoso dirigir assim!".
Chega no lugar, e vai parar o carro.
Estacionamento nas regiões mais badaladas chegam a 30 reais! Isso quando não é um evento mais selecionado, estilo Show, Jogo da seleção, Teatro onde os ingressos, por seu preço, acabam elitizando o público.
Bom, se é elite, bora enfiar a faca!
Onde vou parar o carro?
Se der sorte, tem 1 das seguintes opções (é, tem situação que nenhuma das 3 mesmo!):
- Para no estacionamento. Ele pode estar a até 200m (quem sabe ainda mais) do local e você pode ser obrigado a deixar a sua chave na mão deles (pra que eles consigam fazer caber ainda mais carros). Se essa é sua opção, cheque seu estepe na entrada e na saída e, nunca deixe pertences pessoais dentro do veículo. Saudade do tempo em que roubavam CDs...hoje a onda é levar macaco, estepe, triângulo e tudo o que estiver no seu porta - malas.
- Para no Valet Parking. É um pouco mais caro que o estacionamento, mas, você não precisa andar 200m. Você entrega seu carro na mão de um carinha que sequer sabe se é habilitado, pra que ele pare "com seguro" em algum lugar secreto que eu jamais descobri onde fica. Já vi manobrista moleque, na rua de trás da balada, exibindo carrão de cliente pra mais um monte de moleque. O risco de ter o estepe e outras cositas más roubados permanece.
- Chega cedo e para na rua mesmo, afinal você paga imposto não é mesmo? Bom, dependendo do horário, capaz de você enfrentar a "Zona Azul" (em regiões mais muvucadas da cidade, além de pagar imposto pra usar a rua, vc paga para estacionar junto á sarjeta!!!). Mas, o mais legal mesmo é o famoso flanelinha. Ele hoje não tem idade e, às vezes é "ela" também. É uma pessoa que aproveita da sua necessidade de estacionar o possante pra levar um troco. Nesse caso, em tese, ele vai tomar conta do seu carro, mas, se resolverem roubá-lo, com toda certeza, neguinho não vai chamar a polícia. Se você acha injusto pagar para estacionar num lugar que é público só porque neguinho dominou o pico, cuidado! Seu carro pode aparecer riscado, com som roubado ou com pneus no chão. Aqui, a dica é parar sempre perto de uma guarita de prédio, esvaziar o carro, ser simpático com o flanelinha e prometer que vai deixar uma graninha boa com ele na volta. Certifique - se de ficar mais tempo do que a maioria. Com sorte, ele já terá ido embora, do contrário, terá que pagar a promessa. Eles andam em bando e, pra querer te "saquear" vai faltar pouco.
Por incrível que possa parecer, existem lugares em São Paulo que conseguem não ter nenhuma dessas 3 opções disponíveis. Mais incrível ainda, é achar um barzinho, um restaurante, um lugarzinho legal, no qual você possa parar o carro na rua, sem medo e, sem ter que pagar a chantagem de um espertinho.
Você entra e vai curtir sua balada, seja ela qual for.
Divirta - se ao máximo, pois é preciso valer à pena!
Hora de ir pra casa....
Ruas vazias, e, mais perigo.
Motoristas embriagados, e mesmo assustados (é, temos mais medo da violência do que de acidente) "roletam" (atravessam inadequadamente e, em alta velocidade) os faróis vermelhos pela cidade; A criminalidade aproveita que você caminha relaxado em direção ao seu carro e te leva pra sacar uma graninha no caixa 24h; A parte corrupta da polícia para a playboyzada a fim de ganhar o "extra" do fim - de - semana.
Você chega em casa e, agradece a Deus por estar tudo bem.
Aí eu me pergunto...
As pessoas usam transporte público e sofrem muito a sobrecarga do mesmo diariamente. Incomparável o sofrimento, mas, será que pelo preço que pagamos pra ter um carro em dia com tudo o que nos é imposto não nos sujeitaríamos também? Será que não vale mais à pena encarar ônibus e metrô?
Nos finais de semana, andar de táxi pode sair mais barato e, com certeza mais seguro.
E, a conclusão que eu chego é que vale á pena morar perto do trabalho, ir a pé, e ter uma scooter pro final de semana, afinal, não requer seguro, não paga estacionamento (toda balada tem um lugarzinho onde você coloca sua moto, quase sempre de graça, na porta do local e com chaves no seu bolso!), não pega trânsito, corre menos risco de assalto (primeiro porque dar fuga é mais fácil, segundo porque onde há um motoqueiro em apuros, há um enxame de "vidaloka" buzinando, chegando pro socorro), gasta menos imposto, menos combustível, polui menos e ainda tem a Lei de Trânsito (juntamente com a liga dos motoboys) do seu lado.
Vou conversar sério com meus amigos motoqueiros....Vai ver, eles também tem um lado obscuro pra retratar que eu ainda não conheça!!!! Se for apenas relacionado aos dias de chuva, eu tô dentro!!!!
segunda-feira, 14 de setembro de 2009
Como ter um carro em São Paulo/SP
segunda-feira, 14 de setembro de 2009
Transporte público, quem curte?
Em tempos de IPI reduzido, a cidade onde se concentra a maior parte da grana do país tem frequentado os feirões das montadoras de automóvel como se frequenta um shopping.
O então aumento da frota paulistana deixa o já caótico trânsito ainda pior, e, esse pandemônio tem me feito repensar e dar valor ao tempo em que tudo o que eu tinha que fazer na vida era tipo "walking distance" de casa.
Apesar da redução do imposto sobre produtos industrializados, quase ninguém tem a verba pra quitar seu próprio veículo no cash.
Aí, taca meter no crediário! Claro...o financiamento, leasing e afins, nada mais são do que crediários!
Bom, aí começa a dor de cabeça!
Documentação pro veículo, seguro, impostos....
Cara, aqui em São Paulo, pagamos 4% do valor venal do nosso carro em IPVA.
O que é o IPVA? É o imposto que te permite andar com seu carro? Nãaaaaaaaaaaao.
Porque, na verdade, se seu licenciamento e seu DPVAT não estiverem pagos também, você fica a pé, o carro no pátio aumentando o rombo da sua conta bancária (a cada dia retido, o carro custa ao proprietário 30 reais de "estacionamento").
O Licenciamento nada mais é do que a renovação anual dos documentos do carro e, obedece a uma tabelinha básica:
TABELA DE LICENCIAMENTO

Recaptulando...no comecinho do ano, chega o IPVA pra pagar, cujo valor corresponde a 4% do preço de tabela do seu carro, que poderá ser pago em até 3 vezes, com juros, claro.
Daí vem o licenciamento, que é a renovação anual da documentação que, em 2009 custou R$ 53, 89.
Tem também o DPVAT, que o seguro obrigatório. Uma espécie de garantia pro caso de você se arrebentar num acidente (esse seguro só vale para danos pessoais causados por veículos automotores. Danos materiais, portanto, estão excluídos). O valor do DPVAT 2009 ficou em R$ 93,87.
Sem essa tríade, seu "possante" não pode circular, independentemente do quão seu ele já seja!
Agora, alguém podia me explicar porque é que os 3 não são cobrados juntos no começo do ano e, divididos em até 4 vezes????? Seria mais prático...eu não correria o risco de esquecer!
O bom é que eu me condicionei a licenciar meu carro como meu presente de aniversário! Mas, ainda assim...mega antioperacional!!!!
Enfim, se, depois de pagar tudo isso, pudéssemos dirigir tranquilos, em ruas bem conservadas, com um trânsito não tão absurdo, eu me daria por satisfeita!
Pois bem, meu carro "nasceu" em 2007, mas no finzinho, então, seu modelo é chamado de 2008 (crediário bo-ni-to!).
Certo, 2 anos após seu nascimento, ainda que fabricado de acordo com as normas vigentes, inventaram mais uma parada pra eu pagar!
Inspeção veicular!!!! Lá se vão R$ 52,73 pra um órgão do governo ver se a montadora seguiu as normas de respeito ao Meio Ambiente! Tá, mas eu que tenho que pagar?
Outra coisa....apenas carros nasciedos a partir de 2003 é que devem passar por essa inspeção?
Enquando a esmagadora maioria da frota automotiva emite CO2 à vontade, eu tive que marcar (na Bósnia Herzegovina, afinal, são apenas 9 postos pra cidade inteirinha que, obviamente ficam em pontos estrategicamente distantes de onde se concentram os carros) a inspeção, comparecer lá, abrir o capô, e depois de 5 minutos, ganhar um selinho verde que quer dizer: uhu, você polui pouco!
Bom, se poluísse muito, era caso de recorrer à garantia dada pela montadora, não?
Não bastasse todo esse prejuízo todo, esse interminável de taxas e renovações, ainda temos que lidar com a peculiaridade do trânsito paulistano.
Analfabetos (SEM BRINCADEIRA! Eu conheço um...) tem carta aqui! Qual é o absurdo? Bom, queria entender como um analfabeto passa numa prova escrita, mas vamos lá....isso é um mero detalhe.
Excesso de carros, pouca fiscalização (1 "pau véio" torto de tanto peso que carrega é capaz de atrapalhar e retardar mais de 100 carros!), gente mal educada, ruas mal sinalizadas e mal conservadas são os ingredientes dessa mistura explosiva.
Ser pedestre nessa cidade não é fácil...Usar transporte coletivo menos ainda....
