Dizer que a vida é cheia de altos e baixos é um dos clichês mais sem criatividade que conheço. É também a maior verdade absoluta de todas.
Ok, aqui, no meu insólito mundinho as coisas continuam em baixa, bem em baixa.
Seguimos numa linha reta, paralela e distante poucos metros do fundo do poço, torre de comando!
Ainda assim, sem nenhuma novidade, nem mesmo coadjuvante, eu acordei bacana.
Ontem e hoje meu humor assumiu uma pegada totalmente Pollyana.
Sei lá a razão, o fato é que estou tranquila e isso é o prenúncio de um feriadinho feliz!
Ontem aconteceu uma coisa tão legal, tão gostosa...
Sabe quando você se sente diferente, especial...sabe quando parece que você fez bem a alguém simplesmente com meia dúzia de palavras vindas do seu coração?
Eu adoro quando isso acontece!
Ganhei uma amiga, acredito!
Hoje passei a tarde toda estudando Português. Foi uma viagem no tempo.
Nossa...lembrei da escola, dos colegas, daquela menina insuportavelmente inteligente* que sempre me fazia sentir medíocre.
Lembrei do quanto era difícil entender algumas regras gramaticais (e ainda é), e que, não sei como, mas aprendi.
Lembrei de alguns professores e, cheguei a sorrir lembrando da sensação de desafio, de coisa séria que era uma prova de escola.
Quando somos crianças, nem imaginamos o que vem pela frente! Não tive uma infância muito legal ou significativa, mas hoje tive uma saudade enorme dessa época.
Nossa, como era incrível chegar da escola, tirar o tênis, esperar o almoço e depois ficar a tarde toda sem fazer nada.
Como era legal preencher o tempo no clube, na rua, ou em casa recortando revista pra fazer colagens fofas nos diários. Saudades dos cadernos de perguntas e, também daquela sensação horrorosa de ser apaixonada pelo meu melhor amigo (que era uns 10cm menor que eu, hahahaha).
Hoje, pela 1º vez tive uma saudade dolorida do tempo em que eu achava a vida um saco!
(Gargalhada)
E eu, fedelha achava que sabia das coisas....
*Fiquei triste ao descobrir que, apesar de ter se tornado uma mulher linda, uma médica competente, tornou - se também um ser humano amargo, triste. Poxa, ela era tão brilhante!!!!
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quinta-feira, 1 de abril de 2010
Coelhinho tranquilo no mamilo...
quinta-feira, 1 de abril de 2010
Pensando em:
Eu comigo,
Fatos da vida real,
Filosofias da vida
quinta-feira, 28 de janeiro de 2010
Zzzzzzzzzzz...
quinta-feira, 28 de janeiro de 2010
A pessoa parece estar sob efeito narcótico! Sério...não consigo articular palavras e o máximo de ideias que tenho conseguido verbalizar ficam no Twitter porque são, em sua maioria sobre BBB...quer dizer, esse blog já não é grandes coisas...se eu escrever sobre BBB aqui vou acabar falando sozinha!
Tenho trabalhado muito e, torrado o resto das minhas energias pensando em ideias mirabolantes pra salvar meu futuro das dívidas infindáveis. O cansaço é tanto, mas tanto que me resta ligar a TV e ficar babando sem articular pensamentos, apenas zumbizando diante das novelas e realitys.
Assisti Bastardos Inglórios esses dias e precisei dormir logo depois porque o fato de exigir um mínimo esforço de raciocínio pra seguir a linha Tarantino já me exauriu...
Quer dizer...ou eu estou "faiando" ou realmente os problemas, as preocupações non stop tem acabado comigo.
Tá puxado, viu meu povo!
Andei me empolgando com alguns planos que fiz logo no começo do ano e, quando pareciam que iriam sair do papel, alguma entidade superior desceu à Terra diante de mim e soltou um "pegadinha do Mallandro hahaha!".
Acredito que pra tudo nessa vida exista uma razão, um sentido e, se não rolou, é porque não era mesmo a hora...Tudo bem, sou capaz de me conformar, afinal já não sou a menininha mimada (pelo menos na maior parte do tempo) que fui um dia.
Criar expectativas baseadas nos sonhos é algo einerente ao ser humano e, a gente sabe bem que criar expectativa também significa um enorme risco de levar a si mesmo à frustração...
Enfim, é isso, levantando a cabeça e seguindo em frente do jeitão que dá!
Já que meu subconsciente tem se manifestado muito mais através da simbologia musical do que dos sonhos, deixo aqui a minha "música recorrente" só pra dar uma ideia da pegada! Não consegui interpretar direito, mas...tá aí!
Se alguém entender, me explica, porque ando meio no pânico de a pobreza vir tirar o sarro dela! Prefiro pensar que eu trabalho e outro dinheiro eu vou ganhar!!!!
Tudo se acaba.
Olha o noticiário!
Água se acaba.
Se acaba a prece do vigário.
E eu quero ser a mendiga suja e descabelada
Dormindo na vertical.
Entender como a vida de alguém
Se acaba antes do final.
Prefiro Lou Reed do Velvet Underground.
Gosto de Silvia Plath, S.Eliot,
Emily Dickinson, Lucinda,
Délia, Manoel de Barros ficam eternos por mim.
Esqueço a crise da Argentina
Quebrando o pau com a menina no sinal
Em castelhano, ê
Eu furo os planos, ê
Eu furo o dedo, eu ando vendo
Examinando, eu arranho o braço
Aperto o passo. Não sou louca!
É...
Tomei um tiro
No vidro do meu carro
É a pobreza
Tirando o seu sarro
Foi meu dinheiro
Foi meu livro caro
Que façam bom proveito
Da grana que roubaram
Porque eu trabalho
E outro dinheiro eu vou ganhar
Tomei um táxi
O motorista, mexicano,
Veio falando sobre o onze de setembro.
Havia um homem na calçada lendo o "Código Da Vinci"
Ou lia o código da venda?
Na parada havia um peruano
Cheio de badulaques, ô
Vendendo Nike, ô
Vendendo bike, Coca Light, canivete
Aceita cheque pros breguetes.
Notícias do Iraque na Tv da lanchonete.
Notícias populares
Voam pelos ares
E amanhã, meu nêgo, ninguém sabe
Se alguém recua ou se alguém invade
Se alguém tem nome ou se alguém tem fome.
Que façam bom proveito
Do pouco que restar
Se tanta gente vive
Só com o que dá pra aproveitar.
Tudo se acaba.
Olha o noticiário!
Tenho trabalhado muito e, torrado o resto das minhas energias pensando em ideias mirabolantes pra salvar meu futuro das dívidas infindáveis. O cansaço é tanto, mas tanto que me resta ligar a TV e ficar babando sem articular pensamentos, apenas zumbizando diante das novelas e realitys.
Assisti Bastardos Inglórios esses dias e precisei dormir logo depois porque o fato de exigir um mínimo esforço de raciocínio pra seguir a linha Tarantino já me exauriu...
Quer dizer...ou eu estou "faiando" ou realmente os problemas, as preocupações non stop tem acabado comigo.
Tá puxado, viu meu povo!
Andei me empolgando com alguns planos que fiz logo no começo do ano e, quando pareciam que iriam sair do papel, alguma entidade superior desceu à Terra diante de mim e soltou um "pegadinha do Mallandro hahaha!".
Acredito que pra tudo nessa vida exista uma razão, um sentido e, se não rolou, é porque não era mesmo a hora...Tudo bem, sou capaz de me conformar, afinal já não sou a menininha mimada (pelo menos na maior parte do tempo) que fui um dia.
Criar expectativas baseadas nos sonhos é algo einerente ao ser humano e, a gente sabe bem que criar expectativa também significa um enorme risco de levar a si mesmo à frustração...
Enfim, é isso, levantando a cabeça e seguindo em frente do jeitão que dá!
Já que meu subconsciente tem se manifestado muito mais através da simbologia musical do que dos sonhos, deixo aqui a minha "música recorrente" só pra dar uma ideia da pegada! Não consegui interpretar direito, mas...tá aí!
Se alguém entender, me explica, porque ando meio no pânico de a pobreza vir tirar o sarro dela! Prefiro pensar que eu trabalho e outro dinheiro eu vou ganhar!!!!
Tudo se acaba.
Olha o noticiário!
Água se acaba.
Se acaba a prece do vigário.
E eu quero ser a mendiga suja e descabelada
Dormindo na vertical.
Entender como a vida de alguém
Se acaba antes do final.
Prefiro Lou Reed do Velvet Underground.
Gosto de Silvia Plath, S.Eliot,
Emily Dickinson, Lucinda,
Délia, Manoel de Barros ficam eternos por mim.
Esqueço a crise da Argentina
Quebrando o pau com a menina no sinal
Em castelhano, ê
Eu furo os planos, ê
Eu furo o dedo, eu ando vendo
Examinando, eu arranho o braço
Aperto o passo. Não sou louca!
É...
Tomei um tiro
No vidro do meu carro
É a pobreza
Tirando o seu sarro
Foi meu dinheiro
Foi meu livro caro
Que façam bom proveito
Da grana que roubaram
Porque eu trabalho
E outro dinheiro eu vou ganhar
Tomei um táxi
O motorista, mexicano,
Veio falando sobre o onze de setembro.
Havia um homem na calçada lendo o "Código Da Vinci"
Ou lia o código da venda?
Na parada havia um peruano
Cheio de badulaques, ô
Vendendo Nike, ô
Vendendo bike, Coca Light, canivete
Aceita cheque pros breguetes.
Notícias do Iraque na Tv da lanchonete.
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Voam pelos ares
E amanhã, meu nêgo, ninguém sabe
Se alguém recua ou se alguém invade
Se alguém tem nome ou se alguém tem fome.
Que façam bom proveito
Do pouco que restar
Se tanta gente vive
Só com o que dá pra aproveitar.
Tudo se acaba.
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Filosofias da vida,
Freud explica,
Intuição
terça-feira, 22 de setembro de 2009
MAKTUB
terça-feira, 22 de setembro de 2009
Maktub é uma palavra de origem árabe, cuja tradução literal se faz em algo como "estava escrito".
Porém, seu significado vai além. Ela representa um pensamento filosófico - religioso que eu, particularmente, me identifico demais.
Buscando pela web, é fácil encontrar uma interpretação equivocada de tal pensamento.
"Estava escrito" não remete à ideia de que nosso destino é imutável, e que não temos livre arbítrio. É ignorância dizer que Maktub remete a uma submissão do Homem a Deus.
Nenhum espírito chega a esse mundo aleatóriamente, jogado numa condição, num país, ou mesmo em uma família a esmo.
Há quem acredite (oi, eu!) que antes de ingressarmos na vida por aqui, escolhemos e aceitamos as lições e as tarefas pelas quais deveremos passar. É aí que entra o Maktub!!!!!
Numa analogia bem simplificada...quando uma criança é matriculada em uma escola, tem - se o intuito de formá-la, de ensinar - lhe um conteúdo pré estabelecido...porém, é ela e o mundo que a cerca, que irão definir como será essa jornada.
Assim sendo, nosso livre arbítrio é preservado. Somos nós que fazemos nossas escolhas, que trilhamos nossos caminhos.
Mas, por não sermos oniscientes, e nem tampouco pacientes, a não compreensão de alguns fatos, nos leva ao sofrimento.
É aí que entra o tal "Maktub".
É a resignação...a aceitação e a fé de que existe um sentido maior, algo que a gente simplesmente ignora.
Para tudo há uma razão e, enquanto ela não fica clara, naturalmente contestamos, questionamos. E, se ela for de encontro à nossa vontade então, aí pronto...natural que uma pessoa pense "por que eu? Por que não eu?".
Se, ao invés de perdermos tempo e energia nesse questionamento, nos concentrarmos em buscar uma razão positiva, um aprendizado, o consolo sempre baseado na certeza de que Deus jamais castiga, jamais quer nosso mal, a vida ganha um brilho de paz.
Nem sou tão religiosa assim, eu juro!
Porém, uma passagem da minha vida, que foi extremamente dolorida, faz muito, muito sentido hoje.
Eu encarei um câncer, e, na1quele momento, ao invés de lamentar, eu briguei. Lutei, acreditei, não desisti.
Mas...por que Deus daria a uma jovem de 29 anos um câncer tão agressivo? Ou, uma leucemia a uma criança????
Jamais questionei as razões...encontrei alívio e força na certeza de que aquilo, em algum momento da minha vida, faria sentido.
E FAZ!
O Câncer abriu meus olhos, salvou, literalmente a minha vida!
Juro q, se pudesse voltar no tempo, não mudaria absolutamente nada....então, "estava escrito", tinha que ser assim!!!!!!!!
Não é minha intenção convencer, ou explicar o significado dessa palavra a alguém e sim, discorrer sobre o que ela é para mim...e, foi por isso que decidi transformá - la em uma tatuagem!
Minha 4º...
Doeu menos do que eu imaginava, mas, eu sou bem tolerante à dor, então, não conta....
Com ela estampada em mim, lembrarei de ser mais paciente, de exercitar a minha fé diante de uma dificuldade. Não mais inquietarei minha alma, tentando entender aquilo que, por vezes não somos capazes de entender.....
Num sincretismo religioso com o Catolicismo, EU interpreto o Maktub como "seja feita a Vossa vontade"....
Que me traga muita força e muita sorte!
Porém, seu significado vai além. Ela representa um pensamento filosófico - religioso que eu, particularmente, me identifico demais.
Buscando pela web, é fácil encontrar uma interpretação equivocada de tal pensamento.
"Estava escrito" não remete à ideia de que nosso destino é imutável, e que não temos livre arbítrio. É ignorância dizer que Maktub remete a uma submissão do Homem a Deus.
Nenhum espírito chega a esse mundo aleatóriamente, jogado numa condição, num país, ou mesmo em uma família a esmo.
Há quem acredite (oi, eu!) que antes de ingressarmos na vida por aqui, escolhemos e aceitamos as lições e as tarefas pelas quais deveremos passar. É aí que entra o Maktub!!!!!
Numa analogia bem simplificada...quando uma criança é matriculada em uma escola, tem - se o intuito de formá-la, de ensinar - lhe um conteúdo pré estabelecido...porém, é ela e o mundo que a cerca, que irão definir como será essa jornada.
Assim sendo, nosso livre arbítrio é preservado. Somos nós que fazemos nossas escolhas, que trilhamos nossos caminhos.
Mas, por não sermos oniscientes, e nem tampouco pacientes, a não compreensão de alguns fatos, nos leva ao sofrimento.
É aí que entra o tal "Maktub".
É a resignação...a aceitação e a fé de que existe um sentido maior, algo que a gente simplesmente ignora.
Para tudo há uma razão e, enquanto ela não fica clara, naturalmente contestamos, questionamos. E, se ela for de encontro à nossa vontade então, aí pronto...natural que uma pessoa pense "por que eu? Por que não eu?".
Se, ao invés de perdermos tempo e energia nesse questionamento, nos concentrarmos em buscar uma razão positiva, um aprendizado, o consolo sempre baseado na certeza de que Deus jamais castiga, jamais quer nosso mal, a vida ganha um brilho de paz.
Nem sou tão religiosa assim, eu juro!
Porém, uma passagem da minha vida, que foi extremamente dolorida, faz muito, muito sentido hoje.
