Então vá!
E, no caminho, vá tb a puta que te pariu....ufa, desestressei.
Os poucos que passam sempre por aqui sabem que é difícil me fazer perder a classe, e entrar numa briga, só que, o que essas mesmas pessoas ainda não presenciaram é o fato de que, quando entro, nem Jesus Cristo me tira.
Escrevi aqui o quanto estava incomodada com a situação de ter que dispensar um funcionário. Odeio dar notícia ruim!
Mas, acima de tudo isso, se tem coisa que acho cafona é hierarquia, e relação patrão - empregado. Nesse ponto sou super Comunista mesmo.
Acredito que empresas são como máquinas e, cada uma das pecinhas tem sua função e importância. Creio na interdependência de todas elas.
Exatamente por isso, me sinto constrangida em explicar a um colega, a um igual que a empresa passa por dificuldades financeiras e, em breve, essa pessoa tb deverá passar pois acaba de perder seu ganha - pão.
É uma das minhas funções, e, só a aceito porque, graças a Deus é raríssimo (tanto que era ainda inédito em 5 anos) me deparar com ela.
Beleza...só que meu constrangimento acaba no exato momento em que uma pessoa ultrapassa o limite do bom senso.
Se vc age como peça única, e da valor único para a empresa, terá meu reconhecimento sempre, porém, se resolve agir como empregado, só me resta agir como patrão.
Trabalhar comigo é mamata!
Fico até mais tarde com todo mundo, libero internet e telefone pra uso pessoal, disponibilizo infra de cozinha, organizo várias festinhas gostosas, emendo feriado sem descontar ou repor depois, não cobro horário de chegada e nem de almoço (e, por isso a galera nem se importa de ficar meia horinha a mais pra terminar o que foi designado), deixo ir visitar a tia no Hospital sem pedir atestado, não desconto nada de férias, 13º e afins por preguiça de calcular.
Trouxa, alguns me rotulariam, mas eu particularmente não penso assim. Aqui as pessoas trabalham felizes, sem medo, sem pressão desnecessária e, principalmente, sem picuinha ou fofoca.
Pecinha feliz rende mais pra máquina e, todo mundo fica feliz junto.
Seguindo essa vibe, ofereci à senhorinha demitida, que continuasse fazendo faxina pelo menos 2 vezes na semana até que ela encontrasse novo emprego, ou que a empresa pudesse readmití-la.
Isso seria basicamente normal, não fosse o balão que ela deu na gente uma vez (desapareceu por uma semana, não ligou, não atendeu telefone - e nem tinha como, ela havia passado o número errado - não pediu a ninguém pra ligar para nós e nem celular atendeu. Deu as caras numa terça - feira, com um atestadinho mequetrefe de comparecimento, e disse que faltou porque teve problema na coluna. Avisar, considerar a ideia de que todos ficamos preocupados enquanto ela repousava vendo sessão da tarde no sofá é algo que, definitivamente agrava o problema da coluna né?), ou seriam 2 (acabo de lembrar de mais umas 3 faltas não consecutivas do mesmo naipe. Nenhuma delas foi descontada do salário)? Enfim, seria normal se houvesse consideração e se ela estivesse cumprindo sua tarefa com esmero. Sei lá, teia de aranha não orna com limpeza, orna?
Baseada na frequente acusação de intolerância e impaciência, procuro, na maioria das vezes dar uma segunda chance.
Beleza.
Hoje terminou o aviso prévio da fofucha. Ela veio? NÃAAAO!
Foi a única falta do mês? NÃAAAAO!
Eu ía descontar? NÃAAAO!
Mas extrapolou "fia" (se eu chamo alguém de "fia" é porque a coisa está mais feia do que o próprio termo!).
Como eu disse, aqui é uma micro-sociedade igualitária, e, assim sendo, qualquer peça tem o direito de se sentir lesada quando alguém descumpre com sua função e, principalmente com a vibe "all together we can".
Fiquei sabendo que ontem, enquanto eu estava em reunião, fui ameaçada.
Numa conversa com outra funcionária (que, pra ficar claro, não puxa o meu saco e sim, se sente no direito de achar que determinadas atitudes prejudicam o grupo. Como a função de decaptação é minha, esta pessoa entregou o B.O. a mim) a dona fulana quis especular sobre o valor total a receber. A funcionária apenas se resumiu a responder que a função dos cálculos não é dela.