Me pergunto! Será que não vale à pena abdicar do carro em prol de um aluguel da casa ao lado do escritório? Além de gastar menos, poluir menos, ainda almoço em casa e descanso...
Não teria stress no trânsito, medo de enchente, risco de assalto, e, de quebra, ganharia uma coisa escassa e muito preciosa na atualidade chamada: TEMPO.
Não vou ser hipócrita e dizer que abriria mão do meu carro por causa de todos esses inconvenientes, mas a ideia de alugar a casinha vizinha ao escritório é muito tentadora!!!!!!
PS 1: Acordei em plena segundona chuvosa, 20 minutos antes do despertador tocar, graças à esquina mal sinalizada em frente à minha casa que rendeu mais uma bela batida!
PS 2: Sobre Licenciamento:
Preste atenção a respeito do endereço no qual o veículo está registrado.
Se for um leasing, o documento terá uma observação "veículo alienado", porém, você poderá pedir pra receber o documento em casa ao fazer o licenciamento pela internet.
Se for um financiemento, o veículo fica provavelmente em nome do financiador, portanto sob seu SNPJ e seu endereço, assim sendo, pague a taxa de licenciamento, DPVAT e multas se houverem e, dirija - se a um dos postos do Ciretrans SP com o comprovante pra que seu documento seja impresso na hora.
É rápido, fácil, e eficiente. Sai mais barato o estacionamento do qua a taxa de envio pelos correios (R$ 11,00).
Um dado importante: somente o proprietário, arrendatário, ou terceiro com procuração assinada e reconhecida é que pode retirar o documento!!!!
Em tempos de IPI reduzido, a cidade onde se concentra a maior parte da grana do país tem frequentado os feirões das montadoras de automóvel como se frequenta um shopping.
O então aumento da frota paulistana deixa o já caótico trânsito ainda pior, e, esse pandemônio tem me feito repensar e dar valor ao tempo em que tudo o que eu tinha que fazer na vida era tipo "walking distance" de casa.
Apesar da redução do imposto sobre produtos industrializados, quase ninguém tem a verba pra quitar seu próprio veículo no cash.
Aí, taca meter no crediário! Claro...o financiamento, leasing e afins, nada mais são do que crediários!
Bom, aí começa a dor de cabeça!
Documentação pro veículo, seguro, impostos....
Cara, aqui em São Paulo, pagamos 4% do valor venal do nosso carro em IPVA.
O que é o IPVA? É o imposto que te permite andar com seu carro? Nãaaaaaaaaaaao.
Porque, na verdade, se seu licenciamento e seu DPVAT não estiverem pagos também, você fica a pé, o carro no pátio aumentando o rombo da sua conta bancária (a cada dia retido, o carro custa ao proprietário 30 reais de "estacionamento").
O Licenciamento nada mais é do que a renovação anual dos documentos do carro e, obedece a uma tabelinha básica:
TABELA DE LICENCIAMENTO

Recaptulando...no comecinho do ano, chega o IPVA pra pagar, cujo valor corresponde a 4% do preço de tabela do seu carro, que poderá ser pago em até 3 vezes, com juros, claro.
Daí vem o licenciamento, que é a renovação anual da documentação que, em 2009 custou R$ 53, 89.
Tem também o DPVAT, que o seguro obrigatório. Uma espécie de garantia pro caso de você se arrebentar num acidente (esse seguro só vale para danos pessoais causados por veículos automotores. Danos materiais, portanto, estão excluídos). O valor do DPVAT 2009 ficou em R$ 93,87.
Sem essa tríade, seu "possante" não pode circular, independentemente do quão seu ele já seja!
Agora, alguém podia me explicar porque é que os 3 não são cobrados juntos no começo do ano e, divididos em até 4 vezes????? Seria mais prático...eu não correria o risco de esquecer!
O bom é que eu me condicionei a licenciar meu carro como meu presente de aniversário! Mas, ainda assim...mega antioperacional!!!!
Enfim, se, depois de pagar tudo isso, pudéssemos dirigir tranquilos, em ruas bem conservadas, com um trânsito não tão absurdo, eu me daria por satisfeita!
Pois bem, meu carro "nasceu" em 2007, mas no finzinho, então, seu modelo é chamado de 2008 (crediário bo-ni-to!).
Certo, 2 anos após seu nascimento, ainda que fabricado de acordo com as normas vigentes, inventaram mais uma parada pra eu pagar!
Inspeção veicular!!!! Lá se vão R$ 52,73 pra um órgão do governo ver se a montadora seguiu as normas de respeito ao Meio Ambiente! Tá, mas eu que tenho que pagar?
Outra coisa....apenas carros nasciedos a partir de 2003 é que devem passar por essa inspeção?
Enquando a esmagadora maioria da frota automotiva emite CO2 à vontade, eu tive que marcar (na Bósnia Herzegovina, afinal, são apenas 9 postos pra cidade inteirinha que, obviamente ficam em pontos estrategicamente distantes de onde se concentram os carros) a inspeção, comparecer lá, abrir o capô, e depois de 5 minutos, ganhar um selinho verde que quer dizer: uhu, você polui pouco!
Bom, se poluísse muito, era caso de recorrer à garantia dada pela montadora, não?
Não bastasse todo esse prejuízo todo, esse interminável de taxas e renovações, ainda temos que lidar com a peculiaridade do trânsito paulistano.
Analfabetos (SEM BRINCADEIRA! Eu conheço um...) tem carta aqui! Qual é o absurdo? Bom, queria entender como um analfabeto passa numa prova escrita, mas vamos lá....isso é um mero detalhe.
Excesso de carros, pouca fiscalização (1 "pau véio" torto de tanto peso que carrega é capaz de atrapalhar e retardar mais de 100 carros!), gente mal educada, ruas mal sinalizadas e mal conservadas são os ingredientes dessa mistura explosiva.
Ser pedestre nessa cidade não é fácil...Usar transporte coletivo menos ainda....
Me pergunto! Será que não vale à pena abdicar do carro em prol de um aluguel da casa ao lado do escritório? Além de gastar menos, poluir menos, ainda almoço em casa e descanso...
Não teria stress no trânsito, medo de enchente, risco de assalto, e, de quebra, ganharia uma coisa escassa e muito preciosa na atualidade chamada: TEMPO.
Não vou ser hipócrita e dizer que abriria mão do meu carro por causa de todos esses inconvenientes, mas a ideia de alugar a casinha vizinha ao escritório é muito tentadora!!!!!!
PS 1: Acordei em plena segundona chuvosa, 20 minutos antes do despertador tocar, graças à esquina mal sinalizada em frente à minha casa que rendeu mais uma bela batida!
PS 2: Sobre Licenciamento:
Preste atenção a respeito do endereço no qual o veículo está registrado.
Se for um leasing, o documento terá uma observação "veículo alienado", porém, você poderá pedir pra receber o documento em casa ao fazer o licenciamento pela internet.
Se for um financiemento, o veículo fica provavelmente em nome do financiador, portanto sob seu SNPJ e seu endereço, assim sendo, pague a taxa de licenciamento, DPVAT e multas se houverem e, dirija - se a um dos postos do Ciretrans SP com o comprovante pra que seu documento seja impresso na hora.
É rápido, fácil, e eficiente. Sai mais barato o estacionamento do qua a taxa de envio pelos correios (R$ 11,00).
Um dado importante: somente o proprietário, arrendatário, ou terceiro com procuração assinada e reconhecida é que pode retirar o documento!!!!
segunda-feira, 31 de agosto de 2009
8 Letras
segunda-feira, 31 de agosto de 2009
Ser feliz é algo extremamente relativo e pessoal. Há quem o seja apenas em seu universo particular, há quem seja a dois. Existe os que entendem que felicidade tem simplicidade suficiente pra existir em vários momentos pequenos do dia - a - dia.
Eu acredito na convivência.
Felizmente ou não, temos que lidar com gente! Não importa se gostamos, não importa se queremos, e, sequer se precisamos! O fato é que o mar de gente está aí, e por mais que se tente ignorar, cedo ou tarde você será obrigado a conviver.
Eu poderia dizer que o segredo de uma boa convivência está no bom senso, porém, o danado é tão relativo, mas tão relativo que não pode servir de regra pra coisa alguma.
Num tempo remoto, seja passado ou futuro talvez...Talvez haja uma espécie de "alinhamento", no qual o bom senso é calibrado e, aquilo que é absurdo pra um, também o será pra todos.
Enquanto esse tempo remoto não vira "hoje", eu creio piamente que o segredo para a boa convivência se resume em 8 letras: RESPEITO.
Não é à toa que tem o dobro de letras de "AMOR". Não é preciso amar pra respeitar...pelo contrário, não da sequer pra pensar em amor se não tiver respeito.
Uma convivência harmoniosa com todas as "gentes" com quem temos que lidar traz uma paz, um sossego que eu chamo de felicidade.
E é simples, cara...é respeito!
São 2, apenas DUAS regrinhas básicas. Não é incrível?