Eu encarei um câncer, e, na1quele momento, ao invés de lamentar, eu briguei. Lutei, acreditei, não desisti.
Mas...por que Deus daria a uma jovem de 29 anos um câncer tão agressivo? Ou, uma leucemia a uma criança????
Jamais questionei as razões...encontrei alívio e força na certeza de que aquilo, em algum momento da minha vida, faria sentido.
E FAZ!
O Câncer abriu meus olhos, salvou, literalmente a minha vida!
Juro q, se pudesse voltar no tempo, não mudaria absolutamente nada....então, "estava escrito", tinha que ser assim!!!!!!!!
Não é minha intenção convencer, ou explicar o significado dessa palavra a alguém e sim, discorrer sobre o que ela é para mim...e, foi por isso que decidi transformá - la em uma tatuagem!
Minha 4º...
Doeu menos do que eu imaginava, mas, eu sou bem tolerante à dor, então, não conta....
Com ela estampada em mim, lembrarei de ser mais paciente, de exercitar a minha fé diante de uma dificuldade. Não mais inquietarei minha alma, tentando entender aquilo que, por vezes não somos capazes de entender.....
Num sincretismo religioso com o Catolicismo, EU interpreto o Maktub como "seja feita a Vossa vontade"....
Que me traga muita força e muita sorte!
segunda-feira, 31 de agosto de 2009
8 Letras
segunda-feira, 31 de agosto de 2009
Ser feliz é algo extremamente relativo e pessoal. Há quem o seja apenas em seu universo particular, há quem seja a dois. Existe os que entendem que felicidade tem simplicidade suficiente pra existir em vários momentos pequenos do dia - a - dia.
Eu acredito na convivência.
Felizmente ou não, temos que lidar com gente! Não importa se gostamos, não importa se queremos, e, sequer se precisamos! O fato é que o mar de gente está aí, e por mais que se tente ignorar, cedo ou tarde você será obrigado a conviver.
Eu poderia dizer que o segredo de uma boa convivência está no bom senso, porém, o danado é tão relativo, mas tão relativo que não pode servir de regra pra coisa alguma.
Num tempo remoto, seja passado ou futuro talvez...Talvez haja uma espécie de "alinhamento", no qual o bom senso é calibrado e, aquilo que é absurdo pra um, também o será pra todos.
Enquanto esse tempo remoto não vira "hoje", eu creio piamente que o segredo para a boa convivência se resume em 8 letras: RESPEITO.
Não é à toa que tem o dobro de letras de "AMOR". Não é preciso amar pra respeitar...pelo contrário, não da sequer pra pensar em amor se não tiver respeito.
Uma convivência harmoniosa com todas as "gentes" com quem temos que lidar traz uma paz, um sossego que eu chamo de felicidade.
E é simples, cara...é respeito!
São 2, apenas DUAS regrinhas básicas. Não é incrível?
1 - SEMPRE que algo ultrapassar sua liberdade, te incomodar ou trouxer qualquer tipo de prejuízo (físico, moral, emocional ou financeiro), FALE. O outro não é obrigado a saber, porque afinal, cada um é um e, ele não tem a capacidade telepática pra ler o que você pensa. Não me venha com "mas isso é tão óbvio que não deveria ter que falar!". Cara, faz um esforço e abre a tua boca...primeiro porque bom senso anda descalibrado demais (daí que o seu ou o do outro podem estar bem fora daquilo considerado "padrão"), segundo porque o mundo do outro não deve girar ao seu redor e aí, vai que ele nem prestou atenção...acontece! Então, como o outro NÃO É OBRIGADO A SABER, FALE! E, o faça com o mínimo de clareza e delicadeza, que é pra ser entendido e justo.
2 - SEMPRE abra os ouvidos. Se todos seguirmos a regrinha número 1, bastará apenas ouvir com gentileza para então entrar num consenso. Se você não é obrigado a saber, o outro NÃO ESTÁ FALANDO PARA TE OFENDER OU AGREDIR...MUITO MENOS PARA SER CHATO. Ouça! Por mais idiota que a reclamação pareça a você, lembre - se de que somos diferentes e, você não tem capacidade telepática...quer dizer, se o outro diz "não gosto" é bem provável que o faça porque não gosta mesmo.
Ninguém quer ser o chato que fala 10 mil vezes que não quer ou não gosta de determinadas coisas...Assim como ninguém tem saco pra esperar o outro adivinhar onde foi que errou.
Siga as duas regrinhas...é tão fácil!!!!
E ó...eu sou muuuuito tranquila! Falo tão na boa, com tanta delicadeza que costumo não ser ouvida. Falo de novo, depois mais 2 ou 3 vezes.
Depois disso fecho a porta do meu limite e, se seu dedo estiver no batente, malsaê! VAI DOER!
Não é por mal, manja?
Se alguém conviver comigo e me achar ranzinza, é bom prestar atenção no que estou dizendo exatamente! Nas palavras mesmo...porque eu não reclamo a esmo. Não solto frases como se estivesse "pensando alto" não!
Eu me direciono à pessoa, olho em seus olhos e peço calmamente: não faça isso! Isso é ruim pra mim...não gosto disso...pare, por favor (obviamente a delicadeza vai diminuindo).
Enfim, evite o susto de um belo dia, me ouvir dizer com toda frieza do mundo: Eu não convivo mais com você...fui!
Até porque, respeito não é algo a se impor. Dizem por aí que se conquista...então, posso conquistar sua confiança, seu amor, sua cumplicidade, sua amizade, qualquer outra coisa de valor inestimável; Se eu não conquistar seu respeito...adiós amigo!
Resolvi escrever sobre isso porque muitas cenas à minha volta tem causado um furor apocalíptico. Sei lá, elas parecem o prenúncio de que o respeito está se mudando do planeta, pra viver em harmonia com o bom senso,numa comunidade autossustentável (afh...esse acordo ortográfico dói nos olhos!) bem longe de todos nós.
Se isso acontecer será o fim, então, estou fazendo minha parte!
Se eu te desrespeitar, é favor questionar!
E, caso eu diga que não gostei, não quero ou peça pra parar, não é cu doce...é favor ouvir!
Simples assim...
Grata...
Eu acredito na convivência.
Felizmente ou não, temos que lidar com gente! Não importa se gostamos, não importa se queremos, e, sequer se precisamos! O fato é que o mar de gente está aí, e por mais que se tente ignorar, cedo ou tarde você será obrigado a conviver.
Eu poderia dizer que o segredo de uma boa convivência está no bom senso, porém, o danado é tão relativo, mas tão relativo que não pode servir de regra pra coisa alguma.
Num tempo remoto, seja passado ou futuro talvez...Talvez haja uma espécie de "alinhamento", no qual o bom senso é calibrado e, aquilo que é absurdo pra um, também o será pra todos.
Enquanto esse tempo remoto não vira "hoje", eu creio piamente que o segredo para a boa convivência se resume em 8 letras: RESPEITO.
Não é à toa que tem o dobro de letras de "AMOR". Não é preciso amar pra respeitar...pelo contrário, não da sequer pra pensar em amor se não tiver respeito.
Uma convivência harmoniosa com todas as "gentes" com quem temos que lidar traz uma paz, um sossego que eu chamo de felicidade.
E é simples, cara...é respeito!
São 2, apenas DUAS regrinhas básicas. Não é incrível?
1 - SEMPRE que algo ultrapassar sua liberdade, te incomodar ou trouxer qualquer tipo de prejuízo (físico, moral, emocional ou financeiro), FALE. O outro não é obrigado a saber, porque afinal, cada um é um e, ele não tem a capacidade telepática pra ler o que você pensa. Não me venha com "mas isso é tão óbvio que não deveria ter que falar!". Cara, faz um esforço e abre a tua boca...primeiro porque bom senso anda descalibrado demais (daí que o seu ou o do outro podem estar bem fora daquilo considerado "padrão"), segundo porque o mundo do outro não deve girar ao seu redor e aí, vai que ele nem prestou atenção...acontece! Então, como o outro NÃO É OBRIGADO A SABER, FALE! E, o faça com o mínimo de clareza e delicadeza, que é pra ser entendido e justo.
2 - SEMPRE abra os ouvidos. Se todos seguirmos a regrinha número 1, bastará apenas ouvir com gentileza para então entrar num consenso. Se você não é obrigado a saber, o outro NÃO ESTÁ FALANDO PARA TE OFENDER OU AGREDIR...MUITO MENOS PARA SER CHATO. Ouça! Por mais idiota que a reclamação pareça a você, lembre - se de que somos diferentes e, você não tem capacidade telepática...quer dizer, se o outro diz "não gosto" é bem provável que o faça porque não gosta mesmo.
Ninguém quer ser o chato que fala 10 mil vezes que não quer ou não gosta de determinadas coisas...Assim como ninguém tem saco pra esperar o outro adivinhar onde foi que errou.
Siga as duas regrinhas...é tão fácil!!!!
E ó...eu sou muuuuito tranquila! Falo tão na boa, com tanta delicadeza que costumo não ser ouvida. Falo de novo, depois mais 2 ou 3 vezes.
Depois disso fecho a porta do meu limite e, se seu dedo estiver no batente, malsaê! VAI DOER!
Não é por mal, manja?
Se alguém conviver comigo e me achar ranzinza, é bom prestar atenção no que estou dizendo exatamente! Nas palavras mesmo...porque eu não reclamo a esmo. Não solto frases como se estivesse "pensando alto" não!
Eu me direciono à pessoa, olho em seus olhos e peço calmamente: não faça isso! Isso é ruim pra mim...não gosto disso...pare, por favor (obviamente a delicadeza vai diminuindo).
Enfim, evite o susto de um belo dia, me ouvir dizer com toda frieza do mundo: Eu não convivo mais com você...fui!
Até porque, respeito não é algo a se impor. Dizem por aí que se conquista...então, posso conquistar sua confiança, seu amor, sua cumplicidade, sua amizade, qualquer outra coisa de valor inestimável; Se eu não conquistar seu respeito...adiós amigo!
Resolvi escrever sobre isso porque muitas cenas à minha volta tem causado um furor apocalíptico. Sei lá, elas parecem o prenúncio de que o respeito está se mudando do planeta, pra viver em harmonia com o bom senso,numa comunidade autossustentável (afh...esse acordo ortográfico dói nos olhos!) bem longe de todos nós.
Se isso acontecer será o fim, então, estou fazendo minha parte!
Se eu te desrespeitar, é favor questionar!
E, caso eu diga que não gostei, não quero ou peça pra parar, não é cu doce...é favor ouvir!
Simples assim...
Grata...
Pensando em:
Eu comigo,
Fatos da vida real,
Filosofias da vida
quinta-feira, 13 de agosto de 2009
As Crianças
quinta-feira, 13 de agosto de 2009
Dia desses, minha "boadrasta" me surpreendeu com o seguinte comentário:
"Paula, estava aqui conversando com uma amiga minha... Achamos que você devia ficar grávida!"
Do outro lado do msn eu não sabia se gargalhava da piada, ou se dizia ao meu pai que sua esposa não estava batendo muito bem das ideias.
Ela insistiu: "Eu sei que você não é casada ainda, mas a gente quer um bebezinho na família. Todos ficariam felizes, e todo mundo ama o Thiago (o suposto candidato a pai, mais conhecido como o careca, meu mino)!".
A essa altura eu já achei que ela estava surtada e, resolvi perguntar coisas práticas do tipo: quem paga as fraldas? Vou me mudar com meu filho e o pai dele pra um quarto na sua casa?
E, demonstrando sanidade, ela disse: "Eu sei de tudo isso, mas é que seria muito legal! E já tá na hora!"
OBS: ela teve meu irmão aos 37 anos, portanto, segundo o timming dela, eu ainda tenho 6 pra poder ter uma casa, um marido e um salário digno de mãe de família. O mais próximo dessa condição que estou, é ter um namorado que possivelmente virará marido. Mas veja...possibilidade!
Enfim, aquele comentário non sense (tá, a mulherada de 30+ que namora e não tem filhos sabe que é tão comum ouvir esse tipo de coisa que faz parecer que a non sense sou eu por ter achado o comentário absurdo...) ficou na minha cabeça.
Naquela mesma noite saímos eu, namorado, boadrasta, pai e meu irmão pra devorar um japa em comemoração ao meu aniversário e ao dia dos pais.
Em meio à conversa divertida, fiquei observando meu irmão.
Ele tem 7 anos, é educado, doce, divertido e bem inteligente...mas...no way!
A cada guioza que ele erquia com o hashi, eu me afastava com medo de o bolinho virar uma bomba no potinho de shoyu. A voz alta e estridente, aquela agitação de moleque que tem formiga na cadeira.
É uma criança linda, saudável, e, reitero, educada! Mas no way.
Ficou de papo com o shushiman, fez amizade com os garçons, coisa de criança que simplesmente me irrita! Como assim? Não dá pra sentar a bunda na cadeira e, sei lá, desenhar no guardanapo? Te empresto meu celular! Nele dá pra desenhar, tirar foto, e tem joguinho também.
Mas não, claro que não...o esquema era ir desbravando os mistérios do lugar e, voltar à mesa, alucinado, gritando ora pra mim, ora pra mãe as novidades descobertas.
Já em casa pensei: não, isso não é pra mim! Não há criatura no mundo que mereça uma mãe megera e impaciente como eu!
No dia seguinte, prestei mais atenção na minha priminha de 6 anos que, por causa da gripe suína, ainda está de férias e, passa as tardes no escritório da minha tia, no andar de cima.
A avidez natural por atenção, a vontade de me imitar, questionar cada piscada que meus olhos dão é lindo, é fofo, mas atrapalha e também me irrita...fazer o quê?
Fui almoçar com a Helia, que trabalha comigo e, também é 30+ sem filhos.
Entre uma garfada e outra ela me pergunta: "Você se imagina tendo um filho?"
Mas que diabos, tô gorda, não tô grávida!
Não me imagino, por várias razões.
Citei as crianças, citei os impecílhos e, ela, solidária me diz: É, eu também não. É uma lacuna na minha vida, mas sinto que eu não quero!
Aí, eu me choquei...foi a primeira vez que fui obrigada a pensar se eu quero ou não, ponto, sem o "agora" na sequência.
Não dá, não consigo dizer que eu não quero ser mãe!
Então, comecei a pensar no processo...na gravidez em si.
** Isso foi antes de ler o comentário num outro post meu, feito pela minha querida amiga Ieda, gravidíssima lá em Portugal***
Um insight me fez entender porque só as mães são felizes! Me fez entender que paciência é essa que uma mãe consegue ter diante daquela infinidade de "por quês?".
Tudo começa na gravidez.
Se alguém acha que TPM é fácil de aturar porque só dura 5 dias, tente pensar em 37 a 40 SE-MA-NAS de TPM. E, não é qualquer TPM não!
Se as taxas hormonais são vertiginosas na gravidez, e a progesterona endoidece o ser, trata - se de uma TPM super power, com ganho real de peso, inchaço, unhas quebradas e cabelos frágeis de brinde. Tá a fim?
De quebra, o futuro papai é exposto full time à ira dessa mulher, que cresce à medida em que o Universo teima em dizer que ela está linda (e está, mas a coitada, entorpecida pelos hormônios vê extamente o oposto) e, que a fase é maravilhosa.