Não contente, dona fulana perguntou se a funcionária achava que suas faltas seriam descontadas. A funcionária estava puta da vida, e respondeu simplesmente que não era a política da empresa, mas que a Lei diz que faltas não justificadas oficialmente podem e devem ser descontadas.
Puts, aí dona fulana fechou a cara, foi pro cantinho chorar e, depois voltou cheia da razão: "E você sabia que a empresa tem que pagar em até 10 dias?" (Sabia, mas não precisava saber, pois como disse, a pessoa responsável por essa função é essa que vos escreve e, não a pobre coitada que ouviu todo o piti); "E, se eu quiser, eu acabo com essa empresa e, é uma puta sacanagem descontar, etc, etc, etc".
Bem...orientei a funcionária a não se preocupar, que o problema seria resolvido como deveria; Pedi desculpas pela inconveniência da dona fulana e, lamentei pois teria que vestir a fantasia de "patroa" que eu DETESTO.
Bom, de novo...não descontei nenhuma falta da dona fulana, mas faço questão de enumerar uma a uma para ela;
Faço questão absoluta de ser honesta e explicar - lhe, inclusive ilustrativamente, que não mais precisaremos de seus serviços, pois limpeza significa não proporcionar condições que predisponham formação de teias de aranhas;
Para finalizar, explicarei como procurar seus direitos, e, um pouco mais sobre a lei trabalhista, carga horária, INSS, pausa pros cigarros, entre outras coisas que ela deve ignorar.
Se ainda assim ela quiser entrar com um processo, vá em frente!
Processo trabalhista é sempre causa perdida para as empresas, PORÉM, como nunca descontei absolutamente nada daquilo que era meu direito descontar e, como cumpri todos os meus deveres com ela (não cumpri com o Governo, mas com ela cumpri tudinho), seria, no mínimo curioso ver o resultado de um processo no qual ela ganha a causa, mas, o valor que tem que pagar ao governo e as deduções fariam bons reais sumirem de sua conta bancária.
Já falei que ela não veio hoje? Seu último dia??????????????
Adoro...rs....Sabe o quanto me enche de um prazer sarcástico a ideia de poder enrolar pra pagá-la sob pretexto de recalcular junto à contabilidade, mesmo sem que haja essa necessidade.
Sério, eu ODEIO brigar, odeio ficar brava, mas AMO quando eu fico, dá pra entender? Me divirto demais com as mil ideias diabólicas de tortura que cruzam minha cabeça.
Infernizar a vida da pessoa muito mais do que ela tenha feito por merecer torna - se o objetivo.
O problema é que rola uma ressaca moral, então, dou uma censurada e, uso muito a minha razão. Espiritualidade my ass nessa hora!
Se der pra eu causar o inferno sem que eu sofra consequências financeiras e/ou jurídicas, tô dentro feliz da vida.
Como eu disse....difícílimo me vender uma briga, mas, de eu comprar, aí melhor sair de perto porque as cenas a seguir costumam a ser feias.
Dona fulana, a senhora está a um mísero passo de me convencer que vale à pena dificultar sua vida.
Te aconselho, pense bem....
terça-feira, 14 de julho de 2009
Vou procurar meus direitos!
terça-feira, 14 de julho de 2009
Pensando em:
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2 comentários:
Olha, juro, juro, juro, não é egoísmo, juro que eu tô super in do seu sofrimento, e fiquei nervosa junto com vc lendo o post, mas... olha...
"emendo feriado sem descontar ou repor depois, não cobro horário de chegada e nem de almoço"
Praonde eu mando meu currículo??? Faço limpeza, e é de boa assim, tá?
Comofas pra trabalhar pra vc??? *__*
hahahaha...
Gata, eu amaria ter vc aqui...não faz ideia!!!!!!!
Por enqto estamos sem grana pra tudo, mas, juro que se tivesse, eu consideraria mesmo...rsrsrsrs
Se quiser mandar o curriculum....de repente eu te encaminho pra outras Anas que conheço mundo a fora!
beijão
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