1 - SEMPRE que algo ultrapassar sua liberdade, te incomodar ou trouxer qualquer tipo de prejuízo (físico, moral, emocional ou financeiro), FALE. O outro não é obrigado a saber, porque afinal, cada um é um e, ele não tem a capacidade telepática pra ler o que você pensa. Não me venha com "mas isso é tão óbvio que não deveria ter que falar!". Cara, faz um esforço e abre a tua boca...primeiro porque bom senso anda descalibrado demais (daí que o seu ou o do outro podem estar bem fora daquilo considerado "padrão"), segundo porque o mundo do outro não deve girar ao seu redor e aí, vai que ele nem prestou atenção...acontece! Então, como o outro NÃO É OBRIGADO A SABER, FALE! E, o faça com o mínimo de clareza e delicadeza, que é pra ser entendido e justo.
2 - SEMPRE abra os ouvidos. Se todos seguirmos a regrinha número 1, bastará apenas ouvir com gentileza para então entrar num consenso. Se você não é obrigado a saber, o outro NÃO ESTÁ FALANDO PARA TE OFENDER OU AGREDIR...MUITO MENOS PARA SER CHATO. Ouça! Por mais idiota que a reclamação pareça a você, lembre - se de que somos diferentes e, você não tem capacidade telepática...quer dizer, se o outro diz "não gosto" é bem provável que o faça porque não gosta mesmo.
Ninguém quer ser o chato que fala 10 mil vezes que não quer ou não gosta de determinadas coisas...Assim como ninguém tem saco pra esperar o outro adivinhar onde foi que errou.
Siga as duas regrinhas...é tão fácil!!!!
E ó...eu sou muuuuito tranquila! Falo tão na boa, com tanta delicadeza que costumo não ser ouvida. Falo de novo, depois mais 2 ou 3 vezes.
Depois disso fecho a porta do meu limite e, se seu dedo estiver no batente, malsaê! VAI DOER!
Não é por mal, manja?
Se alguém conviver comigo e me achar ranzinza, é bom prestar atenção no que estou dizendo exatamente! Nas palavras mesmo...porque eu não reclamo a esmo. Não solto frases como se estivesse "pensando alto" não!
Eu me direciono à pessoa, olho em seus olhos e peço calmamente: não faça isso! Isso é ruim pra mim...não gosto disso...pare, por favor (obviamente a delicadeza vai diminuindo).
Enfim, evite o susto de um belo dia, me ouvir dizer com toda frieza do mundo: Eu não convivo mais com você...fui!
Até porque, respeito não é algo a se impor. Dizem por aí que se conquista...então, posso conquistar sua confiança, seu amor, sua cumplicidade, sua amizade, qualquer outra coisa de valor inestimável; Se eu não conquistar seu respeito...adiós amigo!
Resolvi escrever sobre isso porque muitas cenas à minha volta tem causado um furor apocalíptico. Sei lá, elas parecem o prenúncio de que o respeito está se mudando do planeta, pra viver em harmonia com o bom senso,numa comunidade autossustentável (afh...esse acordo ortográfico dói nos olhos!) bem longe de todos nós.
Se isso acontecer será o fim, então, estou fazendo minha parte!
Se eu te desrespeitar, é favor questionar!
E, caso eu diga que não gostei, não quero ou peça pra parar, não é cu doce...é favor ouvir!
Simples assim...
Grata...
Eu acredito na convivência.
Felizmente ou não, temos que lidar com gente! Não importa se gostamos, não importa se queremos, e, sequer se precisamos! O fato é que o mar de gente está aí, e por mais que se tente ignorar, cedo ou tarde você será obrigado a conviver.
Eu poderia dizer que o segredo de uma boa convivência está no bom senso, porém, o danado é tão relativo, mas tão relativo que não pode servir de regra pra coisa alguma.
Num tempo remoto, seja passado ou futuro talvez...Talvez haja uma espécie de "alinhamento", no qual o bom senso é calibrado e, aquilo que é absurdo pra um, também o será pra todos.
Enquanto esse tempo remoto não vira "hoje", eu creio piamente que o segredo para a boa convivência se resume em 8 letras: RESPEITO.
Não é à toa que tem o dobro de letras de "AMOR". Não é preciso amar pra respeitar...pelo contrário, não da sequer pra pensar em amor se não tiver respeito.
Uma convivência harmoniosa com todas as "gentes" com quem temos que lidar traz uma paz, um sossego que eu chamo de felicidade.
E é simples, cara...é respeito!
São 2, apenas DUAS regrinhas básicas. Não é incrível?
1 - SEMPRE que algo ultrapassar sua liberdade, te incomodar ou trouxer qualquer tipo de prejuízo (físico, moral, emocional ou financeiro), FALE. O outro não é obrigado a saber, porque afinal, cada um é um e, ele não tem a capacidade telepática pra ler o que você pensa. Não me venha com "mas isso é tão óbvio que não deveria ter que falar!". Cara, faz um esforço e abre a tua boca...primeiro porque bom senso anda descalibrado demais (daí que o seu ou o do outro podem estar bem fora daquilo considerado "padrão"), segundo porque o mundo do outro não deve girar ao seu redor e aí, vai que ele nem prestou atenção...acontece! Então, como o outro NÃO É OBRIGADO A SABER, FALE! E, o faça com o mínimo de clareza e delicadeza, que é pra ser entendido e justo.
2 - SEMPRE abra os ouvidos. Se todos seguirmos a regrinha número 1, bastará apenas ouvir com gentileza para então entrar num consenso. Se você não é obrigado a saber, o outro NÃO ESTÁ FALANDO PARA TE OFENDER OU AGREDIR...MUITO MENOS PARA SER CHATO. Ouça! Por mais idiota que a reclamação pareça a você, lembre - se de que somos diferentes e, você não tem capacidade telepática...quer dizer, se o outro diz "não gosto" é bem provável que o faça porque não gosta mesmo.
Ninguém quer ser o chato que fala 10 mil vezes que não quer ou não gosta de determinadas coisas...Assim como ninguém tem saco pra esperar o outro adivinhar onde foi que errou.
Siga as duas regrinhas...é tão fácil!!!!
E ó...eu sou muuuuito tranquila! Falo tão na boa, com tanta delicadeza que costumo não ser ouvida. Falo de novo, depois mais 2 ou 3 vezes.
Depois disso fecho a porta do meu limite e, se seu dedo estiver no batente, malsaê! VAI DOER!
Não é por mal, manja?
Se alguém conviver comigo e me achar ranzinza, é bom prestar atenção no que estou dizendo exatamente! Nas palavras mesmo...porque eu não reclamo a esmo. Não solto frases como se estivesse "pensando alto" não!
Eu me direciono à pessoa, olho em seus olhos e peço calmamente: não faça isso! Isso é ruim pra mim...não gosto disso...pare, por favor (obviamente a delicadeza vai diminuindo).
Enfim, evite o susto de um belo dia, me ouvir dizer com toda frieza do mundo: Eu não convivo mais com você...fui!
Até porque, respeito não é algo a se impor. Dizem por aí que se conquista...então, posso conquistar sua confiança, seu amor, sua cumplicidade, sua amizade, qualquer outra coisa de valor inestimável; Se eu não conquistar seu respeito...adiós amigo!
Resolvi escrever sobre isso porque muitas cenas à minha volta tem causado um furor apocalíptico. Sei lá, elas parecem o prenúncio de que o respeito está se mudando do planeta, pra viver em harmonia com o bom senso,numa comunidade autossustentável (afh...esse acordo ortográfico dói nos olhos!) bem longe de todos nós.
Se isso acontecer será o fim, então, estou fazendo minha parte!
Se eu te desrespeitar, é favor questionar!
E, caso eu diga que não gostei, não quero ou peça pra parar, não é cu doce...é favor ouvir!
Simples assim...
Grata...
Pensando em:
Eu comigo,
Fatos da vida real,
Filosofias da vida
quinta-feira, 13 de agosto de 2009
As Crianças
quinta-feira, 13 de agosto de 2009
Dia desses, minha "boadrasta" me surpreendeu com o seguinte comentário:
"Paula, estava aqui conversando com uma amiga minha... Achamos que você devia ficar grávida!"
Do outro lado do msn eu não sabia se gargalhava da piada, ou se dizia ao meu pai que sua esposa não estava batendo muito bem das ideias.
Ela insistiu: "Eu sei que você não é casada ainda, mas a gente quer um bebezinho na família. Todos ficariam felizes, e todo mundo ama o Thiago (o suposto candidato a pai, mais conhecido como o careca, meu mino)!".
A essa altura eu já achei que ela estava surtada e, resolvi perguntar coisas práticas do tipo: quem paga as fraldas? Vou me mudar com meu filho e o pai dele pra um quarto na sua casa?
E, demonstrando sanidade, ela disse: "Eu sei de tudo isso, mas é que seria muito legal! E já tá na hora!"
OBS: ela teve meu irmão aos 37 anos, portanto, segundo o timming dela, eu ainda tenho 6 pra poder ter uma casa, um marido e um salário digno de mãe de família. O mais próximo dessa condição que estou, é ter um namorado que possivelmente virará marido. Mas veja...possibilidade!
Enfim, aquele comentário non sense (tá, a mulherada de 30+ que namora e não tem filhos sabe que é tão comum ouvir esse tipo de coisa que faz parecer que a non sense sou eu por ter achado o comentário absurdo...) ficou na minha cabeça.
Naquela mesma noite saímos eu, namorado, boadrasta, pai e meu irmão pra devorar um japa em comemoração ao meu aniversário e ao dia dos pais.
Em meio à conversa divertida, fiquei observando meu irmão.
Ele tem 7 anos, é educado, doce, divertido e bem inteligente...mas...no way!