Para as mais "zen", que acham que será fácil, eu aviso: melhor não desdenhar, pois pode ser que você ainda leve 3 meses de muito enjôo e mal estar.
Já perto do fim, quando o pai parece anestesiado de tantos bofetões, batidas de porta e xingamentos, a mãe, que se dá por vencida e acredita que isso tudo deva valer à pena, senão as mulheres não teriam jamais o segundo filho, começa a se perguntar: Meu Deus, como isso vai sair de mim????
Se não fossem os ultrassons, a imagem 3D dos exames modernos, aquele pezinho, o coraçãozinho batendo numa frequência insana, o dedinho na boca, os chutes, com certeza não daria pra aguentar.
Pois bem, chega o bebê...
A mãe, em frangalhos, exausta e, ainda inchada (é uma sacanagem todo o peso ganho com a gravidez não sumir no momento do parto!) não pode descansar. Experimenta a magia da mamentação, sem quase sentir nada, tamanho o seu cansaço.
Aquele pai, que até agora só foi xingado, privado, tratado pior que o cachorro, ainda é obrigado a assistir aquele elo mágico entre mãe e bebê, do qual ele parece não fazer parte alguma. Entra na fila pra pegar o próprio filho nos braços! Resta a ele, fotografar....
O casal vai pra casa e pensa que poderá repetir "enfim sós!" como no casamento... Piada da Mãe Natureza! Aqueles pobres humanos passarão os próximos 4 meses acordando a cada 2 ou 3 horas (alguns muito sortudos conseguem intervalos de 5 ou 6 horas na madrugada a partir do 3º mês) ao som de berros esfomiados, cagados ou mijados.
Mas, o encanto dos traços daquela criaturinha, uns pequenos e míseros segundos de gracinha, de riso fazem com que 2 adultos (e o resto da família) virem patetas babões.
Aí vem a fase de engatinhar, dos dentinhos, da papinha.
Aquele nenezinho começa a passar perto de quinas de mesas, tomadas...dá um tapa de brincadeira no focinho do cachorro!!! Lá vão pai e mãe correndo atrás, simplesmente protegendo.
O encanto permanece nas gracinhas, no rostinho, no jeito que "puxou" de um ou de outro. Distraídos por todo esse encanto, não percebem o treinamento militar e desumano que passaram nos últimos 21 meses (9 da gravidez + o 1º ano do bebê).
Na festinha, sem perceberem recebem suas medalhas de honra ao mérito e, são condencorados com a patente de "super pais"....
Depois de passar por absolutamente tudo isso sem sequer lembrar das vezes em que reclamaram, não se incomodar com uma criança que não para quieta, ou que fala alto demais, ou que toca a flauta doce tudo errado...que desiste da apresentação que faria na escola de última hora, que pinta a parede porque a folha de papel acabou, que é simplesmente criança, saudável, carinhosa, esperta e espontânea me parece simples demais.
É, eu quero sim ter filhos!
Entendi que a gravidez é o treinamento natural pro primeiro aninho e, que a partir dali, as lições vem aos poucos; Que amar aquela criaturinha é a coisa mais simples do mundo!!!!
Acho que, jamais tive tanta certeza! EU QUERO SIM TER FILHOS!
Mas...continuo com o "NÃO AGORA", por motivos exclusivamente financeiros.
Enquanto junto um pouco de dinheiro, a ideia irá amadurecer, o tempo do relógio biológico irá chegar pra mim e para o futuro papai...
E, quando assim for, o "Não agora" vai virar um "talvez" que irá comemorar muito no dia em que puder dizer "estou grávida!".
Parabéns Ieda, Daniel, Bruno duplamente (pelo filho e sobrinho) e todos os meus amigos que estão na fase do treinamento militar!
Boa sorte e muita saúde!!!
PS: Sonhei com sapos essa noite! Os antigos árabes tinham os sapos como símbolo da fecundidade e gravidez.....
"Paula, estava aqui conversando com uma amiga minha... Achamos que você devia ficar grávida!"
Do outro lado do msn eu não sabia se gargalhava da piada, ou se dizia ao meu pai que sua esposa não estava batendo muito bem das ideias.
Ela insistiu: "Eu sei que você não é casada ainda, mas a gente quer um bebezinho na família. Todos ficariam felizes, e todo mundo ama o Thiago (o suposto candidato a pai, mais conhecido como o careca, meu mino)!".
A essa altura eu já achei que ela estava surtada e, resolvi perguntar coisas práticas do tipo: quem paga as fraldas? Vou me mudar com meu filho e o pai dele pra um quarto na sua casa?
E, demonstrando sanidade, ela disse: "Eu sei de tudo isso, mas é que seria muito legal! E já tá na hora!"
OBS: ela teve meu irmão aos 37 anos, portanto, segundo o timming dela, eu ainda tenho 6 pra poder ter uma casa, um marido e um salário digno de mãe de família. O mais próximo dessa condição que estou, é ter um namorado que possivelmente virará marido. Mas veja...possibilidade!
Enfim, aquele comentário non sense (tá, a mulherada de 30+ que namora e não tem filhos sabe que é tão comum ouvir esse tipo de coisa que faz parecer que a non sense sou eu por ter achado o comentário absurdo...) ficou na minha cabeça.
Naquela mesma noite saímos eu, namorado, boadrasta, pai e meu irmão pra devorar um japa em comemoração ao meu aniversário e ao dia dos pais.
Em meio à conversa divertida, fiquei observando meu irmão.
Ele tem 7 anos, é educado, doce, divertido e bem inteligente...mas...no way!
A cada guioza que ele erquia com o hashi, eu me afastava com medo de o bolinho virar uma bomba no potinho de shoyu. A voz alta e estridente, aquela agitação de moleque que tem formiga na cadeira.
É uma criança linda, saudável, e, reitero, educada! Mas no way.
Ficou de papo com o shushiman, fez amizade com os garçons, coisa de criança que simplesmente me irrita! Como assim? Não dá pra sentar a bunda na cadeira e, sei lá, desenhar no guardanapo? Te empresto meu celular! Nele dá pra desenhar, tirar foto, e tem joguinho também.
Mas não, claro que não...o esquema era ir desbravando os mistérios do lugar e, voltar à mesa, alucinado, gritando ora pra mim, ora pra mãe as novidades descobertas.
Já em casa pensei: não, isso não é pra mim! Não há criatura no mundo que mereça uma mãe megera e impaciente como eu!
No dia seguinte, prestei mais atenção na minha priminha de 6 anos que, por causa da gripe suína, ainda está de férias e, passa as tardes no escritório da minha tia, no andar de cima.
A avidez natural por atenção, a vontade de me imitar, questionar cada piscada que meus olhos dão é lindo, é fofo, mas atrapalha e também me irrita...fazer o quê?
Fui almoçar com a Helia, que trabalha comigo e, também é 30+ sem filhos.
Entre uma garfada e outra ela me pergunta: "Você se imagina tendo um filho?"
Mas que diabos, tô gorda, não tô grávida!
Não me imagino, por várias razões.
Citei as crianças, citei os impecílhos e, ela, solidária me diz: É, eu também não. É uma lacuna na minha vida, mas sinto que eu não quero!
Aí, eu me choquei...foi a primeira vez que fui obrigada a pensar se eu quero ou não, ponto, sem o "agora" na sequência.
Não dá, não consigo dizer que eu não quero ser mãe!
Então, comecei a pensar no processo...na gravidez em si.
** Isso foi antes de ler o comentário num outro post meu, feito pela minha querida amiga Ieda, gravidíssima lá em Portugal***
Um insight me fez entender porque só as mães são felizes! Me fez entender que paciência é essa que uma mãe consegue ter diante daquela infinidade de "por quês?".
Tudo começa na gravidez.
Se alguém acha que TPM é fácil de aturar porque só dura 5 dias, tente pensar em 37 a 40 SE-MA-NAS de TPM. E, não é qualquer TPM não!
Se as taxas hormonais são vertiginosas na gravidez, e a progesterona endoidece o ser, trata - se de uma TPM super power, com ganho real de peso, inchaço, unhas quebradas e cabelos frágeis de brinde. Tá a fim?
De quebra, o futuro papai é exposto full time à ira dessa mulher, que cresce à medida em que o Universo teima em dizer que ela está linda (e está, mas a coitada, entorpecida pelos hormônios vê extamente o oposto) e, que a fase é maravilhosa.
Para as mais "zen", que acham que será fácil, eu aviso: melhor não desdenhar, pois pode ser que você ainda leve 3 meses de muito enjôo e mal estar.
Já perto do fim, quando o pai parece anestesiado de tantos bofetões, batidas de porta e xingamentos, a mãe, que se dá por vencida e acredita que isso tudo deva valer à pena, senão as mulheres não teriam jamais o segundo filho, começa a se perguntar: Meu Deus, como isso vai sair de mim????
Se não fossem os ultrassons, a imagem 3D dos exames modernos, aquele pezinho, o coraçãozinho batendo numa frequência insana, o dedinho na boca, os chutes, com certeza não daria pra aguentar.
Pois bem, chega o bebê...
A mãe, em frangalhos, exausta e, ainda inchada (é uma sacanagem todo o peso ganho com a gravidez não sumir no momento do parto!) não pode descansar. Experimenta a magia da mamentação, sem quase sentir nada, tamanho o seu cansaço.
Aquele pai, que até agora só foi xingado, privado, tratado pior que o cachorro, ainda é obrigado a assistir aquele elo mágico entre mãe e bebê, do qual ele parece não fazer parte alguma. Entra na fila pra pegar o próprio filho nos braços! Resta a ele, fotografar....
O casal vai pra casa e pensa que poderá repetir "enfim sós!" como no casamento... Piada da Mãe Natureza! Aqueles pobres humanos passarão os próximos 4 meses acordando a cada 2 ou 3 horas (alguns muito sortudos conseguem intervalos de 5 ou 6 horas na madrugada a partir do 3º mês) ao som de berros esfomiados, cagados ou mijados.
Mas, o encanto dos traços daquela criaturinha, uns pequenos e míseros segundos de gracinha, de riso fazem com que 2 adultos (e o resto da família) virem patetas babões.
Aí vem a fase de engatinhar, dos dentinhos, da papinha.
Aquele nenezinho começa a passar perto de quinas de mesas, tomadas...dá um tapa de brincadeira no focinho do cachorro!!! Lá vão pai e mãe correndo atrás, simplesmente protegendo.
O encanto permanece nas gracinhas, no rostinho, no jeito que "puxou" de um ou de outro. Distraídos por todo esse encanto, não percebem o treinamento militar e desumano que passaram nos últimos 21 meses (9 da gravidez + o 1º ano do bebê).
Na festinha, sem perceberem recebem suas medalhas de honra ao mérito e, são condencorados com a patente de "super pais"....
Depois de passar por absolutamente tudo isso sem sequer lembrar das vezes em que reclamaram, não se incomodar com uma criança que não para quieta, ou que fala alto demais, ou que toca a flauta doce tudo errado...que desiste da apresentação que faria na escola de última hora, que pinta a parede porque a folha de papel acabou, que é simplesmente criança, saudável, carinhosa, esperta e espontânea me parece simples demais.
É, eu quero sim ter filhos!
Entendi que a gravidez é o treinamento natural pro primeiro aninho e, que a partir dali, as lições vem aos poucos; Que amar aquela criaturinha é a coisa mais simples do mundo!!!!
Acho que, jamais tive tanta certeza! EU QUERO SIM TER FILHOS!
Mas...continuo com o "NÃO AGORA", por motivos exclusivamente financeiros.
Enquanto junto um pouco de dinheiro, a ideia irá amadurecer, o tempo do relógio biológico irá chegar pra mim e para o futuro papai...
E, quando assim for, o "Não agora" vai virar um "talvez" que irá comemorar muito no dia em que puder dizer "estou grávida!".
Parabéns Ieda, Daniel, Bruno duplamente (pelo filho e sobrinho) e todos os meus amigos que estão na fase do treinamento militar!
Boa sorte e muita saúde!!!
PS: Sonhei com sapos essa noite! Os antigos árabes tinham os sapos como símbolo da fecundidade e gravidez.....
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Eu comigo,
Fatos da vida real,
Filosofias da vida,
Sonhos de Consumo
segunda-feira, 20 de julho de 2009
Curiosidade
segunda-feira, 20 de julho de 2009
Pessoas são curiosas...os animais mais inteligentes também!
É sabido que tal característica é a principal responsável pelas evoluções que a Humanidade conquistou em tantos ramos da Ciência e da Tecnologia.
Não fosse a vontade de saber porque a maçã caiu da árvore do pecado, Newton (valeu, anônimo...) não teria decoberto a gravidade (e, eu não teria problemas com o número que ela faz aparecer na minha balança)...assim como, a curiosidade é o combustível em várias outras histórias nessa linha "Eureka".
Seria incrível se a curiosidade das pessoas parasse por aí. Se não fosse além daquilo que acrescenta a si mesmo e/ou ao próximo.
Mas óooobvio, nem é assim! Basta o vizinho aparecer com um carrão zero pra ouvir - se especulação sobre a fonte do dinheiro.
Fulana aparece mau humorada no trabalho e, é porque obviamente brigou com seu macho no dia anterior.
E, qualquer misteriozinho envolvendo o cotidiano alheio, só faz aumentar a especulação, bem como a necessidade desesperada de desvendar o caso. Estão aí a mídia de fofoca e os realities pra provar.
Não, eu nem acho isso bonito, mas tá, é uma fraqueza, uma necessidade de se autoafirmar ao descobrir que o outro ser humano ali, famoso ou não, também tem "podres" que nem você. Tipo, necessário ter certeza de que o peido e o cocô da Gisele Bündchen são tão fedidos quanto os meus pra que eu acredite que, em algum lugar, dentro de mim reside uma über deusa...
Isso não é legal, mas, se não for em excesso, "tá" valendo, creio eu.
Porém, há uma faceta obscura dessa curiosidade que me embrulha o estômago. Quando essa necessidade desesperada de desvendar - se o segredo une - se à dor e a morbidade do ser humano.
Não concebo a ideia de nego diminuir a velocidade do carro pra ver acidente, manja? Não entendo vistita a túmulos de famosos, ou ao lugar em que essas pessoas morreram num acidente trágico.
Se você tem um parente, uma pessoa querida e, é a memória dela que você visita, tudo bem - embora eu prefira visitar lugares onde fomos felizes ao invés do túmulo ou lugares onde ela morreu, mas aí, my choice né? - mas eu juro que não compreendo nego chorar morte de defunto que nem conhece.
Há 2 anos rolou aquele famoso acidente da Tam em Congonhas e, no aniversário do mesmo, parentes das vítimas colam cartazes com fotos e etc no tapume que circunda a área (por sinal já era pra ser uma praça, não era não, Prefeitura?)prestando assim uma homenagem a seus entes queridos.
A grande maioria dos corpos foi encontrada e, devidamente enterrada....sei lá, porque raios voar de Porto Alegre até São Paulo pra colar uma foto de um filho que se foi? Até aí, tudo bem, cada um lida com a dor (que deve ser excomunal, verdade!) do jeito que bem entender...super respeito.
Lamento pelas perdas e, obviamente acho tudo isso deveras triste, mas fico emputecida com a curiosidade das pessoas.
No sábado, demorei longos 40 (sim, quarenta!)minutos pra conseguir passar em frente ao local do acidente.
Não estava rolando uma manifestação, não tinha acontecido nada de mais...eram apenas transeuntes curiosos que queriam ler as homenagens póstumas às vítimas, olhar seus rostos impressos em cartazes colados no tal tapume.
Não tinha o menor trânsito imediatamente após o local. Os 40 minutos eram pra que as pessoas pudessem LER as frases, os textos e todo o material ali colado!
Porra...não é insensibilidade não...juro...
Não tinha ninguém famoso, nenhum grande líder espiritual ali naquele voo. Não há uma justificativa diferente de uma curiosidade mórbida para que aquelas pessoas "velassem" as almas desconhecidas das vítimas.
Isso não é absurdo não????
Pior de tudo...é super comum!!!!!
Eu, por exemplo, assumo ter certa curiosidade sobre o vizinho e tal, mas essa parte mórbida não faz parte do meu ser não!
Odeio ver acidente, saber de crueldade com pessoas, animais e etc.
O que pode acrescentar na vida de uma pessoa, saber que rosto tem as pessoas que infelizmente ocupavam os assentos desse avião????
Eu hein....
É sabido que tal característica é a principal responsável pelas evoluções que a Humanidade conquistou em tantos ramos da Ciência e da Tecnologia.
Não fosse a vontade de saber porque a maçã caiu da árvore do pecado, Newton (valeu, anônimo...) não teria decoberto a gravidade (e, eu não teria problemas com o número que ela faz aparecer na minha balança)...assim como, a curiosidade é o combustível em várias outras histórias nessa linha "Eureka".
Seria incrível se a curiosidade das pessoas parasse por aí. Se não fosse além daquilo que acrescenta a si mesmo e/ou ao próximo.
Mas óooobvio, nem é assim! Basta o vizinho aparecer com um carrão zero pra ouvir - se especulação sobre a fonte do dinheiro.
Fulana aparece mau humorada no trabalho e, é porque obviamente brigou com seu macho no dia anterior.
E, qualquer misteriozinho envolvendo o cotidiano alheio, só faz aumentar a especulação, bem como a necessidade desesperada de desvendar o caso. Estão aí a mídia de fofoca e os realities pra provar.
Não, eu nem acho isso bonito, mas tá, é uma fraqueza, uma necessidade de se autoafirmar ao descobrir que o outro ser humano ali, famoso ou não, também tem "podres" que nem você. Tipo, necessário ter certeza de que o peido e o cocô da Gisele Bündchen são tão fedidos quanto os meus pra que eu acredite que, em algum lugar, dentro de mim reside uma über deusa...
Isso não é legal, mas, se não for em excesso, "tá" valendo, creio eu.
Porém, há uma faceta obscura dessa curiosidade que me embrulha o estômago. Quando essa necessidade desesperada de desvendar - se o segredo une - se à dor e a morbidade do ser humano.
Não concebo a ideia de nego diminuir a velocidade do carro pra ver acidente, manja? Não entendo vistita a túmulos de famosos, ou ao lugar em que essas pessoas morreram num acidente trágico.
Se você tem um parente, uma pessoa querida e, é a memória dela que você visita, tudo bem - embora eu prefira visitar lugares onde fomos felizes ao invés do túmulo ou lugares onde ela morreu, mas aí, my choice né? - mas eu juro que não compreendo nego chorar morte de defunto que nem conhece.
Há 2 anos rolou aquele famoso acidente da Tam em Congonhas e, no aniversário do mesmo, parentes das vítimas colam cartazes com fotos e etc no tapume que circunda a área (por sinal já era pra ser uma praça, não era não, Prefeitura?)prestando assim uma homenagem a seus entes queridos.
A grande maioria dos corpos foi encontrada e, devidamente enterrada....sei lá, porque raios voar de Porto Alegre até São Paulo pra colar uma foto de um filho que se foi? Até aí, tudo bem, cada um lida com a dor (que deve ser excomunal, verdade!) do jeito que bem entender...super respeito.
Lamento pelas perdas e, obviamente acho tudo isso deveras triste, mas fico emputecida com a curiosidade das pessoas.
No sábado, demorei longos 40 (sim, quarenta!)minutos pra conseguir passar em frente ao local do acidente.
Não estava rolando uma manifestação, não tinha acontecido nada de mais...eram apenas transeuntes curiosos que queriam ler as homenagens póstumas às vítimas, olhar seus rostos impressos em cartazes colados no tal tapume.
Não tinha o menor trânsito imediatamente após o local. Os 40 minutos eram pra que as pessoas pudessem LER as frases, os textos e todo o material ali colado!
Porra...não é insensibilidade não...juro...
Não tinha ninguém famoso, nenhum grande líder espiritual ali naquele voo. Não há uma justificativa diferente de uma curiosidade mórbida para que aquelas pessoas "velassem" as almas desconhecidas das vítimas.
Isso não é absurdo não????
Pior de tudo...é super comum!!!!!
Eu, por exemplo, assumo ter certa curiosidade sobre o vizinho e tal, mas essa parte mórbida não faz parte do meu ser não!
Odeio ver acidente, saber de crueldade com pessoas, animais e etc.
O que pode acrescentar na vida de uma pessoa, saber que rosto tem as pessoas que infelizmente ocupavam os assentos desse avião????
Eu hein....
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quinta-feira, 16 de julho de 2009
Quem você quer ser?
quinta-feira, 16 de julho de 2009
O cara que todo mundo chama de idiota e que está em paz com sua consciência, ou o cara que é idiota de verdade e não enxerga por causa do orgulho que o cega?
Muitas situações tem me mostrado essa pergunta nesses últimos dias e, a cada vez que ela piscava na minha consciência, eu sorria e a raiva ía logo embora.
Hoje, numa conversa com uma amiga me vi dando conselhos, dizendo palavras doces que nem eu mesma tenho tido a sabedoria de aplicar.
No trajeto pra casa, cada pedaço dessa conversa fazia ainda mais sentido.
Quantas não são as vezes em que, diante de uma situação, inflamados pela cólera não pensamos "Esse cara só pode estar me fazendo de idiota!", ou "Você acha que eu sou idiota?"?
Dominados pela emoção da raiva, a ofensa que fere o ego, só somos capazes de pensar numa forma de mostrar ao infeliz que não, não somos idiotas..."você vai ver só com quem está mexendo!".
Sonora gargalhada...
Hoje percebi que eu realmente estava vestindo uma fantasia boba que não me serve.
Num momento uma pessoa mal educada, que não sabe argumentar me alfineta, me xinga, e perde a compostura...Raiva, ódio mortal...sonora gargalhada! Só depois entendi que, nem sempre a verdade agrada os ouvidos das pessoas. Ainda que possa ser o melhor pra nós, a verdade que nos contraria, incomoda.
Num ímpeto de raiva, rebusquei o meu melhor Português e redigi uma resposta altiva, arrogante e, que decerto destruiria aquela pessoa...mas, apaguei.
Apaguei porque a razão e a lucidez simplesmente disseram: deixa, se tal pessoa quer ir pelo caminho que você já sabe ser o errado, deixe que ela mesma descubra o que você descobriu andando por ali.
Se a tal dona fulana do post passado,por exemplo, sentiu - se tão lesada...deixa! Não cometerei novos erros apenas para agredí-la e revidar esse tipo de violência silenciosa tão comum nas relações interpessoais.
Desde criança fui aquela boba, a idiota que vez ou outra ouvia xingamentos, que era alvo de chacotas exatamente daquelas outras crianças que queriam ser quem eu sou.
Extendi minhas mãos a quem eu amei e quis mesmo ajudar. Em troca, a traição, maledicência e a perda de alguns amigos. O que eu fiz? Nada...deixei o tempo passar.
Sem a mesma emoção de antes, pude entender que perdi alguém que traía, que me maldizia, que não amava o próximo...e, essa pessoa, perdeu alguém que a amava, e simplesmente lhe queria bem. Quem perdeu mais? Quem é, de fato idiota?
Fazer para o outro aquilo que não faria a si mesmo e achar que esse é o certo...Quanto equívoco há nessa sentença?
Nessa atual fase da minha vida, percebi que, ao meu redor algumas pessoas são de fato ignorantes (no sentido de ignorarem coisas simples como delicadeza, gentileza, humildade, sinceridade, caridade) e, quão diferente delas seria eu, se devolvesse a violência que me dedicam?
A elas, meu amor, minha bandeira branca e compreensão...Compreendo que agem em acordo com aquilo que lhes foi ensinado.
Eu aprendi a amar...a ser gentil,a ouvir, a não julgar, também a aceitar que erramos, até porque não é sempre que ponho em prática meu aprendizado (pra dizer a verdade, praticar é infinitamente mais difícil que aprender), sendo obrigada a pedir que as pessoas me desculpem por isso.
E daí que o mundo ache que sou idiota por não comprar briga, por não revidar ofensas ou qualquer tipo de violência?
Importa, de fato, que eu me sinto sábia, pois ainda que eu revidasse, nenhum prêmio ganharia. Importa que eu durmo em paz pois acredito na simples teoria da causa e consequência.
Se você faz mal a mim e, por não receber qualquer tipo de réplica, me considera idiota, ok, não há problemas.
Se me ofende, esperando minha atenção em forma de ofensas...lamento, não sou assim.
Um dia, eu, você, todos nós, entenderemos o verdadeiro significado dessas histórias!
Enquanto isso, me deleito com as tantas outras pessoas deliciosamente interessantes que me rodeiam...
Muitas situações tem me mostrado essa pergunta nesses últimos dias e, a cada vez que ela piscava na minha consciência, eu sorria e a raiva ía logo embora.
Hoje, numa conversa com uma amiga me vi dando conselhos, dizendo palavras doces que nem eu mesma tenho tido a sabedoria de aplicar.
No trajeto pra casa, cada pedaço dessa conversa fazia ainda mais sentido.
Quantas não são as vezes em que, diante de uma situação, inflamados pela cólera não pensamos "Esse cara só pode estar me fazendo de idiota!", ou "Você acha que eu sou idiota?"?
Dominados pela emoção da raiva, a ofensa que fere o ego, só somos capazes de pensar numa forma de mostrar ao infeliz que não, não somos idiotas..."você vai ver só com quem está mexendo!".
Sonora gargalhada...
Hoje percebi que eu realmente estava vestindo uma fantasia boba que não me serve.
Num momento uma pessoa mal educada, que não sabe argumentar me alfineta, me xinga, e perde a compostura...Raiva, ódio mortal...sonora gargalhada! Só depois entendi que, nem sempre a verdade agrada os ouvidos das pessoas. Ainda que possa ser o melhor pra nós, a verdade que nos contraria, incomoda.
Num ímpeto de raiva, rebusquei o meu melhor Português e redigi uma resposta altiva, arrogante e, que decerto destruiria aquela pessoa...mas, apaguei.
Apaguei porque a razão e a lucidez simplesmente disseram: deixa, se tal pessoa quer ir pelo caminho que você já sabe ser o errado, deixe que ela mesma descubra o que você descobriu andando por ali.
Se a tal dona fulana do post passado,por exemplo, sentiu - se tão lesada...deixa! Não cometerei novos erros apenas para agredí-la e revidar esse tipo de violência silenciosa tão comum nas relações interpessoais.
Desde criança fui aquela boba, a idiota que vez ou outra ouvia xingamentos, que era alvo de chacotas exatamente daquelas outras crianças que queriam ser quem eu sou.
Extendi minhas mãos a quem eu amei e quis mesmo ajudar. Em troca, a traição, maledicência e a perda de alguns amigos. O que eu fiz? Nada...deixei o tempo passar.
Sem a mesma emoção de antes, pude entender que perdi alguém que traía, que me maldizia, que não amava o próximo...e, essa pessoa, perdeu alguém que a amava, e simplesmente lhe queria bem. Quem perdeu mais? Quem é, de fato idiota?
Fazer para o outro aquilo que não faria a si mesmo e achar que esse é o certo...Quanto equívoco há nessa sentença?
Nessa atual fase da minha vida, percebi que, ao meu redor algumas pessoas são de fato ignorantes (no sentido de ignorarem coisas simples como delicadeza, gentileza, humildade, sinceridade, caridade) e, quão diferente delas seria eu, se devolvesse a violência que me dedicam?
A elas, meu amor, minha bandeira branca e compreensão...Compreendo que agem em acordo com aquilo que lhes foi ensinado.
Eu aprendi a amar...a ser gentil,a ouvir, a não julgar, também a aceitar que erramos, até porque não é sempre que ponho em prática meu aprendizado (pra dizer a verdade, praticar é infinitamente mais difícil que aprender), sendo obrigada a pedir que as pessoas me desculpem por isso.
E daí que o mundo ache que sou idiota por não comprar briga, por não revidar ofensas ou qualquer tipo de violência?
Importa, de fato, que eu me sinto sábia, pois ainda que eu revidasse, nenhum prêmio ganharia. Importa que eu durmo em paz pois acredito na simples teoria da causa e consequência.
Se você faz mal a mim e, por não receber qualquer tipo de réplica, me considera idiota, ok, não há problemas.
Se me ofende, esperando minha atenção em forma de ofensas...lamento, não sou assim.
Um dia, eu, você, todos nós, entenderemos o verdadeiro significado dessas histórias!
Enquanto isso, me deleito com as tantas outras pessoas deliciosamente interessantes que me rodeiam...
terça-feira, 14 de julho de 2009
Vou procurar meus direitos!
terça-feira, 14 de julho de 2009
Então vá!
E, no caminho, vá tb a puta que te pariu....ufa, desestressei.
Os poucos que passam sempre por aqui sabem que é difícil me fazer perder a classe, e entrar numa briga, só que, o que essas mesmas pessoas ainda não presenciaram é o fato de que, quando entro, nem Jesus Cristo me tira.
Escrevi aqui o quanto estava incomodada com a situação de ter que dispensar um funcionário. Odeio dar notícia ruim!
Mas, acima de tudo isso, se tem coisa que acho cafona é hierarquia, e relação patrão - empregado. Nesse ponto sou super Comunista mesmo.
Acredito que empresas são como máquinas e, cada uma das pecinhas tem sua função e importância. Creio na interdependência de todas elas.
Exatamente por isso, me sinto constrangida em explicar a um colega, a um igual que a empresa passa por dificuldades financeiras e, em breve, essa pessoa tb deverá passar pois acaba de perder seu ganha - pão.
É uma das minhas funções, e, só a aceito porque, graças a Deus é raríssimo (tanto que era ainda inédito em 5 anos) me deparar com ela.
Beleza...só que meu constrangimento acaba no exato momento em que uma pessoa ultrapassa o limite do bom senso.
Se vc age como peça única, e da valor único para a empresa, terá meu reconhecimento sempre, porém, se resolve agir como empregado, só me resta agir como patrão.
Trabalhar comigo é mamata!
Fico até mais tarde com todo mundo, libero internet e telefone pra uso pessoal, disponibilizo infra de cozinha, organizo várias festinhas gostosas, emendo feriado sem descontar ou repor depois, não cobro horário de chegada e nem de almoço (e, por isso a galera nem se importa de ficar meia horinha a mais pra terminar o que foi designado), deixo ir visitar a tia no Hospital sem pedir atestado, não desconto nada de férias, 13º e afins por preguiça de calcular.