A cada guioza que ele erquia com o hashi, eu me afastava com medo de o bolinho virar uma bomba no potinho de shoyu. A voz alta e estridente, aquela agitação de moleque que tem formiga na cadeira.
É uma criança linda, saudável, e, reitero, educada! Mas no way.
Ficou de papo com o shushiman, fez amizade com os garçons, coisa de criança que simplesmente me irrita! Como assim? Não dá pra sentar a bunda na cadeira e, sei lá, desenhar no guardanapo? Te empresto meu celular! Nele dá pra desenhar, tirar foto, e tem joguinho também.
Mas não, claro que não...o esquema era ir desbravando os mistérios do lugar e, voltar à mesa, alucinado, gritando ora pra mim, ora pra mãe as novidades descobertas.
Já em casa pensei: não, isso não é pra mim! Não há criatura no mundo que mereça uma mãe megera e impaciente como eu!
No dia seguinte, prestei mais atenção na minha priminha de 6 anos que, por causa da gripe suína, ainda está de férias e, passa as tardes no escritório da minha tia, no andar de cima.
A avidez natural por atenção, a vontade de me imitar, questionar cada piscada que meus olhos dão é lindo, é fofo, mas atrapalha e também me irrita...fazer o quê?
Fui almoçar com a Helia, que trabalha comigo e, também é 30+ sem filhos.
Entre uma garfada e outra ela me pergunta: "Você se imagina tendo um filho?"
Mas que diabos, tô gorda, não tô grávida!
Não me imagino, por várias razões.
Citei as crianças, citei os impecílhos e, ela, solidária me diz: É, eu também não. É uma lacuna na minha vida, mas sinto que eu não quero!
Aí, eu me choquei...foi a primeira vez que fui obrigada a pensar se eu quero ou não, ponto, sem o "agora" na sequência.
Não dá, não consigo dizer que eu não quero ser mãe!
Então, comecei a pensar no processo...na gravidez em si.
** Isso foi antes de ler o comentário num outro post meu, feito pela minha querida amiga Ieda, gravidíssima lá em Portugal***
Um insight me fez entender porque só as mães são felizes! Me fez entender que paciência é essa que uma mãe consegue ter diante daquela infinidade de "por quês?".
Tudo começa na gravidez.
Se alguém acha que TPM é fácil de aturar porque só dura 5 dias, tente pensar em 37 a 40 SE-MA-NAS de TPM. E, não é qualquer TPM não!
Se as taxas hormonais são vertiginosas na gravidez, e a progesterona endoidece o ser, trata - se de uma TPM super power, com ganho real de peso, inchaço, unhas quebradas e cabelos frágeis de brinde. Tá a fim?
De quebra, o futuro papai é exposto full time à ira dessa mulher, que cresce à medida em que o Universo teima em dizer que ela está linda (e está, mas a coitada, entorpecida pelos hormônios vê extamente o oposto) e, que a fase é maravilhosa.
Para as mais "zen", que acham que será fácil, eu aviso: melhor não desdenhar, pois pode ser que você ainda leve 3 meses de muito enjôo e mal estar.
Já perto do fim, quando o pai parece anestesiado de tantos bofetões, batidas de porta e xingamentos, a mãe, que se dá por vencida e acredita que isso tudo deva valer à pena, senão as mulheres não teriam jamais o segundo filho, começa a se perguntar: Meu Deus, como isso vai sair de mim????
Se não fossem os ultrassons, a imagem 3D dos exames modernos, aquele pezinho, o coraçãozinho batendo numa frequência insana, o dedinho na boca, os chutes, com certeza não daria pra aguentar.
Pois bem, chega o bebê...
A mãe, em frangalhos, exausta e, ainda inchada (é uma sacanagem todo o peso ganho com a gravidez não sumir no momento do parto!) não pode descansar. Experimenta a magia da mamentação, sem quase sentir nada, tamanho o seu cansaço.
Aquele pai, que até agora só foi xingado, privado, tratado pior que o cachorro, ainda é obrigado a assistir aquele elo mágico entre mãe e bebê, do qual ele parece não fazer parte alguma. Entra na fila pra pegar o próprio filho nos braços! Resta a ele, fotografar....
O casal vai pra casa e pensa que poderá repetir "enfim sós!" como no casamento... Piada da Mãe Natureza! Aqueles pobres humanos passarão os próximos 4 meses acordando a cada 2 ou 3 horas (alguns muito sortudos conseguem intervalos de 5 ou 6 horas na madrugada a partir do 3º mês) ao som de berros esfomiados, cagados ou mijados.
Mas, o encanto dos traços daquela criaturinha, uns pequenos e míseros segundos de gracinha, de riso fazem com que 2 adultos (e o resto da família) virem patetas babões.
Aí vem a fase de engatinhar, dos dentinhos, da papinha.
Aquele nenezinho começa a passar perto de quinas de mesas, tomadas...dá um tapa de brincadeira no focinho do cachorro!!! Lá vão pai e mãe correndo atrás, simplesmente protegendo.
O encanto permanece nas gracinhas, no rostinho, no jeito que "puxou" de um ou de outro. Distraídos por todo esse encanto, não percebem o treinamento militar e desumano que passaram nos últimos 21 meses (9 da gravidez + o 1º ano do bebê).
Na festinha, sem perceberem recebem suas medalhas de honra ao mérito e, são condencorados com a patente de "super pais"....
Depois de passar por absolutamente tudo isso sem sequer lembrar das vezes em que reclamaram, não se incomodar com uma criança que não para quieta, ou que fala alto demais, ou que toca a flauta doce tudo errado...que desiste da apresentação que faria na escola de última hora, que pinta a parede porque a folha de papel acabou, que é simplesmente criança, saudável, carinhosa, esperta e espontânea me parece simples demais.
É, eu quero sim ter filhos!
Entendi que a gravidez é o treinamento natural pro primeiro aninho e, que a partir dali, as lições vem aos poucos; Que amar aquela criaturinha é a coisa mais simples do mundo!!!!
Acho que, jamais tive tanta certeza! EU QUERO SIM TER FILHOS!
Mas...continuo com o "NÃO AGORA", por motivos exclusivamente financeiros.
Enquanto junto um pouco de dinheiro, a ideia irá amadurecer, o tempo do relógio biológico irá chegar pra mim e para o futuro papai...
E, quando assim for, o "Não agora" vai virar um "talvez" que irá comemorar muito no dia em que puder dizer "estou grávida!".
Parabéns Ieda, Daniel, Bruno duplamente (pelo filho e sobrinho) e todos os meus amigos que estão na fase do treinamento militar!
Boa sorte e muita saúde!!!
PS: Sonhei com sapos essa noite! Os antigos árabes tinham os sapos como símbolo da fecundidade e gravidez.....
"Paula, estava aqui conversando com uma amiga minha... Achamos que você devia ficar grávida!"
Do outro lado do msn eu não sabia se gargalhava da piada, ou se dizia ao meu pai que sua esposa não estava batendo muito bem das ideias.
Ela insistiu: "Eu sei que você não é casada ainda, mas a gente quer um bebezinho na família. Todos ficariam felizes, e todo mundo ama o Thiago (o suposto candidato a pai, mais conhecido como o careca, meu mino)!".
A essa altura eu já achei que ela estava surtada e, resolvi perguntar coisas práticas do tipo: quem paga as fraldas? Vou me mudar com meu filho e o pai dele pra um quarto na sua casa?
E, demonstrando sanidade, ela disse: "Eu sei de tudo isso, mas é que seria muito legal! E já tá na hora!"
OBS: ela teve meu irmão aos 37 anos, portanto, segundo o timming dela, eu ainda tenho 6 pra poder ter uma casa, um marido e um salário digno de mãe de família. O mais próximo dessa condição que estou, é ter um namorado que possivelmente virará marido. Mas veja...possibilidade!
Enfim, aquele comentário non sense (tá, a mulherada de 30+ que namora e não tem filhos sabe que é tão comum ouvir esse tipo de coisa que faz parecer que a non sense sou eu por ter achado o comentário absurdo...) ficou na minha cabeça.
Naquela mesma noite saímos eu, namorado, boadrasta, pai e meu irmão pra devorar um japa em comemoração ao meu aniversário e ao dia dos pais.
Em meio à conversa divertida, fiquei observando meu irmão.
Ele tem 7 anos, é educado, doce, divertido e bem inteligente...mas...no way!
A cada guioza que ele erquia com o hashi, eu me afastava com medo de o bolinho virar uma bomba no potinho de shoyu. A voz alta e estridente, aquela agitação de moleque que tem formiga na cadeira.
É uma criança linda, saudável, e, reitero, educada! Mas no way.
Ficou de papo com o shushiman, fez amizade com os garçons, coisa de criança que simplesmente me irrita! Como assim? Não dá pra sentar a bunda na cadeira e, sei lá, desenhar no guardanapo? Te empresto meu celular! Nele dá pra desenhar, tirar foto, e tem joguinho também.
Mas não, claro que não...o esquema era ir desbravando os mistérios do lugar e, voltar à mesa, alucinado, gritando ora pra mim, ora pra mãe as novidades descobertas.
Já em casa pensei: não, isso não é pra mim! Não há criatura no mundo que mereça uma mãe megera e impaciente como eu!