Trouxa, alguns me rotulariam, mas eu particularmente não penso assim. Aqui as pessoas trabalham felizes, sem medo, sem pressão desnecessária e, principalmente, sem picuinha ou fofoca.
Pecinha feliz rende mais pra máquina e, todo mundo fica feliz junto.
Seguindo essa vibe, ofereci à senhorinha demitida, que continuasse fazendo faxina pelo menos 2 vezes na semana até que ela encontrasse novo emprego, ou que a empresa pudesse readmití-la.
Isso seria basicamente normal, não fosse o balão que ela deu na gente uma vez (desapareceu por uma semana, não ligou, não atendeu telefone - e nem tinha como, ela havia passado o número errado - não pediu a ninguém pra ligar para nós e nem celular atendeu. Deu as caras numa terça - feira, com um atestadinho mequetrefe de comparecimento, e disse que faltou porque teve problema na coluna. Avisar, considerar a ideia de que todos ficamos preocupados enquanto ela repousava vendo sessão da tarde no sofá é algo que, definitivamente agrava o problema da coluna né?), ou seriam 2 (acabo de lembrar de mais umas 3 faltas não consecutivas do mesmo naipe. Nenhuma delas foi descontada do salário)? Enfim, seria normal se houvesse consideração e se ela estivesse cumprindo sua tarefa com esmero. Sei lá, teia de aranha não orna com limpeza, orna?
Baseada na frequente acusação de intolerância e impaciência, procuro, na maioria das vezes dar uma segunda chance.
Beleza.
Hoje terminou o aviso prévio da fofucha. Ela veio? NÃAAAO!
Foi a única falta do mês? NÃAAAAO!
Eu ía descontar? NÃAAAO!
Mas extrapolou "fia" (se eu chamo alguém de "fia" é porque a coisa está mais feia do que o próprio termo!).
Como eu disse, aqui é uma micro-sociedade igualitária, e, assim sendo, qualquer peça tem o direito de se sentir lesada quando alguém descumpre com sua função e, principalmente com a vibe "all together we can".
Fiquei sabendo que ontem, enquanto eu estava em reunião, fui ameaçada.
Numa conversa com outra funcionária (que, pra ficar claro, não puxa o meu saco e sim, se sente no direito de achar que determinadas atitudes prejudicam o grupo. Como a função de decaptação é minha, esta pessoa entregou o B.O. a mim) a dona fulana quis especular sobre o valor total a receber. A funcionária apenas se resumiu a responder que a função dos cálculos não é dela.
Não contente, dona fulana perguntou se a funcionária achava que suas faltas seriam descontadas. A funcionária estava puta da vida, e respondeu simplesmente que não era a política da empresa, mas que a Lei diz que faltas não justificadas oficialmente podem e devem ser descontadas.
Puts, aí dona fulana fechou a cara, foi pro cantinho chorar e, depois voltou cheia da razão: "E você sabia que a empresa tem que pagar em até 10 dias?" (Sabia, mas não precisava saber, pois como disse, a pessoa responsável por essa função é essa que vos escreve e, não a pobre coitada que ouviu todo o piti); "E, se eu quiser, eu acabo com essa empresa e, é uma puta sacanagem descontar, etc, etc, etc".
Bem...orientei a funcionária a não se preocupar, que o problema seria resolvido como deveria; Pedi desculpas pela inconveniência da dona fulana e, lamentei pois teria que vestir a fantasia de "patroa" que eu DETESTO.
Bom, de novo...não descontei nenhuma falta da dona fulana, mas faço questão de enumerar uma a uma para ela;
Faço questão absoluta de ser honesta e explicar - lhe, inclusive ilustrativamente, que não mais precisaremos de seus serviços, pois limpeza significa não proporcionar condições que predisponham formação de teias de aranhas;
Para finalizar, explicarei como procurar seus direitos, e, um pouco mais sobre a lei trabalhista, carga horária, INSS, pausa pros cigarros, entre outras coisas que ela deve ignorar.
Se ainda assim ela quiser entrar com um processo, vá em frente!
Processo trabalhista é sempre causa perdida para as empresas, PORÉM, como nunca descontei absolutamente nada daquilo que era meu direito descontar e, como cumpri todos os meus deveres com ela (não cumpri com o Governo, mas com ela cumpri tudinho), seria, no mínimo curioso ver o resultado de um processo no qual ela ganha a causa, mas, o valor que tem que pagar ao governo e as deduções fariam bons reais sumirem de sua conta bancária.
Já falei que ela não veio hoje? Seu último dia??????????????
Adoro...rs....Sabe o quanto me enche de um prazer sarcástico a ideia de poder enrolar pra pagá-la sob pretexto de recalcular junto à contabilidade, mesmo sem que haja essa necessidade.
Sério, eu ODEIO brigar, odeio ficar brava, mas AMO quando eu fico, dá pra entender? Me divirto demais com as mil ideias diabólicas de tortura que cruzam minha cabeça.
Infernizar a vida da pessoa muito mais do que ela tenha feito por merecer torna - se o objetivo.
O problema é que rola uma ressaca moral, então, dou uma censurada e, uso muito a minha razão. Espiritualidade my ass nessa hora!
Se der pra eu causar o inferno sem que eu sofra consequências financeiras e/ou jurídicas, tô dentro feliz da vida.
Como eu disse....difícílimo me vender uma briga, mas, de eu comprar, aí melhor sair de perto porque as cenas a seguir costumam a ser feias.
Dona fulana, a senhora está a um mísero passo de me convencer que vale à pena dificultar sua vida.
Te aconselho, pense bem....
E, no caminho, vá tb a puta que te pariu....ufa, desestressei.
Os poucos que passam sempre por aqui sabem que é difícil me fazer perder a classe, e entrar numa briga, só que, o que essas mesmas pessoas ainda não presenciaram é o fato de que, quando entro, nem Jesus Cristo me tira.
Escrevi aqui o quanto estava incomodada com a situação de ter que dispensar um funcionário. Odeio dar notícia ruim!
Mas, acima de tudo isso, se tem coisa que acho cafona é hierarquia, e relação patrão - empregado. Nesse ponto sou super Comunista mesmo.
Acredito que empresas são como máquinas e, cada uma das pecinhas tem sua função e importância. Creio na interdependência de todas elas.
Exatamente por isso, me sinto constrangida em explicar a um colega, a um igual que a empresa passa por dificuldades financeiras e, em breve, essa pessoa tb deverá passar pois acaba de perder seu ganha - pão.
É uma das minhas funções, e, só a aceito porque, graças a Deus é raríssimo (tanto que era ainda inédito em 5 anos) me deparar com ela.
Beleza...só que meu constrangimento acaba no exato momento em que uma pessoa ultrapassa o limite do bom senso.
Se vc age como peça única, e da valor único para a empresa, terá meu reconhecimento sempre, porém, se resolve agir como empregado, só me resta agir como patrão.
Trabalhar comigo é mamata!
Fico até mais tarde com todo mundo, libero internet e telefone pra uso pessoal, disponibilizo infra de cozinha, organizo várias festinhas gostosas, emendo feriado sem descontar ou repor depois, não cobro horário de chegada e nem de almoço (e, por isso a galera nem se importa de ficar meia horinha a mais pra terminar o que foi designado), deixo ir visitar a tia no Hospital sem pedir atestado, não desconto nada de férias, 13º e afins por preguiça de calcular.
Trouxa, alguns me rotulariam, mas eu particularmente não penso assim. Aqui as pessoas trabalham felizes, sem medo, sem pressão desnecessária e, principalmente, sem picuinha ou fofoca.
Pecinha feliz rende mais pra máquina e, todo mundo fica feliz junto.
Seguindo essa vibe, ofereci à senhorinha demitida, que continuasse fazendo faxina pelo menos 2 vezes na semana até que ela encontrasse novo emprego, ou que a empresa pudesse readmití-la.
Isso seria basicamente normal, não fosse o balão que ela deu na gente uma vez (desapareceu por uma semana, não ligou, não atendeu telefone - e nem tinha como, ela havia passado o número errado - não pediu a ninguém pra ligar para nós e nem celular atendeu. Deu as caras numa terça - feira, com um atestadinho mequetrefe de comparecimento, e disse que faltou porque teve problema na coluna. Avisar, considerar a ideia de que todos ficamos preocupados enquanto ela repousava vendo sessão da tarde no sofá é algo que, definitivamente agrava o problema da coluna né?), ou seriam 2 (acabo de lembrar de mais umas 3 faltas não consecutivas do mesmo naipe. Nenhuma delas foi descontada do salário)? Enfim, seria normal se houvesse consideração e se ela estivesse cumprindo sua tarefa com esmero. Sei lá, teia de aranha não orna com limpeza, orna?
Baseada na frequente acusação de intolerância e impaciência, procuro, na maioria das vezes dar uma segunda chance.
Beleza.
Hoje terminou o aviso prévio da fofucha. Ela veio? NÃAAAO!
Foi a única falta do mês? NÃAAAAO!
Eu ía descontar? NÃAAAO!
Mas extrapolou "fia" (se eu chamo alguém de "fia" é porque a coisa está mais feia do que o próprio termo!).
Como eu disse, aqui é uma micro-sociedade igualitária, e, assim sendo, qualquer peça tem o direito de se sentir lesada quando alguém descumpre com sua função e, principalmente com a vibe "all together we can".
Fiquei sabendo que ontem, enquanto eu estava em reunião, fui ameaçada.
Numa conversa com outra funcionária (que, pra ficar claro, não puxa o meu saco e sim, se sente no direito de achar que determinadas atitudes prejudicam o grupo. Como a função de decaptação é minha, esta pessoa entregou o B.O. a mim) a dona fulana quis especular sobre o valor total a receber. A funcionária apenas se resumiu a responder que a função dos cálculos não é dela.
Não contente, dona fulana perguntou se a funcionária achava que suas faltas seriam descontadas. A funcionária estava puta da vida, e respondeu simplesmente que não era a política da empresa, mas que a Lei diz que faltas não justificadas oficialmente podem e devem ser descontadas.
Puts, aí dona fulana fechou a cara, foi pro cantinho chorar e, depois voltou cheia da razão: "E você sabia que a empresa tem que pagar em até 10 dias?" (Sabia, mas não precisava saber, pois como disse, a pessoa responsável por essa função é essa que vos escreve e, não a pobre coitada que ouviu todo o piti); "E, se eu quiser, eu acabo com essa empresa e, é uma puta sacanagem descontar, etc, etc, etc".
Bem...orientei a funcionária a não se preocupar, que o problema seria resolvido como deveria; Pedi desculpas pela inconveniência da dona fulana e, lamentei pois teria que vestir a fantasia de "patroa" que eu DETESTO.
Bom, de novo...não descontei nenhuma falta da dona fulana, mas faço questão de enumerar uma a uma para ela;
Faço questão absoluta de ser honesta e explicar - lhe, inclusive ilustrativamente, que não mais precisaremos de seus serviços, pois limpeza significa não proporcionar condições que predisponham formação de teias de aranhas;
Para finalizar, explicarei como procurar seus direitos, e, um pouco mais sobre a lei trabalhista, carga horária, INSS, pausa pros cigarros, entre outras coisas que ela deve ignorar.
Se ainda assim ela quiser entrar com um processo, vá em frente!
Processo trabalhista é sempre causa perdida para as empresas, PORÉM, como nunca descontei absolutamente nada daquilo que era meu direito descontar e, como cumpri todos os meus deveres com ela (não cumpri com o Governo, mas com ela cumpri tudinho), seria, no mínimo curioso ver o resultado de um processo no qual ela ganha a causa, mas, o valor que tem que pagar ao governo e as deduções fariam bons reais sumirem de sua conta bancária.
Já falei que ela não veio hoje? Seu último dia??????????????
Adoro...rs....Sabe o quanto me enche de um prazer sarcástico a ideia de poder enrolar pra pagá-la sob pretexto de recalcular junto à contabilidade, mesmo sem que haja essa necessidade.
Sério, eu ODEIO brigar, odeio ficar brava, mas AMO quando eu fico, dá pra entender? Me divirto demais com as mil ideias diabólicas de tortura que cruzam minha cabeça.
Infernizar a vida da pessoa muito mais do que ela tenha feito por merecer torna - se o objetivo.
O problema é que rola uma ressaca moral, então, dou uma censurada e, uso muito a minha razão. Espiritualidade my ass nessa hora!
Se der pra eu causar o inferno sem que eu sofra consequências financeiras e/ou jurídicas, tô dentro feliz da vida.
Como eu disse....difícílimo me vender uma briga, mas, de eu comprar, aí melhor sair de perto porque as cenas a seguir costumam a ser feias.
Dona fulana, a senhora está a um mísero passo de me convencer que vale à pena dificultar sua vida.
Te aconselho, pense bem....
Pensando em:
Contos da minha vida,
Eu comigo,
Filosofias da vida,
Momentos de revolta
terça-feira, 16 de junho de 2009
Te dedico, Fernandinho
terça-feira, 16 de junho de 2009
Fernando é um grandessíssimo amigo, um cara muito querido!
Há um tempão ri sarcasticamente comigo da crise que afeta minha vidinha financeira. Ouve minhas lamúrias, me faz dar risada, fala muita merda e, com isso acaba me fazendo prestar mais atenção na vida dele do que na minha.
De uma certa forma, isso é excelente, porque dá uma diversificada no stress.
Na quarta à noite, véspera do feriado, tínhamos combinado de ver o jogo da Seleção juntos, mas não rolou (recorde absoluto de congestionamentos em São Paulo).
Só pude conversar com ele ontem e, lá pela meia noite, quando recebi um SMS dele perdi o sono.
Rezei em agradecimento à minha crise e, fiz um filminho na cabeça:
Isso sim é se foder:
Perder a casa, o emprego e a mulher no mesmo fim - de - semana!
Perdeu a esposa: Terminar um casamento é mesmo dolorido. Lidar com a sensação de "não deu certo!" é péssimo, mas...no caso dele é motivo de comemoração, me perdoem...mas, É uma conquista positiva!
Perdeu a casa: a casa nem era dele....mudou - se pra praia, numa casa muito maior e mais legal (tá, o disjuntor queimou, teve que ir no quadro de luz, do lado de fora, pelado, no frio pra trocar; a casa é dos pais e, mamãe não é bem aquele estereótipo de mamãe que vemos por aí, mas ainda assim, é muito melhor do que morar com a esposinha boçal no apartamento minúsculo pertencente ao sogro né?);
Perdeu o emprego: bem, ao longo dos tempos deu pra juntar uma graninha e, como se livrou da coisinha (leia - se: não é mais responsável pelas contas DA ESPOSA), ganhou liberdade pra fazer o que bem entender, profissionalmente falando (ok, o fretado o esqueceu no ponto e, por causa do atraso a perda do emprego foi catalisada. Ok também o fato de secar a fonte de renda por tempo indeterminado um pouco antes de se adaptar às outras perdas já citadas....Acontece, gente).
Lá pras 2h da manhã, quando finalmente compreendi que vc havia se livrado de tudo aquilo que vc reclamava e que dizia te incomodar, sorri e dormi, afinal, percebi que vc, então conquistou sua LIBERDADE!
PARABÉNS MEU AMIGO....
"We must die before rebirth" (Fernando S.C.)
Te dedico, querido....
Há um tempão ri sarcasticamente comigo da crise que afeta minha vidinha financeira. Ouve minhas lamúrias, me faz dar risada, fala muita merda e, com isso acaba me fazendo prestar mais atenção na vida dele do que na minha.
De uma certa forma, isso é excelente, porque dá uma diversificada no stress.
Na quarta à noite, véspera do feriado, tínhamos combinado de ver o jogo da Seleção juntos, mas não rolou (recorde absoluto de congestionamentos em São Paulo).
Só pude conversar com ele ontem e, lá pela meia noite, quando recebi um SMS dele perdi o sono.
Rezei em agradecimento à minha crise e, fiz um filminho na cabeça:
Isso sim é se foder:
Perder a casa, o emprego e a mulher no mesmo fim - de - semana!
Perdeu a esposa: Terminar um casamento é mesmo dolorido. Lidar com a sensação de "não deu certo!" é péssimo, mas...no caso dele é motivo de comemoração, me perdoem...mas, É uma conquista positiva!
Perdeu a casa: a casa nem era dele....mudou - se pra praia, numa casa muito maior e mais legal (tá, o disjuntor queimou, teve que ir no quadro de luz, do lado de fora, pelado, no frio pra trocar; a casa é dos pais e, mamãe não é bem aquele estereótipo de mamãe que vemos por aí, mas ainda assim, é muito melhor do que morar com a esposinha boçal no apartamento minúsculo pertencente ao sogro né?);
Perdeu o emprego: bem, ao longo dos tempos deu pra juntar uma graninha e, como se livrou da coisinha (leia - se: não é mais responsável pelas contas DA ESPOSA), ganhou liberdade pra fazer o que bem entender, profissionalmente falando (ok, o fretado o esqueceu no ponto e, por causa do atraso a perda do emprego foi catalisada. Ok também o fato de secar a fonte de renda por tempo indeterminado um pouco antes de se adaptar às outras perdas já citadas....Acontece, gente).
Lá pras 2h da manhã, quando finalmente compreendi que vc havia se livrado de tudo aquilo que vc reclamava e que dizia te incomodar, sorri e dormi, afinal, percebi que vc, então conquistou sua LIBERDADE!
PARABÉNS MEU AMIGO....
"We must die before rebirth" (Fernando S.C.)
Te dedico, querido....
Pensando em:
Contos da minha vida,
Eu comigo,
Filosofias da vida,
Penso logo existo
quinta-feira, 4 de junho de 2009
Os Problemas
quinta-feira, 4 de junho de 2009
Não sei quanto aos outros, mas, quando passo por uma fase em que enfrento vários problemas, tenho o costume de dar uma reclamadinha básica, uma refletida profunda, pra então, concluir sempre a mesma coisa: Problema só é problema se existe solução viável! Do contrário, se chama fato, é imutável, logo, deve ser contornado.
Nessa última fase que ando passando, as reflexões foram além, pois, já não bastassem os meus, também andei sofrendo as angústias dos problemas de pessoas que me são muito queridas. Não tem jeito...se eu amo, sofro junto, choro junto e, festejo junto quando passa.
E foi aí que resolvi criar um critério de classificação para os problemas.
Não há coisa mais deselegante do que uma discussão entre duas pessoas sobre qual problema é mais assustador, mais fundo do poço, então, resolvi dar uma organizada para, simplesmente não me estressar quando alguém reclama pra mim que seu maior problema é a impressora que não funciona (né, manhê?).
Nas divagações vividas em noites de insônia, descobri que existem os problemas universais e, os problemas personalizados.
Chamo de problemas universais, aqueles que servem pra todo mundo (dã!), ou seja, aquele tipo de intercorrência que causa solidariedade naturalmente. Aquele que te faz, imediatamente rezar em agradecimento por não ser parte da sua vida. Exemplos: Um câncer, um acidente relativamente grave, a perda de um ente querido ou de um filho, ser vítima de violência urbana ou doméstica, enfim....
Por problemas personalizados, entendo como aqueles que são extremamente graves para aqueles que os tem, mas, que, para outras pessoas, poderiam ser ainda mais graves ou, simplesmente não serem problema algum. Exemplos: Perder um emprego, desfazer um relacionamento que durava ha anos, viver em pé de guerra com a própria família, ser estéril, ser traído pelo próprio irmão....entre tantos outros.
Tá, e daí?
Bom, e daí, que minha fé, a credibilidade que uma força divina tem comigo me faz ter certeza de que nenhum problema está em nossas vidas como forma de castigo.
Problema é algo que te impulsiona a ser mais, a tirar uma força de onde pensamos que não existe nada....e, como consequência, traz um aprendizado valiosíssimo, que, podemos ignorar ou usufruir, dependendo de como nos dispomos a encarar a vida.
Tempos depois, percebemos que, não fosse aquela situação - problema de outrora, estaríamos fadados a um sofrimento maior.
Não há livro, conto, novela, dos melhores aos piores exemplares que não traga em sua história uma carga de drama e outra de alegrias.
Nossa vida é assim! É um livro escrito com final feliz.
Só que, segundo o que escolhi acreditar, não somos capazes de saber ou lembrar todos os capítulos anteriores (tá, pensa rápido...o que vc almoçou segunda - feira?) e, aí, lá vamos nós fazer o fácil: julgar!
Cara, tirar uma conclusão sobre uma situação desagradável sem saber o antes e, muito menos o que vem depois NÃO PODE DAR CERTO!!!!
Com as muitas coisas que vivi e aprendi (falou a "sabe - tudo" sofredora...nem, gente...mas é que, como eu disse, tudo traz aprendizado pra gente e, dependendo do tanto que abrimos nossos olhos, enxergamos o valor de cada lição...digamos que não tenho os olhos mais abertos "anime" do mundo, mas, são olhos abertos, bem abertos!)e que, obviamente não são suficientes, dá pra continuar enfrentando os problemas universais, os personalizados, ajudar os que eu amo, sem que o período de ira e revolta possa durar mais do que 3 ou 4 dias...
É isso aí....
Fica só a curiosidade, porque né? Recompensas geralmente são proporcionais aos "sacrifícios"......
Nessa última fase que ando passando, as reflexões foram além, pois, já não bastassem os meus, também andei sofrendo as angústias dos problemas de pessoas que me são muito queridas. Não tem jeito...se eu amo, sofro junto, choro junto e, festejo junto quando passa.
E foi aí que resolvi criar um critério de classificação para os problemas.
Não há coisa mais deselegante do que uma discussão entre duas pessoas sobre qual problema é mais assustador, mais fundo do poço, então, resolvi dar uma organizada para, simplesmente não me estressar quando alguém reclama pra mim que seu maior problema é a impressora que não funciona (né, manhê?).
Nas divagações vividas em noites de insônia, descobri que existem os problemas universais e, os problemas personalizados.
Chamo de problemas universais, aqueles que servem pra todo mundo (dã!), ou seja, aquele tipo de intercorrência que causa solidariedade naturalmente. Aquele que te faz, imediatamente rezar em agradecimento por não ser parte da sua vida. Exemplos: Um câncer, um acidente relativamente grave, a perda de um ente querido ou de um filho, ser vítima de violência urbana ou doméstica, enfim....
Por problemas personalizados, entendo como aqueles que são extremamente graves para aqueles que os tem, mas, que, para outras pessoas, poderiam ser ainda mais graves ou, simplesmente não serem problema algum. Exemplos: Perder um emprego, desfazer um relacionamento que durava ha anos, viver em pé de guerra com a própria família, ser estéril, ser traído pelo próprio irmão....entre tantos outros.
Tá, e daí?
Bom, e daí, que minha fé, a credibilidade que uma força divina tem comigo me faz ter certeza de que nenhum problema está em nossas vidas como forma de castigo.
Problema é algo que te impulsiona a ser mais, a tirar uma força de onde pensamos que não existe nada....e, como consequência, traz um aprendizado valiosíssimo, que, podemos ignorar ou usufruir, dependendo de como nos dispomos a encarar a vida.
Tempos depois, percebemos que, não fosse aquela situação - problema de outrora, estaríamos fadados a um sofrimento maior.
Não há livro, conto, novela, dos melhores aos piores exemplares que não traga em sua história uma carga de drama e outra de alegrias.
Nossa vida é assim! É um livro escrito com final feliz.
Só que, segundo o que escolhi acreditar, não somos capazes de saber ou lembrar todos os capítulos anteriores (tá, pensa rápido...o que vc almoçou segunda - feira?) e, aí, lá vamos nós fazer o fácil: julgar!
Cara, tirar uma conclusão sobre uma situação desagradável sem saber o antes e, muito menos o que vem depois NÃO PODE DAR CERTO!!!!
Com as muitas coisas que vivi e aprendi (falou a "sabe - tudo" sofredora...nem, gente...mas é que, como eu disse, tudo traz aprendizado pra gente e, dependendo do tanto que abrimos nossos olhos, enxergamos o valor de cada lição...digamos que não tenho os olhos mais abertos "anime" do mundo, mas, são olhos abertos, bem abertos!)e que, obviamente não são suficientes, dá pra continuar enfrentando os problemas universais, os personalizados, ajudar os que eu amo, sem que o período de ira e revolta possa durar mais do que 3 ou 4 dias...
É isso aí....
Fica só a curiosidade, porque né? Recompensas geralmente são proporcionais aos "sacrifícios"......
quarta-feira, 3 de junho de 2009
As orações
quarta-feira, 3 de junho de 2009
Nos momentos em que a sensação de "fim da linha" fica mais evidente, nossa única saída é rezar.
Eis as orações que refletem meu momento:
—–Oração do Rock
“Elvis Presley que estais no céu;
Muito escutado seja Bill Haley;
Venha a nós o Chuck Berry;
Seja feito barulho à vontade;
Assim como Hendrix;
Sex Pistols e Rollings Stones.
Rock and roll que a cada dia nos melhora;
Escutai sempre Clapton e Neil Young;
Assim como Pink Floyd e David Bowie, Muddy Waters e The Monkees.
E não deixeis cair o volume do som 102,1 de estação.
Mas livrai-nos do Pagode e Axé. Amém!”.
—–Oração do Rock (versão alternativa)
"Rock nosso que estais na veia
Muito escutado seja vosso solo
Venha a nós o riff inteiro
Seja feito barulho à vontade
Assim em casas como nos shows
A música boa de cada dia nos dai hoje
Perdoai nossas loucuras
Assim como não perdoamos os pagodeiros com aquelas músicas horríveis
Não nos deixeis cair no pagode não
E livrai-nos do axé
Amém."
** Pagode aqui, exclui completamente o gênero que se origina do samba, e que é entoado por Zeca, Dudu, Diogo Nogueira, Aragão entre alguns pouquíssimos outros.
Oração da Cachaça
Cerveja gelada que estais no bar,
Alcoolizado seja nosso fígado.
Venha a nós o copo cheio,
Seja feita a nossa cachaça,
Assim na festa como no buteco.
O mé nosso de cada dia nos dai hoje,
Perdoai as nossas bebedeiras,
Assim como nós perdoamos
A quem não tenha bebido.
Não nos deixeis cair no refrigerante
E livrai - nos da água...
Tin-tin !
Tá, eu acho desnecessario, mas, ainda assim, em homenagem ao anônimo querido vou escrever:
Não, não me tornei alcoólatra e nem rebelde!
Eu ando apenas num momento de muito rock (musicalmente falando e, tb no sentido figurado de bastante stress pra lidar todos os dias), o que eu particularmente adoro!
Quanto à cerveja (é, não consumo destilados, não durmo no sofá da balada e nem preciso sequer de companhia pra ir ao banheiro...por mais feio que pareça, eu SEI beber, e, gosto. Não julgo quem faz a escolha saudável de não beber, desde que seja realmente feliz com ela. Feliz a ponto de também não julgar as minhas escolhas, já que elas não interferem na liberdade alheia), perdi as contas de quantos anos a tenho nas minhas rodas de amigos e de família. Adoramos! E, respeitamos os que não adoram também!
Quanto à minha religiosidade...assim...me recuso a falar! Seria ridículo dar qualquer satisfação sobre o que eu chamo de fé e oração...sem intenção de ser mal educada...é que, quem me conhece, sabe...e, a quem não conhece não dou o direito de julgar...simples assim não?
Pra finalizar:
Filosofia de bêbado
Ô, meu amigo,
Cerveja bem,
Campari as coisas
E champanhe meu raciocínio:
A vida é Drurys,
Mas dá muitas vodkas;
Eu vinho de longe,
Só com um ponche nos ombros,
Estava kaiser desanimando,
Mas encontrei uma caipirinha
Ao passear no chopp,
E me Amaretto nela.
Seu nome é Natasha, e
Apesar de já ter 51,
Estou vivendo uma paixao aguardente,
Por isso repito:
cer veja bem,
Nem tudo é rum,
E sempre pinga
Álcool de bom.
hahahahaha
Eis as orações que refletem meu momento:
—–Oração do Rock
“Elvis Presley que estais no céu;
Muito escutado seja Bill Haley;
Venha a nós o Chuck Berry;
Seja feito barulho à vontade;
Assim como Hendrix;
Sex Pistols e Rollings Stones.
Rock and roll que a cada dia nos melhora;
Escutai sempre Clapton e Neil Young;
Assim como Pink Floyd e David Bowie, Muddy Waters e The Monkees.
E não deixeis cair o volume do som 102,1 de estação.
Mas livrai-nos do Pagode e Axé. Amém!”.
—–Oração do Rock (versão alternativa)
"Rock nosso que estais na veia
Muito escutado seja vosso solo
Venha a nós o riff inteiro
Seja feito barulho à vontade
Assim em casas como nos shows
A música boa de cada dia nos dai hoje
Perdoai nossas loucuras
Assim como não perdoamos os pagodeiros com aquelas músicas horríveis
Não nos deixeis cair no pagode não
E livrai-nos do axé
Amém."
** Pagode aqui, exclui completamente o gênero que se origina do samba, e que é entoado por Zeca, Dudu, Diogo Nogueira, Aragão entre alguns pouquíssimos outros.
Oração da Cachaça
Cerveja gelada que estais no bar,
Alcoolizado seja nosso fígado.
Venha a nós o copo cheio,
Seja feita a nossa cachaça,
Assim na festa como no buteco.
O mé nosso de cada dia nos dai hoje,
Perdoai as nossas bebedeiras,
Assim como nós perdoamos
A quem não tenha bebido.
Não nos deixeis cair no refrigerante
E livrai - nos da água...
Tin-tin !
Tá, eu acho desnecessario, mas, ainda assim, em homenagem ao anônimo querido vou escrever:
Não, não me tornei alcoólatra e nem rebelde!
Eu ando apenas num momento de muito rock (musicalmente falando e, tb no sentido figurado de bastante stress pra lidar todos os dias), o que eu particularmente adoro!
Quanto à cerveja (é, não consumo destilados, não durmo no sofá da balada e nem preciso sequer de companhia pra ir ao banheiro...por mais feio que pareça, eu SEI beber, e, gosto. Não julgo quem faz a escolha saudável de não beber, desde que seja realmente feliz com ela. Feliz a ponto de também não julgar as minhas escolhas, já que elas não interferem na liberdade alheia), perdi as contas de quantos anos a tenho nas minhas rodas de amigos e de família. Adoramos! E, respeitamos os que não adoram também!