No dia seguinte, prestei mais atenção na minha priminha de 6 anos que, por causa da gripe suína, ainda está de férias e, passa as tardes no escritório da minha tia, no andar de cima.
A avidez natural por atenção, a vontade de me imitar, questionar cada piscada que meus olhos dão é lindo, é fofo, mas atrapalha e também me irrita...fazer o quê?
Fui almoçar com a Helia, que trabalha comigo e, também é 30+ sem filhos.
Entre uma garfada e outra ela me pergunta: "Você se imagina tendo um filho?"
Mas que diabos, tô gorda, não tô grávida!
Não me imagino, por várias razões.
Citei as crianças, citei os impecílhos e, ela, solidária me diz: É, eu também não. É uma lacuna na minha vida, mas sinto que eu não quero!
Aí, eu me choquei...foi a primeira vez que fui obrigada a pensar se eu quero ou não, ponto, sem o "agora" na sequência.
Não dá, não consigo dizer que eu não quero ser mãe!
Então, comecei a pensar no processo...na gravidez em si.
** Isso foi antes de ler o comentário num outro post meu, feito pela minha querida amiga Ieda, gravidíssima lá em Portugal***
Um insight me fez entender porque só as mães são felizes! Me fez entender que paciência é essa que uma mãe consegue ter diante daquela infinidade de "por quês?".
Tudo começa na gravidez.
Se alguém acha que TPM é fácil de aturar porque só dura 5 dias, tente pensar em 37 a 40 SE-MA-NAS de TPM. E, não é qualquer TPM não!
Se as taxas hormonais são vertiginosas na gravidez, e a progesterona endoidece o ser, trata - se de uma TPM super power, com ganho real de peso, inchaço, unhas quebradas e cabelos frágeis de brinde. Tá a fim?
De quebra, o futuro papai é exposto full time à ira dessa mulher, que cresce à medida em que o Universo teima em dizer que ela está linda (e está, mas a coitada, entorpecida pelos hormônios vê extamente o oposto) e, que a fase é maravilhosa.
Para as mais "zen", que acham que será fácil, eu aviso: melhor não desdenhar, pois pode ser que você ainda leve 3 meses de muito enjôo e mal estar.
Já perto do fim, quando o pai parece anestesiado de tantos bofetões, batidas de porta e xingamentos, a mãe, que se dá por vencida e acredita que isso tudo deva valer à pena, senão as mulheres não teriam jamais o segundo filho, começa a se perguntar: Meu Deus, como isso vai sair de mim????
Se não fossem os ultrassons, a imagem 3D dos exames modernos, aquele pezinho, o coraçãozinho batendo numa frequência insana, o dedinho na boca, os chutes, com certeza não daria pra aguentar.
Pois bem, chega o bebê...
A mãe, em frangalhos, exausta e, ainda inchada (é uma sacanagem todo o peso ganho com a gravidez não sumir no momento do parto!) não pode descansar. Experimenta a magia da mamentação, sem quase sentir nada, tamanho o seu cansaço.
Aquele pai, que até agora só foi xingado, privado, tratado pior que o cachorro, ainda é obrigado a assistir aquele elo mágico entre mãe e bebê, do qual ele parece não fazer parte alguma. Entra na fila pra pegar o próprio filho nos braços! Resta a ele, fotografar....
O casal vai pra casa e pensa que poderá repetir "enfim sós!" como no casamento... Piada da Mãe Natureza! Aqueles pobres humanos passarão os próximos 4 meses acordando a cada 2 ou 3 horas (alguns muito sortudos conseguem intervalos de 5 ou 6 horas na madrugada a partir do 3º mês) ao som de berros esfomiados, cagados ou mijados.
Mas, o encanto dos traços daquela criaturinha, uns pequenos e míseros segundos de gracinha, de riso fazem com que 2 adultos (e o resto da família) virem patetas babões.
Aí vem a fase de engatinhar, dos dentinhos, da papinha.
Aquele nenezinho começa a passar perto de quinas de mesas, tomadas...dá um tapa de brincadeira no focinho do cachorro!!! Lá vão pai e mãe correndo atrás, simplesmente protegendo.
O encanto permanece nas gracinhas, no rostinho, no jeito que "puxou" de um ou de outro. Distraídos por todo esse encanto, não percebem o treinamento militar e desumano que passaram nos últimos 21 meses (9 da gravidez + o 1º ano do bebê).
Na festinha, sem perceberem recebem suas medalhas de honra ao mérito e, são condencorados com a patente de "super pais"....
Depois de passar por absolutamente tudo isso sem sequer lembrar das vezes em que reclamaram, não se incomodar com uma criança que não para quieta, ou que fala alto demais, ou que toca a flauta doce tudo errado...que desiste da apresentação que faria na escola de última hora, que pinta a parede porque a folha de papel acabou, que é simplesmente criança, saudável, carinhosa, esperta e espontânea me parece simples demais.
É, eu quero sim ter filhos!
Entendi que a gravidez é o treinamento natural pro primeiro aninho e, que a partir dali, as lições vem aos poucos; Que amar aquela criaturinha é a coisa mais simples do mundo!!!!
Acho que, jamais tive tanta certeza! EU QUERO SIM TER FILHOS!
Mas...continuo com o "NÃO AGORA", por motivos exclusivamente financeiros.
Enquanto junto um pouco de dinheiro, a ideia irá amadurecer, o tempo do relógio biológico irá chegar pra mim e para o futuro papai...
E, quando assim for, o "Não agora" vai virar um "talvez" que irá comemorar muito no dia em que puder dizer "estou grávida!".
Parabéns Ieda, Daniel, Bruno duplamente (pelo filho e sobrinho) e todos os meus amigos que estão na fase do treinamento militar!
Boa sorte e muita saúde!!!
PS: Sonhei com sapos essa noite! Os antigos árabes tinham os sapos como símbolo da fecundidade e gravidez.....
Pensando em:
Contos da minha vida,
Eu comigo,
Fatos da vida real,
Filosofias da vida,
Sonhos de Consumo
terça-feira, 28 de julho de 2009
Valeu Golden - parte 2.
terça-feira, 28 de julho de 2009
Há menos de um mês escrevi aqui um monte de mimimimis sobre o não aceite do convênio e tal.
Tentamos uma outra manobra e, ainda aguardo algumas respostas.
Hoje, me liga uma médica do plano (na boa, tu faz Medicina pra analisar papel? Por que não fez Odonto e deixou a vaga da Medicina pra mimj????), fazendo uma entrevista por telefone. Por TELEFONE um médico vai fazer uma anamnese??? Rasga o CRM de uma vez....
Bom, aí você vai lá, e manda um laudo médico contendo 800 exames, bem como todo um dossiê do tratamento de um câncer que você fez.
Você teve ALTA, porque não havia mais problema, aí, a fofa da médica, aquela que faz anamnese (é uma espécie de entrevista, na qual se consegue dados preciosos sobre a saúde e os hábitos do paciente) por telefone, diz que seu plano de saúde está aprovado e, que terá cobertura parcial temporária apenas para metástases oriundas desse tumor.
Eu disse a ela: ótimo, vocês tem bons advogados? Porque, quero ver um advogado provar que a origem de um tumor está em outro que existiu naquele organismo há 2 anos e que foi extirpado por completo...ou que não está. A ciência não consegue provar ainda se um tumor ósseo por exemplo veio de fato como metástase de um câncer de mama ou não.
Se ela dissesse que não cobriria metástases em mama, eu concordaria, ou ainda, problemas com próteses, tudo bem...
Não sei se choro de ódio por saber que terei que pagar alguns exames de rotina por 2 anos, por ter sido enquadrada como lesão ou doença pré existente (ou, aponta ela pra mim, doutora...se ela existe, cadê????), ou se comemoro porque, dentro de alguns dias terei convênio novamente!
Claro, isso tudo ignorando a possibilidade de ter algum tumor nesse meio tempo (24 meses). Eu teria que tratar no SUS...
Depois falam que eu sou pessimista!!!!
Tentamos uma outra manobra e, ainda aguardo algumas respostas.
Hoje, me liga uma médica do plano (na boa, tu faz Medicina pra analisar papel? Por que não fez Odonto e deixou a vaga da Medicina pra mimj????), fazendo uma entrevista por telefone. Por TELEFONE um médico vai fazer uma anamnese??? Rasga o CRM de uma vez....
Bom, aí você vai lá, e manda um laudo médico contendo 800 exames, bem como todo um dossiê do tratamento de um câncer que você fez.
Você teve ALTA, porque não havia mais problema, aí, a fofa da médica, aquela que faz anamnese (é uma espécie de entrevista, na qual se consegue dados preciosos sobre a saúde e os hábitos do paciente) por telefone, diz que seu plano de saúde está aprovado e, que terá cobertura parcial temporária apenas para metástases oriundas desse tumor.
Eu disse a ela: ótimo, vocês tem bons advogados? Porque, quero ver um advogado provar que a origem de um tumor está em outro que existiu naquele organismo há 2 anos e que foi extirpado por completo...ou que não está. A ciência não consegue provar ainda se um tumor ósseo por exemplo veio de fato como metástase de um câncer de mama ou não.
Se ela dissesse que não cobriria metástases em mama, eu concordaria, ou ainda, problemas com próteses, tudo bem...
Não sei se choro de ódio por saber que terei que pagar alguns exames de rotina por 2 anos, por ter sido enquadrada como lesão ou doença pré existente (ou, aponta ela pra mim, doutora...se ela existe, cadê????), ou se comemoro porque, dentro de alguns dias terei convênio novamente!