Quanto à minha religiosidade...assim...me recuso a falar! Seria ridículo dar qualquer satisfação sobre o que eu chamo de fé e oração...sem intenção de ser mal educada...é que, quem me conhece, sabe...e, a quem não conhece não dou o direito de julgar...simples assim não?
Pra finalizar:
Filosofia de bêbado
Ô, meu amigo,
Cerveja bem,
Campari as coisas
E champanhe meu raciocínio:
A vida é Drurys,
Mas dá muitas vodkas;
Eu vinho de longe,
Só com um ponche nos ombros,
Estava kaiser desanimando,
Mas encontrei uma caipirinha
Ao passear no chopp,
E me Amaretto nela.
Seu nome é Natasha, e
Apesar de já ter 51,
Estou vivendo uma paixao aguardente,
Por isso repito:
cer veja bem,
Nem tudo é rum,
E sempre pinga
Álcool de bom.
hahahahaha
Pensando em:
A marvada,
Contos da minha vida,
Eu comigo,
Filosofias da vida
quinta-feira, 28 de maio de 2009
P.S. I love you
quinta-feira, 28 de maio de 2009
Quando vi o trailler desse filme ha 2 anos, bateu uma vontade de assistir. Mas, tinha certeza de que não era um filme pra mim.
Enredo que poderia ser considerado um draminha estilo "Sweet November" por muitos, mas não pra mim. Sabia que era melhor ficar longe.
Se, já naquela época era assim, imagina depois de ter vivido o que vivi nesses 2 anos que se passaram...
Mas ontem, o sono não vinha e as teclas do controle remoto se chocavam contra meus dedos até a TV parar num canal onde o tal filme tinha acabado de começar.
MALDITA HORA!
Eu TINHA que ter desligado, ido dormir, mas...a curiosidade, o gosto pelo testar limites me fez assistir.
Não vou discutir se é mórbido ou não, se é bom ou ruim. Pouco importa!
*** Convenhamos...se não fosse isso aqui, eu estava internada!
Todo filme tem, ou pelo menos deveria ter, uma mensagem a passar pra quem o assiste.
Essas mensagens geralmente são complexas e, dotadas de tantos aspectos como são, provocam sensações diferentes em cada um que vê o filme.
Pois bem, parece - me óbvio que esse filme trata da sensação de perda.
Mostra ainda como algumas pessoas lidam com os diversos tipos de perda que podemos encarar.
Fala de arrependimento, e de dar valor às pequenas coisas e às grandes também. Mostra que somos sozinhos porque ainda que com ajuda, são as nossas pernas que tem de nos reerguer.
Eu chorei...me acabei, urrei durante metade do filme e, continuei por 3h depois até adormecer.
Dei valor a tudo que eu tenho, é verdade. Às pessoas que ainda estão vivas perto de mim, à casa onde moro, à saude, à vida, às minhas conquistas e a quem eu sou.
Não chorei por se tratar de um filme triste, aliás, nunca choro por causa da história....
Chorei porque senti a perda.
Quando perdemos algo importante, antes da resignação, é preciso viver o luto. E, eu nunca vivi o luto das minhas perdas! Não tive tempo...os fatos atropelaram o tempo e eu TIVE que me resignar.
Não subestimo as perdas alheias e nem dou valor demais às minhas, mas...eu simplesmente me toquei que não tinha tido tempo de chorar.
Não chorei a perda da minha segurança, nem dos amores que tinham tudo pra dar certo e não deram. Não havia chorado ainda a perda de nenhuma das oportunidades que me levariam a um lugar mais feliz do que o ponto em que me encontro agora.
Não chorei a perda das partes do meu corpo e da minha saúde como deveria ter chorado antes.
Foram essas lágrimas que caíram ali.
A lembrança de dores que se perdem normalmente com o tempo, explodiram todinhas na minha "fuça".
Chorei todos os pedaços de vida que perdi. Senti mais uma vez cada uma das dores que já haviam passado por mim.
E, ninguém fica bem depois disso!
Poxa, um desafio, um contratempo vem após o outro, intercalado por momentos felizes. Sofremos, mas em nenhum momento deveríamos reviver todas essas dores.
Mas eu revivi.
Ok, perdi algumas chances, um monte de pessoas e um pedaço imenso da minha saúde.
Ganhei novas pessoas, novos amores, outras chances, recomecei. Venci batalhas e recuperei minha vida...mas antes disso tudo acontecer, perdi.
É bizarro demais reviver as dores, lágrimas e angústias das perdas que já superamos!!!!
Por isso esse filme foi bizarro demais para mim (10 vezes mais do que seria se eu o tivesse assistido ha 2 anos atrás, quando foi lançado aqui no Brasil).
Impossível, ao menos para mim, acordar e não questionar se não estou perdendo algo agorinha mesmo, nesse momento, que vá me fazer chorar daqui a algum tempo.
Terrível pensar que posso estar aproveitando muito pouco de uma felicidade branda, sutil e confortável que só se mostrará imprescindível quando acabar.
Verdadeira neurose, entende?
Medo, pânico, pavor de sentir o chão se abrir de novo.
Para pessoas que sentem - se vitoriosas, mas que entendem o valor de cada gota de suor derramao em busca de suas conquistas nos diversos setores da vida, esse filme é uma afronta. É uma tortura sem fim....
Sem a menor dúvida, o pior bom filme que já assisti na vida!
Posso agora estar equilibrada, de pé; Consciente de que foi apenas um filme, mas juro que a sensação é de "dia seguinte ao pior dia da minha vida".
Não, eu não precisava definitivamente de um chacoalhão pra que pudesse olhar para as coisas mais simples e agradecer por estarem ali. Essa lição eu já tinha aprendido...então, acordei mais um dia, agradecendo por tudo, como faço ha quase 3 anos, mas ainda triste, chateada, porque realmente não precisava dessa surra!
Hoje eu prometo dormir cedo!
Enredo que poderia ser considerado um draminha estilo "Sweet November" por muitos, mas não pra mim. Sabia que era melhor ficar longe.
Se, já naquela época era assim, imagina depois de ter vivido o que vivi nesses 2 anos que se passaram...
Mas ontem, o sono não vinha e as teclas do controle remoto se chocavam contra meus dedos até a TV parar num canal onde o tal filme tinha acabado de começar.
MALDITA HORA!
Eu TINHA que ter desligado, ido dormir, mas...a curiosidade, o gosto pelo testar limites me fez assistir.
Não vou discutir se é mórbido ou não, se é bom ou ruim. Pouco importa!
*** Convenhamos...se não fosse isso aqui, eu estava internada!
Todo filme tem, ou pelo menos deveria ter, uma mensagem a passar pra quem o assiste.
Essas mensagens geralmente são complexas e, dotadas de tantos aspectos como são, provocam sensações diferentes em cada um que vê o filme.
Pois bem, parece - me óbvio que esse filme trata da sensação de perda.
Mostra ainda como algumas pessoas lidam com os diversos tipos de perda que podemos encarar.
Fala de arrependimento, e de dar valor às pequenas coisas e às grandes também. Mostra que somos sozinhos porque ainda que com ajuda, são as nossas pernas que tem de nos reerguer.
Eu chorei...me acabei, urrei durante metade do filme e, continuei por 3h depois até adormecer.
Dei valor a tudo que eu tenho, é verdade. Às pessoas que ainda estão vivas perto de mim, à casa onde moro, à saude, à vida, às minhas conquistas e a quem eu sou.
Não chorei por se tratar de um filme triste, aliás, nunca choro por causa da história....
Chorei porque senti a perda.
Quando perdemos algo importante, antes da resignação, é preciso viver o luto. E, eu nunca vivi o luto das minhas perdas! Não tive tempo...os fatos atropelaram o tempo e eu TIVE que me resignar.
Não subestimo as perdas alheias e nem dou valor demais às minhas, mas...eu simplesmente me toquei que não tinha tido tempo de chorar.
Não chorei a perda da minha segurança, nem dos amores que tinham tudo pra dar certo e não deram. Não havia chorado ainda a perda de nenhuma das oportunidades que me levariam a um lugar mais feliz do que o ponto em que me encontro agora.
Não chorei a perda das partes do meu corpo e da minha saúde como deveria ter chorado antes.
Foram essas lágrimas que caíram ali.
A lembrança de dores que se perdem normalmente com o tempo, explodiram todinhas na minha "fuça".
Chorei todos os pedaços de vida que perdi. Senti mais uma vez cada uma das dores que já haviam passado por mim.
E, ninguém fica bem depois disso!
Poxa, um desafio, um contratempo vem após o outro, intercalado por momentos felizes. Sofremos, mas em nenhum momento deveríamos reviver todas essas dores.
Mas eu revivi.
Ok, perdi algumas chances, um monte de pessoas e um pedaço imenso da minha saúde.
Ganhei novas pessoas, novos amores, outras chances, recomecei. Venci batalhas e recuperei minha vida...mas antes disso tudo acontecer, perdi.
É bizarro demais reviver as dores, lágrimas e angústias das perdas que já superamos!!!!
Por isso esse filme foi bizarro demais para mim (10 vezes mais do que seria se eu o tivesse assistido ha 2 anos atrás, quando foi lançado aqui no Brasil).
Impossível, ao menos para mim, acordar e não questionar se não estou perdendo algo agorinha mesmo, nesse momento, que vá me fazer chorar daqui a algum tempo.
Terrível pensar que posso estar aproveitando muito pouco de uma felicidade branda, sutil e confortável que só se mostrará imprescindível quando acabar.
Verdadeira neurose, entende?
Medo, pânico, pavor de sentir o chão se abrir de novo.
Para pessoas que sentem - se vitoriosas, mas que entendem o valor de cada gota de suor derramao em busca de suas conquistas nos diversos setores da vida, esse filme é uma afronta. É uma tortura sem fim....
Sem a menor dúvida, o pior bom filme que já assisti na vida!
Posso agora estar equilibrada, de pé; Consciente de que foi apenas um filme, mas juro que a sensação é de "dia seguinte ao pior dia da minha vida".
Não, eu não precisava definitivamente de um chacoalhão pra que pudesse olhar para as coisas mais simples e agradecer por estarem ali. Essa lição eu já tinha aprendido...então, acordei mais um dia, agradecendo por tudo, como faço ha quase 3 anos, mas ainda triste, chateada, porque realmente não precisava dessa surra!
Hoje eu prometo dormir cedo!
sexta-feira, 22 de maio de 2009
Sexta - feira
sexta-feira, 22 de maio de 2009
Como te esperei!!!!! Aliás, minha vida tem se resumido a torcer pela sua chegada, para que eu possa aproveitá-la em 3 atos: sexta, sábado e domingo!!!!!
Que seja mais um final de semana fantástico, sempre mantendo o contraponto das semanas pesadas.....
Que seja mais um final de semana fantástico, sempre mantendo o contraponto das semanas pesadas.....
sexta-feira, 17 de abril de 2009
Aceitar
sexta-feira, 17 de abril de 2009
Quinta - feira estive com duas amigas muito queridas - uma das minhas irmãs e uma amigona nossa dos tempos de faculdade.
Foi delicioso ver o que o tempo fez com a gente.
Curiosamente não fazia tanto tempo assim que não nos víamos, mas fazia já mais de um ano que não sentávamos as 3 para uma D.R. em massa sobre tudo o que é assunto e relação que cada uma das três vive...assim, tudo junto misturado e separado ao mesmo tempo.
Faltou saliva, claro! Foram 3 garrafas de vinho, deliciosos por sinal, uma saladinha com quinua mega charmosa e deliciosa e, como não podia deixar de ser, alguns chocolates para completar o cardápio.
Depois de um pouco de reflexão sobre nossos devaneios tive algumas surpresas.
O tempo vai passando e as experiências que vivemos vão moldando nosso jeito de pensar, agir e também nossas vontades e sonhos.
Eu já quis casar como manda a Igreja Católica e a tradicional família brasileira. Hoje, penso diferente. Acho a festa linda, o ritual, mas não o quero mais pra mim. Acho que matei minha vontade só porque me vesti de noiva, sei lá.
O ponto é que a gente muda numa velocidade vertiginosa, quase não captada pelos olhos. Como nessa quinta feira, quando percebi que a mais doce e tolerante das três resolveu olhar pra si mesma e hoje não mais aceita e tolera tudo o que lhe propõe. Nasceu uma mulher que está aprendendo a respeitar o próprio querer e a fazer - se respeitar.
É bem verdade que, nessa fase, ela anda tolerante de menos, mas o tempo a levará ao equilíbrio.
Eu, que sempre fui intolerante no que diz respeito ao certo e errado, passei a aceitar que o meu certo pode não ser certo pro outro, e, com isso, aprendi a tentar entender o que do outro que eu chamo de errado.
A terceira, que antes era o cúmulo da intolerância, que chegava até ao egocentrismo, nesta quinta - feira se mostrou um poço de serenidade, e coerência.
Nunca ouvi a palavra "aceitar" tantas vezes numa noite.
Aceitar a si mesma, os novos sonhos, os antigos que não fomos capazes de conquistar e que deixaram de ser tão significativo assim.
Aceitar que nossos corpos não respondem na semana seguinte à do início da dieta, que nossa pele no espelho e também nas fotos, revela - se menos viçosa e algumas manchas e rugas aparecem. As celulites se multiplicam como bactéria....
O cabelo, a imagem que temos do nosso frescor se foi!
Não é drama não, e sim a idade adulta que chegou e, a gente não teve tempo de ver.
Ao olhar mais atentamente, percebemos as três juntas de que "ACEITAR" é o segredo. Aceitar os preços que a vida nos cobra pelos preciosos tesouros que conquistamos a cada dia de nossas vidas.
Curiosamente aceitar diminui ansiedade, tristeza, depressão...Aceitar traz alegria, traz paz e muito mais energia para mudar exatamente aquilo que não estávamos aceitando....
Preciso praticar esse exercício mais vezes....
Foi delicioso ver o que o tempo fez com a gente.
Curiosamente não fazia tanto tempo assim que não nos víamos, mas fazia já mais de um ano que não sentávamos as 3 para uma D.R. em massa sobre tudo o que é assunto e relação que cada uma das três vive...assim, tudo junto misturado e separado ao mesmo tempo.
Faltou saliva, claro! Foram 3 garrafas de vinho, deliciosos por sinal, uma saladinha com quinua mega charmosa e deliciosa e, como não podia deixar de ser, alguns chocolates para completar o cardápio.
Depois de um pouco de reflexão sobre nossos devaneios tive algumas surpresas.
O tempo vai passando e as experiências que vivemos vão moldando nosso jeito de pensar, agir e também nossas vontades e sonhos.
Eu já quis casar como manda a Igreja Católica e a tradicional família brasileira. Hoje, penso diferente. Acho a festa linda, o ritual, mas não o quero mais pra mim. Acho que matei minha vontade só porque me vesti de noiva, sei lá.
O ponto é que a gente muda numa velocidade vertiginosa, quase não captada pelos olhos. Como nessa quinta feira, quando percebi que a mais doce e tolerante das três resolveu olhar pra si mesma e hoje não mais aceita e tolera tudo o que lhe propõe. Nasceu uma mulher que está aprendendo a respeitar o próprio querer e a fazer - se respeitar.
É bem verdade que, nessa fase, ela anda tolerante de menos, mas o tempo a levará ao equilíbrio.