Claro, isso tudo ignorando a possibilidade de ter algum tumor nesse meio tempo (24 meses). Eu teria que tratar no SUS...
Depois falam que eu sou pessimista!!!!
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Eu comigo,
Fatos da vida real,
Momentos de revolta,
Saúde
segunda-feira, 20 de julho de 2009
Curiosidade
segunda-feira, 20 de julho de 2009
Pessoas são curiosas...os animais mais inteligentes também!
É sabido que tal característica é a principal responsável pelas evoluções que a Humanidade conquistou em tantos ramos da Ciência e da Tecnologia.
Não fosse a vontade de saber porque a maçã caiu da árvore do pecado, Newton (valeu, anônimo...) não teria decoberto a gravidade (e, eu não teria problemas com o número que ela faz aparecer na minha balança)...assim como, a curiosidade é o combustível em várias outras histórias nessa linha "Eureka".
Seria incrível se a curiosidade das pessoas parasse por aí. Se não fosse além daquilo que acrescenta a si mesmo e/ou ao próximo.
Mas óooobvio, nem é assim! Basta o vizinho aparecer com um carrão zero pra ouvir - se especulação sobre a fonte do dinheiro.
Fulana aparece mau humorada no trabalho e, é porque obviamente brigou com seu macho no dia anterior.
E, qualquer misteriozinho envolvendo o cotidiano alheio, só faz aumentar a especulação, bem como a necessidade desesperada de desvendar o caso. Estão aí a mídia de fofoca e os realities pra provar.
Não, eu nem acho isso bonito, mas tá, é uma fraqueza, uma necessidade de se autoafirmar ao descobrir que o outro ser humano ali, famoso ou não, também tem "podres" que nem você. Tipo, necessário ter certeza de que o peido e o cocô da Gisele Bündchen são tão fedidos quanto os meus pra que eu acredite que, em algum lugar, dentro de mim reside uma über deusa...
Isso não é legal, mas, se não for em excesso, "tá" valendo, creio eu.
Porém, há uma faceta obscura dessa curiosidade que me embrulha o estômago. Quando essa necessidade desesperada de desvendar - se o segredo une - se à dor e a morbidade do ser humano.
Não concebo a ideia de nego diminuir a velocidade do carro pra ver acidente, manja? Não entendo vistita a túmulos de famosos, ou ao lugar em que essas pessoas morreram num acidente trágico.
Se você tem um parente, uma pessoa querida e, é a memória dela que você visita, tudo bem - embora eu prefira visitar lugares onde fomos felizes ao invés do túmulo ou lugares onde ela morreu, mas aí, my choice né? - mas eu juro que não compreendo nego chorar morte de defunto que nem conhece.
Há 2 anos rolou aquele famoso acidente da Tam em Congonhas e, no aniversário do mesmo, parentes das vítimas colam cartazes com fotos e etc no tapume que circunda a área (por sinal já era pra ser uma praça, não era não, Prefeitura?)prestando assim uma homenagem a seus entes queridos.
A grande maioria dos corpos foi encontrada e, devidamente enterrada....sei lá, porque raios voar de Porto Alegre até São Paulo pra colar uma foto de um filho que se foi? Até aí, tudo bem, cada um lida com a dor (que deve ser excomunal, verdade!) do jeito que bem entender...super respeito.
Lamento pelas perdas e, obviamente acho tudo isso deveras triste, mas fico emputecida com a curiosidade das pessoas.
No sábado, demorei longos 40 (sim, quarenta!)minutos pra conseguir passar em frente ao local do acidente.
Não estava rolando uma manifestação, não tinha acontecido nada de mais...eram apenas transeuntes curiosos que queriam ler as homenagens póstumas às vítimas, olhar seus rostos impressos em cartazes colados no tal tapume.
Não tinha o menor trânsito imediatamente após o local. Os 40 minutos eram pra que as pessoas pudessem LER as frases, os textos e todo o material ali colado!
Porra...não é insensibilidade não...juro...
Não tinha ninguém famoso, nenhum grande líder espiritual ali naquele voo. Não há uma justificativa diferente de uma curiosidade mórbida para que aquelas pessoas "velassem" as almas desconhecidas das vítimas.
Isso não é absurdo não????
Pior de tudo...é super comum!!!!!
Eu, por exemplo, assumo ter certa curiosidade sobre o vizinho e tal, mas essa parte mórbida não faz parte do meu ser não!
Odeio ver acidente, saber de crueldade com pessoas, animais e etc.
O que pode acrescentar na vida de uma pessoa, saber que rosto tem as pessoas que infelizmente ocupavam os assentos desse avião????
Eu hein....
É sabido que tal característica é a principal responsável pelas evoluções que a Humanidade conquistou em tantos ramos da Ciência e da Tecnologia.
Não fosse a vontade de saber porque a maçã caiu da árvore do pecado, Newton (valeu, anônimo...) não teria decoberto a gravidade (e, eu não teria problemas com o número que ela faz aparecer na minha balança)...assim como, a curiosidade é o combustível em várias outras histórias nessa linha "Eureka".
Seria incrível se a curiosidade das pessoas parasse por aí. Se não fosse além daquilo que acrescenta a si mesmo e/ou ao próximo.
Mas óooobvio, nem é assim! Basta o vizinho aparecer com um carrão zero pra ouvir - se especulação sobre a fonte do dinheiro.
Fulana aparece mau humorada no trabalho e, é porque obviamente brigou com seu macho no dia anterior.
E, qualquer misteriozinho envolvendo o cotidiano alheio, só faz aumentar a especulação, bem como a necessidade desesperada de desvendar o caso. Estão aí a mídia de fofoca e os realities pra provar.
Não, eu nem acho isso bonito, mas tá, é uma fraqueza, uma necessidade de se autoafirmar ao descobrir que o outro ser humano ali, famoso ou não, também tem "podres" que nem você. Tipo, necessário ter certeza de que o peido e o cocô da Gisele Bündchen são tão fedidos quanto os meus pra que eu acredite que, em algum lugar, dentro de mim reside uma über deusa...
Isso não é legal, mas, se não for em excesso, "tá" valendo, creio eu.
Porém, há uma faceta obscura dessa curiosidade que me embrulha o estômago. Quando essa necessidade desesperada de desvendar - se o segredo une - se à dor e a morbidade do ser humano.
Não concebo a ideia de nego diminuir a velocidade do carro pra ver acidente, manja? Não entendo vistita a túmulos de famosos, ou ao lugar em que essas pessoas morreram num acidente trágico.
Se você tem um parente, uma pessoa querida e, é a memória dela que você visita, tudo bem - embora eu prefira visitar lugares onde fomos felizes ao invés do túmulo ou lugares onde ela morreu, mas aí, my choice né? - mas eu juro que não compreendo nego chorar morte de defunto que nem conhece.
Há 2 anos rolou aquele famoso acidente da Tam em Congonhas e, no aniversário do mesmo, parentes das vítimas colam cartazes com fotos e etc no tapume que circunda a área (por sinal já era pra ser uma praça, não era não, Prefeitura?)prestando assim uma homenagem a seus entes queridos.
A grande maioria dos corpos foi encontrada e, devidamente enterrada....sei lá, porque raios voar de Porto Alegre até São Paulo pra colar uma foto de um filho que se foi? Até aí, tudo bem, cada um lida com a dor (que deve ser excomunal, verdade!) do jeito que bem entender...super respeito.
Lamento pelas perdas e, obviamente acho tudo isso deveras triste, mas fico emputecida com a curiosidade das pessoas.
No sábado, demorei longos 40 (sim, quarenta!)minutos pra conseguir passar em frente ao local do acidente.
Não estava rolando uma manifestação, não tinha acontecido nada de mais...eram apenas transeuntes curiosos que queriam ler as homenagens póstumas às vítimas, olhar seus rostos impressos em cartazes colados no tal tapume.
Não tinha o menor trânsito imediatamente após o local. Os 40 minutos eram pra que as pessoas pudessem LER as frases, os textos e todo o material ali colado!
Porra...não é insensibilidade não...juro...
Não tinha ninguém famoso, nenhum grande líder espiritual ali naquele voo. Não há uma justificativa diferente de uma curiosidade mórbida para que aquelas pessoas "velassem" as almas desconhecidas das vítimas.
Isso não é absurdo não????
Pior de tudo...é super comum!!!!!
Eu, por exemplo, assumo ter certa curiosidade sobre o vizinho e tal, mas essa parte mórbida não faz parte do meu ser não!
Odeio ver acidente, saber de crueldade com pessoas, animais e etc.
O que pode acrescentar na vida de uma pessoa, saber que rosto tem as pessoas que infelizmente ocupavam os assentos desse avião????
Eu hein....
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sexta-feira, 17 de julho de 2009
Espelho
sexta-feira, 17 de julho de 2009
Espelho é a coisa mais útil do mundo, sério!
Não, não é pra evitar que você saia com a boca suja de pasta de dentes, ou pra que perceba que há algo errado com a sua roupa.
Gosto do espelho porque é a única maneira que tenho pra olhar bem dentro dos meus olhos. Para olhar meu próprio rabo (no sentido figurado neste caso) e, antes de abrir minha boca para criticar o próximo, verifico diante do espelho se eu mesma não mereço tal crítica.
Pois bem...
Conviver em grupo é legal sob vários aspectos e, pode realmente ser em paz se TODOS fizerem uso do espelho.
Se, ao ouvir uma crítica, você corre pro espelho e faz uma análise sincera de si mesmo antes de se ofender ; se, antes de abrir sua boca, você dá uma bela checada na sua lista de funções e todas estão ok, beleza...você está apto a emitir uma opinião justa e louvável.
Se o espelho serve apenas pra que você cheque se ainda parece algo que não é de fato, lamento, te desprezo.
Puta que pariu (isso tem sido escrito frequentemente...preciso urgentemente de férias), todo santo dia eu chego aqui, lavo meia dúzia de xícaras que estão na pia, pois geralmente alguém já usou minha predileta. Encho - a com o café, que quem chegou antes de mim se propôs a fazer. Lavo também a leiteira que foi usada para ferver a água e, o porta coador de papel.
No almoço, realmente não me preocupo com o menu, pois, na ausência da tiazinha, ou trago de casa, ou me viro com algum miojo que deixo na despensa em caso de emergência.
Geralmente a mesma pessoa, que trabalha no andar de cima, faz algo pra agradar todo mundo.
Lá vou eu, almoço, lavo meu prato, meus talheres, meu copo...Revezo com a secretária o restante da louça.
Daí, eis que surge o Senhor de Engenho, que levanta - se da mesa posta pela mesma pessoa que cozinhou, vem até mim e ordena que: "cada um a partir de hoje lava o que suja!".
O sangue sobe na hora....Porra, sem conter as palavras: Sim senhor. E quanto ao papel higiênico? Cada um junta o seu também? Ou, revezaremos para tirar o lixo? Ah, talvez o senhor pense que eles andam sozinho até a lixeira externa, mas não. Sou eu, a fulana ou a beltrana que tiramos SEMPRE! Sim, essas mesmas que tem lavado os pratos que o senhor come, os copos que o senhor suja e larga na mesa sem sequer levá-los à pia.
Fala sério! Eu sou difícil, eu sei...Mal educada, bocuda, sangue quente, mas não dá! Não sou capaz de aceitar ordens que já cumpro por puro bom senso, advindas de alguém sem senso algum. Não tenho a menor capacidade de aceitar que alguém diga que tipo de ser humano eu devo ser, especialmente se a pessoa me impõe algo que nem mesmo ela é capaz de fazer.
Motivo estúpido pra stress? É, sem dúvida....
Budista demais para mim, olhar pro Senhor de Engenho e, imediatamente transformá-lo na professora do Charlie Brown a fim de descartar o que não me serve.
Tomei as dores da secretária no ato, já que, várias vezes foi pro fogão também pra que o Senhor de Engenho - que não paga ninguém para isso - tivesse almoço bonitinho na mesa.
Levando em conta minha visão comunista e igualitária (já citada anteriormente neste post) e, minha tendência a sair na defesa dos mais fracos, concluo que não tem jeito...
Nasci pra fazer parte do proletariado mesmo....inferno!
PS: Suas férias da semana passada foram caras demais pra me valer apenas 2 semanas de paz, sendo que uma foi pela sua ausência. Ano que vem, no máximo te pago a cerveja da Praia Grande...
Grata
Não, não é pra evitar que você saia com a boca suja de pasta de dentes, ou pra que perceba que há algo errado com a sua roupa.
Gosto do espelho porque é a única maneira que tenho pra olhar bem dentro dos meus olhos. Para olhar meu próprio rabo (no sentido figurado neste caso) e, antes de abrir minha boca para criticar o próximo, verifico diante do espelho se eu mesma não mereço tal crítica.
Pois bem...
Conviver em grupo é legal sob vários aspectos e, pode realmente ser em paz se TODOS fizerem uso do espelho.
Se, ao ouvir uma crítica, você corre pro espelho e faz uma análise sincera de si mesmo antes de se ofender ; se, antes de abrir sua boca, você dá uma bela checada na sua lista de funções e todas estão ok, beleza...você está apto a emitir uma opinião justa e louvável.
Se o espelho serve apenas pra que você cheque se ainda parece algo que não é de fato, lamento, te desprezo.
Puta que pariu (isso tem sido escrito frequentemente...preciso urgentemente de férias), todo santo dia eu chego aqui, lavo meia dúzia de xícaras que estão na pia, pois geralmente alguém já usou minha predileta. Encho - a com o café, que quem chegou antes de mim se propôs a fazer. Lavo também a leiteira que foi usada para ferver a água e, o porta coador de papel.
No almoço, realmente não me preocupo com o menu, pois, na ausência da tiazinha, ou trago de casa, ou me viro com algum miojo que deixo na despensa em caso de emergência.
Geralmente a mesma pessoa, que trabalha no andar de cima, faz algo pra agradar todo mundo.
Lá vou eu, almoço, lavo meu prato, meus talheres, meu copo...Revezo com a secretária o restante da louça.
Daí, eis que surge o Senhor de Engenho, que levanta - se da mesa posta pela mesma pessoa que cozinhou, vem até mim e ordena que: "cada um a partir de hoje lava o que suja!".
O sangue sobe na hora....Porra, sem conter as palavras: Sim senhor. E quanto ao papel higiênico? Cada um junta o seu também? Ou, revezaremos para tirar o lixo? Ah, talvez o senhor pense que eles andam sozinho até a lixeira externa, mas não. Sou eu, a fulana ou a beltrana que tiramos SEMPRE! Sim, essas mesmas que tem lavado os pratos que o senhor come, os copos que o senhor suja e larga na mesa sem sequer levá-los à pia.
Fala sério! Eu sou difícil, eu sei...Mal educada, bocuda, sangue quente, mas não dá! Não sou capaz de aceitar ordens que já cumpro por puro bom senso, advindas de alguém sem senso algum. Não tenho a menor capacidade de aceitar que alguém diga que tipo de ser humano eu devo ser, especialmente se a pessoa me impõe algo que nem mesmo ela é capaz de fazer.
Motivo estúpido pra stress? É, sem dúvida....
Budista demais para mim, olhar pro Senhor de Engenho e, imediatamente transformá-lo na professora do Charlie Brown a fim de descartar o que não me serve.
Tomei as dores da secretária no ato, já que, várias vezes foi pro fogão também pra que o Senhor de Engenho - que não paga ninguém para isso - tivesse almoço bonitinho na mesa.
Levando em conta minha visão comunista e igualitária (já citada anteriormente neste post) e, minha tendência a sair na defesa dos mais fracos, concluo que não tem jeito...
Nasci pra fazer parte do proletariado mesmo....inferno!
PS: Suas férias da semana passada foram caras demais pra me valer apenas 2 semanas de paz, sendo que uma foi pela sua ausência. Ano que vem, no máximo te pago a cerveja da Praia Grande...
Grata
Pensando em:
Eu comigo,
Fatos da vida real,
Momentos de revolta
segunda-feira, 6 de julho de 2009
Sem mais
segunda-feira, 6 de julho de 2009
Cara, achei isso incrível!!!
Não sei se é de verdade, ou apenas uma piadinha inteligente, mas, o mundo reverenciou o cara e, é mais que justo que cada um preste sua homenagem como for, ao gênio que, das mais diversas formas fez parte da esmagadora maioria das vidas desse Planeta!
R.I.P. MJ
Vi no Sierra, do meu querido amigo, Daniel.
Não sei se é de verdade, ou apenas uma piadinha inteligente, mas, o mundo reverenciou o cara e, é mais que justo que cada um preste sua homenagem como for, ao gênio que, das mais diversas formas fez parte da esmagadora maioria das vidas desse Planeta!
R.I.P. MJ
Vi no Sierra, do meu querido amigo, Daniel.
terça-feira, 23 de junho de 2009
À estaca zero.
terça-feira, 23 de junho de 2009
Não é inacreditável quando você começa uma empreitada, tem uma visão surreal e, poderes mutantes paranormais (ou não) te fazem enxergar um desfecho desfavorável, lhe dando então, a chance de vazar e não perder seu tempo?
É, mas mamãe é mestre em me fazer sentir culpa por querer seguir esse instinto, segundo ela, "pessimista".
Não mamãe...não é pessimismo!
Diria que é alguma mutação genética, alguma história em quadrinho que se incorporou ao meu ser ou mesmo uma maldição qualquer.
Mas, ok, por ser extremamente otimista, SEMPRE ouço a outra pessoa e penso "tá bom vai...é só uma impressão, faz de conta mesmo que é pessimismo meu. Fica quieta e desabafa só no 'eu te disse' do final...".
Faço de um tudo (sério!) pra estar errada e, essas visões serem apenas sequelas de uma fase adolescente na qual os médicos me davam anfetamina pra emagrecer. Ignoro - as quando elas permeiam minha insônia, digo a elas que não vou me entregar a uma depressão ou a um medo excessivo das coisas, mas né....
Até hoje não tive uma "visão" dessas que não fosse, de fato um trailler do ocorrido pouco tempo depois (e, se vc parar e prestar atenção, verá que não é prepotência minha...vc também pode!).
O que será que tem de subliminar nessa prévia que me mandam antes da estreia mundial??????
É, mom, 6 meses de delay, mas "vamo aê", estou ao seu lado e, juntas recomeçaremos mais uma vez....
É, mas mamãe é mestre em me fazer sentir culpa por querer seguir esse instinto, segundo ela, "pessimista".
Não mamãe...não é pessimismo!
Diria que é alguma mutação genética, alguma história em quadrinho que se incorporou ao meu ser ou mesmo uma maldição qualquer.
Mas, ok, por ser extremamente otimista, SEMPRE ouço a outra pessoa e penso "tá bom vai...é só uma impressão, faz de conta mesmo que é pessimismo meu. Fica quieta e desabafa só no 'eu te disse' do final...".
Faço de um tudo (sério!) pra estar errada e, essas visões serem apenas sequelas de uma fase adolescente na qual os médicos me davam anfetamina pra emagrecer. Ignoro - as quando elas permeiam minha insônia, digo a elas que não vou me entregar a uma depressão ou a um medo excessivo das coisas, mas né....
Até hoje não tive uma "visão" dessas que não fosse, de fato um trailler do ocorrido pouco tempo depois (e, se vc parar e prestar atenção, verá que não é prepotência minha...vc também pode!).
O que será que tem de subliminar nessa prévia que me mandam antes da estreia mundial??????
É, mom, 6 meses de delay, mas "vamo aê", estou ao seu lado e, juntas recomeçaremos mais uma vez....
quarta-feira, 17 de junho de 2009
Pedido de Socorro - Parte II
quarta-feira, 17 de junho de 2009
Para provar que eu realmente preciso de ajuda, resolvi ilustrar o comportamento da pessoa que toma conta de mim durante um terço do mês.
Como disse no post anterior, nos dias em que a Noiva do Chuck assume o poder, minha missão é consumir.
Pra dimensionar a gravidade do problema, fotografei os ítens adquiridos ao longo do dia de hoje (sim, tudo isso SÓ hoje!).

Por volta de 10h, precisei ir pessoalmente ao banco, porém, minha agência fica... num Shopping.
Eu deveria entrar no shopping, ir até a agência, assinar 3 folhas da renovação de um contrato, sair e vir embora.
Algo aconteceu e, de repente me vi com uma sacola na mão contendo:
1 - Uma polaina pretinha fofa. Era a única que tinha...última peça. Pra usar assim.
Paguei R$ 11,99 nas Lojas Marisa
2 - Meia Canelada fio 70 preta. Não, eu NÃO precisava. Paguei R$ 15,99 nas Lojas Marisa (que, nesse momento do post, já foi desfiada pela minha gata...tão legal!).
3 - Vestido manga longa de algodão com strech estampado. Me apaixonei! Tem uma vibe Janis Joplin que me conquistou. Daí que, com meia grossona, casacão e scarpin vai ficar um show. Mas, claro...precisava? No, no, no (fazendo a Amy). Paguei R$ 69,99, também nas Lojas Marisa.
4 - 3 pares de meia liiindos. Confesso, amo meia que parece de criancinha! Acho fofo, fazer o quê? E, 3 pares de meia bons por R$ 11,99? A Noiva do Chuck quis! Lojas Marisa
5 - Porta celular de meinha. Meu celular novo (esse vem em troca de mais um ano de fidelidade à Tim) é sem flip, touch screen. O display risca fácil então precisava né??? De oncinha pink (porque era melhorzinho do que o de sapinho verde e azul) R$ 3,99 também na dona Marisa.
Voltei a trabalhar, uma vez que o buraco (R$ 113,95) cavado em prol de NADA que fosse absolutamente necessário, já havia me engolido.
Por volta das 14:30h, precisei sair de novo.
Passei a mão nas chaves do carro e o meu eu lírico tomou posse.
Aproveitei a saída pra comprar um presentinho pra minha boadrasta que faz aniversário hoje, mas né? Fui numa feirinha de artesanato que vende, basicamente bijoux, acessórios e coisinhas pra casa.
Queria enganar quem, me diz? A mãe do meu irmão é básica e fitness total, ou seja, não usa nada que seja vendido ali.
Mas, pra não perder viagem...
6 - Cachecol - lenço lilás. É fofo, lindo e não pude resistir. R$ 17,00 na feirinha de artesanato do Extra Ricardo Jafet.
Eu estava no Extra, não me custava nada dar uma entradinha rapida pra comprar uma coca light pra tapear a compulsão por doce (again...enganar quem?).
Aí...
7 - Comprei o Intimus Unique Clean por R$ 3,99 que vinha com essa latinha verde muito útil (sei disso porque EU JÁ TINHA UMA IGUAL, SÓ QUE ROSA - tá sacando a intensidade da doença da pessoa?). Não precisava, claro, mas, cedo ou tarde vou acabar precisando, então....
8 - Surtei de vez quando percebi que tinham reposto os itens da coleção Os 7 Vermelhos Capitais da Risqué (veja aqui no Trendy Twins). Eu precisava dos únicos dois que faltavam pra eu completar minha coleção...o Preguicinha e o Possessão Rosa. Yay completei a coleção!!!! R$ 2,19 cada.
9 - Cotonetes. Eram necessários! Peguei quando já estava na fila... R$ 1,74.
Saldo do dia:
Gastei quase R$ 145 reais....Não comprei o presente da minha Boadrasta, a polaina é brilhante e pequena (queria uma mais volumosinha e sem brilho nenhum), e a meia já foi pras picas.
Um detalhe: eu não ganho R$ 150 reais/dia e tenho contas de pessoa normal pra pagar.
SOCORROOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOO..............
Como disse no post anterior, nos dias em que a Noiva do Chuck assume o poder, minha missão é consumir.
Pra dimensionar a gravidade do problema, fotografei os ítens adquiridos ao longo do dia de hoje (sim, tudo isso SÓ hoje!).

Por volta de 10h, precisei ir pessoalmente ao banco, porém, minha agência fica... num Shopping.
Eu deveria entrar no shopping, ir até a agência, assinar 3 folhas da renovação de um contrato, sair e vir embora.
Algo aconteceu e, de repente me vi com uma sacola na mão contendo:
1 - Uma polaina pretinha fofa. Era a única que tinha...última peça. Pra usar assim.
Paguei R$ 11,99 nas Lojas Marisa
2 - Meia Canelada fio 70 preta. Não, eu NÃO precisava. Paguei R$ 15,99 nas Lojas Marisa (que, nesse momento do post, já foi desfiada pela minha gata...tão legal!).
3 - Vestido manga longa de algodão com strech estampado. Me apaixonei! Tem uma vibe Janis Joplin que me conquistou. Daí que, com meia grossona, casacão e scarpin vai ficar um show. Mas, claro...precisava? No, no, no (fazendo a Amy). Paguei R$ 69,99, também nas Lojas Marisa.
4 - 3 pares de meia liiindos. Confesso, amo meia que parece de criancinha! Acho fofo, fazer o quê? E, 3 pares de meia bons por R$ 11,99? A Noiva do Chuck quis! Lojas Marisa
5 - Porta celular de meinha. Meu celular novo (esse vem em troca de mais um ano de fidelidade à Tim) é sem flip, touch screen. O display risca fácil então precisava né??? De oncinha pink (porque era melhorzinho do que o de sapinho verde e azul) R$ 3,99 também na dona Marisa.
Voltei a trabalhar, uma vez que o buraco (R$ 113,95) cavado em prol de NADA que fosse absolutamente necessário, já havia me engolido.
Por volta das 14:30h, precisei sair de novo.
Passei a mão nas chaves do carro e o meu eu lírico tomou posse.
Aproveitei a saída pra comprar um presentinho pra minha boadrasta que faz aniversário hoje, mas né? Fui numa feirinha de artesanato que vende, basicamente bijoux, acessórios e coisinhas pra casa.
Queria enganar quem, me diz? A mãe do meu irmão é básica e fitness total, ou seja, não usa nada que seja vendido ali.
Mas, pra não perder viagem...
6 - Cachecol - lenço lilás. É fofo, lindo e não pude resistir. R$ 17,00 na feirinha de artesanato do Extra Ricardo Jafet.
Eu estava no Extra, não me custava nada dar uma entradinha rapida pra comprar uma coca light pra tapear a compulsão por doce (again...enganar quem?).
Aí...
7 - Comprei o Intimus Unique Clean por R$ 3,99 que vinha com essa latinha verde muito útil (sei disso porque EU JÁ TINHA UMA IGUAL, SÓ QUE ROSA - tá sacando a intensidade da doença da pessoa?). Não precisava, claro, mas, cedo ou tarde vou acabar precisando, então....
8 - Surtei de vez quando percebi que tinham reposto os itens da coleção Os 7 Vermelhos Capitais da Risqué (veja aqui no Trendy Twins). Eu precisava dos únicos dois que faltavam pra eu completar minha coleção...o Preguicinha e o Possessão Rosa. Yay completei a coleção!!!! R$ 2,19 cada.
9 - Cotonetes. Eram necessários! Peguei quando já estava na fila... R$ 1,74.
Saldo do dia:
Gastei quase R$ 145 reais....Não comprei o presente da minha Boadrasta, a polaina é brilhante e pequena (queria uma mais volumosinha e sem brilho nenhum), e a meia já foi pras picas.
Um detalhe: eu não ganho R$ 150 reais/dia e tenho contas de pessoa normal pra pagar.
SOCORROOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOO..............
Pensando em:
Coisas de Menina,
Compras,
Fatos da vida real,
Momentos de revolta,
Saúde
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