Eu, que sempre fui intolerante no que diz respeito ao certo e errado, passei a aceitar que o meu certo pode não ser certo pro outro, e, com isso, aprendi a tentar entender o que do outro que eu chamo de errado.
A terceira, que antes era o cúmulo da intolerância, que chegava até ao egocentrismo, nesta quinta - feira se mostrou um poço de serenidade, e coerência.
Nunca ouvi a palavra "aceitar" tantas vezes numa noite.
Aceitar a si mesma, os novos sonhos, os antigos que não fomos capazes de conquistar e que deixaram de ser tão significativo assim.
Aceitar que nossos corpos não respondem na semana seguinte à do início da dieta, que nossa pele no espelho e também nas fotos, revela - se menos viçosa e algumas manchas e rugas aparecem. As celulites se multiplicam como bactéria....
O cabelo, a imagem que temos do nosso frescor se foi!
Não é drama não, e sim a idade adulta que chegou e, a gente não teve tempo de ver.
Ao olhar mais atentamente, percebemos as três juntas de que "ACEITAR" é o segredo. Aceitar os preços que a vida nos cobra pelos preciosos tesouros que conquistamos a cada dia de nossas vidas.
Curiosamente aceitar diminui ansiedade, tristeza, depressão...Aceitar traz alegria, traz paz e muito mais energia para mudar exatamente aquilo que não estávamos aceitando....
Preciso praticar esse exercício mais vezes....
segunda-feira, 13 de abril de 2009
A Páscoa
segunda-feira, 13 de abril de 2009
É a segunda vez que escrevo sobre esse assunto aqui no blog, isso me fez, inclusive perceber que o "Pensamentos" completou 1 aninho (há quase um mês!) e eu nem parabéns dei a ele...
Feliz aniversário, meu querido confidente!
Minha Páscoa foi bastante complicada....e, ao invés da ressaca do chocolate (que ganhei mas não comi), estou de ressaca por tanta chateação que envolveu meu feriado.
Como é difícil saber onde se encontra a tênue linha que separa o orgulho do respeitar a própria mágoa.
Ficamos tristes e temos o direito de ficar quando somos desapontados, quando alguém faz conosco o que não faríamos. Não temos o menor direito de julgar, porque as nossas verdades são nossas e, às vezes, só nossas. Mas, de ficar triste e nos permitirmos chorar, temos e muito direito sim.
A verdade do outro tem tanto valor quanto a nossa, mas entender e praticar isso não nos impede de ficarmos magoados.
Uma vez me disseram que só se frustra quem cria expectativas...
É, isso é verdade, indiscutivelmente é....e, também é complicado delinearmos até onde vai nossa expectativa.
Por exemplo: estou na rua, andando calmamente, aí uma pessoa que não conheço, que eu nem sabia que existia grita "aê gorda filha da puta!" simplesmente do nada.
Convenhamos, não havia expectativas, porque eu realmente nem sabia da existência do suposto ser, mas, é claro que ficaria frustrada, desapontada (bom, eu pelo menos fico...).
Isso prova pra mim que nem todo desapontamento que senti nesse feriado encontra justificativa na expectativa qu assumo ter criado.
Do orgulho me despi (de verdade e, como é delicioso isso!) e, já reconheço também o que eu esperava, os meus querias e a minha verdade que é só minha...Mas ainda assim ficou a mágoa. Ficou aquele restinho de pó, aquela sujeira boba que não devia existir porque moralmente e socialmente não é certo, tal qual o xingamento (que não aconteceu de verdade, era só um exemplo!) do meio da rua.
Foi uma Páscoa que tinha tudo pra ser linda e colorida como os ovos pintados nos rituais mais tradicionais, mas a segunda feira cinza e fria lá fora me faz crer que não foi desagradável só pra mim!!!
Ainda bem que, do mesmo jeito que algumas coisas me entristecem, outras me alegram muito!
*** meu quarto está mega confortável, e está ficando lindo!!!***
Feliz aniversário, meu querido confidente!
Minha Páscoa foi bastante complicada....e, ao invés da ressaca do chocolate (que ganhei mas não comi), estou de ressaca por tanta chateação que envolveu meu feriado.
Como é difícil saber onde se encontra a tênue linha que separa o orgulho do respeitar a própria mágoa.
Ficamos tristes e temos o direito de ficar quando somos desapontados, quando alguém faz conosco o que não faríamos. Não temos o menor direito de julgar, porque as nossas verdades são nossas e, às vezes, só nossas. Mas, de ficar triste e nos permitirmos chorar, temos e muito direito sim.
A verdade do outro tem tanto valor quanto a nossa, mas entender e praticar isso não nos impede de ficarmos magoados.
Uma vez me disseram que só se frustra quem cria expectativas...
É, isso é verdade, indiscutivelmente é....e, também é complicado delinearmos até onde vai nossa expectativa.
Por exemplo: estou na rua, andando calmamente, aí uma pessoa que não conheço, que eu nem sabia que existia grita "aê gorda filha da puta!" simplesmente do nada.
Convenhamos, não havia expectativas, porque eu realmente nem sabia da existência do suposto ser, mas, é claro que ficaria frustrada, desapontada (bom, eu pelo menos fico...).
Isso prova pra mim que nem todo desapontamento que senti nesse feriado encontra justificativa na expectativa qu assumo ter criado.
Do orgulho me despi (de verdade e, como é delicioso isso!) e, já reconheço também o que eu esperava, os meus querias e a minha verdade que é só minha...Mas ainda assim ficou a mágoa. Ficou aquele restinho de pó, aquela sujeira boba que não devia existir porque moralmente e socialmente não é certo, tal qual o xingamento (que não aconteceu de verdade, era só um exemplo!) do meio da rua.
Foi uma Páscoa que tinha tudo pra ser linda e colorida como os ovos pintados nos rituais mais tradicionais, mas a segunda feira cinza e fria lá fora me faz crer que não foi desagradável só pra mim!!!
Ainda bem que, do mesmo jeito que algumas coisas me entristecem, outras me alegram muito!
*** meu quarto está mega confortável, e está ficando lindo!!!***
quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009
Carnaval
quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009
Não gosto de Carnaval.
Acho a festa linda, as escolas de samba deslumbrantes, e as cidades do Nordeste uma animação incrível...Mas, tudo isso esconde um cenário que não me agrada nem um pouquinho.
As escolas e seus desfiles que lavam dinheiro do tráfico e do jogo do bicho (gente, a maioria das escolas do Rio nascem em favelas...daí, um favelado tem 300, 500, 800 mango pra queimar numa fantasia??? Se tiverem é porque não estão precisando tanto assim da ajuda dos programas sociais do Governo, não é mesmo?); As cidades do Nordeste que omitem a promiscuidade e a putaria deslavada...não se pode brincar atrás do trio elétrico sem ser agarrada.
E a festa, bem, a festa de um modo geral esconde a realidade de acidentes provocados por pessoas absurdamente alcoolizadas, brigas idiotas por ciúme, consumo excessivo de drogas, violência urbana....
Tudo isso existe ainda que não seja a tal festa da carne, mas o que vejo é uma tremenda falta de amor.
Um povo sofrido que cai no feriado disposto a afogar os problemas, as dívidas, e tudo o mais que o incomode no resto do ano.
É um pé na jaca pra apagar o sofrimento, mas ao cair desenfreado na folia, o cidadão atenta contra si mesmo.
Eu não sou santa, nem exemplo de conduta. Bebo e, eventualmente confesso que dirijo em desacordo com a lei....Mas, não sou do tipo de pessoa que se permite uma derrapada só porque é carnaval. Não sou uma pessoa que se exime da consciência pra justificar uma atitude idiota, entende?
Mas, sou uma pessoa que sofre as consequências das atitudes idiotas dessa imensa massa que acha que a resposta pros nossos problemas pode aparecer na ressaca da quarta - feira de cinzas....
Enfim, tudo isso pra dizer que não pulei, não pulo carnaval, mas....claro, aproveitei meu feriado!!!
Foi bem agitado, aniversários, carna- apê, um churrasquinho e ressaca!!!!
Preguiça total!
Tenho um fim - de - semana agitado de aniversário de pai, de sogro e um casamentão no meio...
Volto depois, com novidades!!!!!
Acho a festa linda, as escolas de samba deslumbrantes, e as cidades do Nordeste uma animação incrível...Mas, tudo isso esconde um cenário que não me agrada nem um pouquinho.
As escolas e seus desfiles que lavam dinheiro do tráfico e do jogo do bicho (gente, a maioria das escolas do Rio nascem em favelas...daí, um favelado tem 300, 500, 800 mango pra queimar numa fantasia??? Se tiverem é porque não estão precisando tanto assim da ajuda dos programas sociais do Governo, não é mesmo?); As cidades do Nordeste que omitem a promiscuidade e a putaria deslavada...não se pode brincar atrás do trio elétrico sem ser agarrada.
E a festa, bem, a festa de um modo geral esconde a realidade de acidentes provocados por pessoas absurdamente alcoolizadas, brigas idiotas por ciúme, consumo excessivo de drogas, violência urbana....
Tudo isso existe ainda que não seja a tal festa da carne, mas o que vejo é uma tremenda falta de amor.
Um povo sofrido que cai no feriado disposto a afogar os problemas, as dívidas, e tudo o mais que o incomode no resto do ano.
É um pé na jaca pra apagar o sofrimento, mas ao cair desenfreado na folia, o cidadão atenta contra si mesmo.
Eu não sou santa, nem exemplo de conduta. Bebo e, eventualmente confesso que dirijo em desacordo com a lei....Mas, não sou do tipo de pessoa que se permite uma derrapada só porque é carnaval. Não sou uma pessoa que se exime da consciência pra justificar uma atitude idiota, entende?
Mas, sou uma pessoa que sofre as consequências das atitudes idiotas dessa imensa massa que acha que a resposta pros nossos problemas pode aparecer na ressaca da quarta - feira de cinzas....
Enfim, tudo isso pra dizer que não pulei, não pulo carnaval, mas....claro, aproveitei meu feriado!!!
Foi bem agitado, aniversários, carna- apê, um churrasquinho e ressaca!!!!
Preguiça total!
Tenho um fim - de - semana agitado de aniversário de pai, de sogro e um casamentão no meio...
Volto depois, com novidades!!!!!
terça-feira, 20 de janeiro de 2009
Eu tenho tanto pra lhe falar...
terça-feira, 20 de janeiro de 2009
Mas dá uma preguiiiça!!!
Ando num desânimo muito inapropriado para começo de ano...Mas o motivo é velho conhecido. E a solução do pobrema é uma ilustre desconhecida...
Em meio ao meu descontentamento com o trabalho (limite? puts, passei assim que descobri o tamanho do respeito que meu querido diretor tem por mim. Claro, respeito se consquista, se faz por merecer, não é mesmo? Não, não quando você é a princesinha do papai e vai ser mesmo que vire a enfermeira melancia do funk, pose numa revista e faça um reality bacanal. Que ódio! Meu pai não enxerga meus valores, meu trabalho e eu não enxergo que isso jamais vai mudar...aí dou murro em ponta de faca depois fico deprê porque machuquei as mãos), meu descontentamento QSG (vide marcadores de postagem), os problemas com o convênio e com as contas bancárias, não há Cristo que pule e sorria de felicidade vai?
Claro que eu estou preocupada, pôxa!
Com a minha saúde física, mental e financeira que, nesse momento, mais do que nunca estão completamente interligadas.
A solução continua foragida, e eu sem força nenhuma para fazer a busca, então, a preguiça bate fortéeerrima nessas horas.
Pelo menos a TPM se fué...
Obama toma posse logo mais e juro por Deus que queria ter fé otimismo e um embasamento político - econômico pra acreditar que isso é capaz de mudar a crise do mundo.
Mas, infelizmente, tomada pelo desânimo ou mesmo pela minha intuição, acredito que a crise de hoje seja resultado de uns 20 anos de erros (desde a Guerra do Golfo) e que, por isso, não daria pra resolver em 4 anos. Tentando ver o lado colorido das coisas, tenho ao menos a esperança de que a avalanche pare por aí e, de que ao menos as coisas não piorem daqui pra frente. Já seria muito bom né?
Não consegui a revista Telva! Foi triste mesmo, mas acho que só a conseguiria no Aeroporto, mas até aí o preço do estacionamento acaba sendo maior que o da revista. Desisti!
Outra coisa que desito é de comentar a explicação do pessoal da direção da Renascer sobre o desabamento do teto da Igreja. Segundo eles, foi um acidente, a escolha de Deus. Por acaso "Deus" era o nome do funcionário responsável por obter o laudo de liberação do corpo de Bombeiros para o uso do prédio como sede de uma Igreja? Porque, infelizmente o templo não era regulamentado e nem tinha a segurança devidamente inspecionada.
Respeito as mais diversas crenças e religiões, que fique bem claro.
Pra finalizar por hoje, uma diquinha pra quem curte Cinema e não é lá muito adepto da pirataria.
O Cineturbo é um site que disponibiliza filmes atuais, de excelente qualidade para assistir em streaming (você não faz o download, o site apenas compartilha com você).
Pra quem tem banda larga é bem bacana.
Boa dica!!!!
Ai...preciso de férias!!! Mas férias com dinheiro né? Porque, vamos combinar...viajar contando moeda pra comprar aquela canga linda, ou vivendo de miojo e pão de forma.
Sai preguiçaaaaaaa!
Ando num desânimo muito inapropriado para começo de ano...Mas o motivo é velho conhecido. E a solução do pobrema é uma ilustre desconhecida...
Em meio ao meu descontentamento com o trabalho (limite? puts, passei assim que descobri o tamanho do respeito que meu querido diretor tem por mim. Claro, respeito se consquista, se faz por merecer, não é mesmo? Não, não quando você é a princesinha do papai e vai ser mesmo que vire a enfermeira melancia do funk, pose numa revista e faça um reality bacanal. Que ódio! Meu pai não enxerga meus valores, meu trabalho e eu não enxergo que isso jamais vai mudar...aí dou murro em ponta de faca depois fico deprê porque machuquei as mãos), meu descontentamento QSG (vide marcadores de postagem), os problemas com o convênio e com as contas bancárias, não há Cristo que pule e sorria de felicidade vai?
Claro que eu estou preocupada, pôxa!
Com a minha saúde física, mental e financeira que, nesse momento, mais do que nunca estão completamente interligadas.
A solução continua foragida, e eu sem força nenhuma para fazer a busca, então, a preguiça bate fortéeerrima nessas horas.
Pelo menos a TPM se fué...
Obama toma posse logo mais e juro por Deus que queria ter fé otimismo e um embasamento político - econômico pra acreditar que isso é capaz de mudar a crise do mundo.
Mas, infelizmente, tomada pelo desânimo ou mesmo pela minha intuição, acredito que a crise de hoje seja resultado de uns 20 anos de erros (desde a Guerra do Golfo) e que, por isso, não daria pra resolver em 4 anos. Tentando ver o lado colorido das coisas, tenho ao menos a esperança de que a avalanche pare por aí e, de que ao menos as coisas não piorem daqui pra frente. Já seria muito bom né?
Não consegui a revista Telva! Foi triste mesmo, mas acho que só a conseguiria no Aeroporto, mas até aí o preço do estacionamento acaba sendo maior que o da revista. Desisti!
Outra coisa que desito é de comentar a explicação do pessoal da direção da Renascer sobre o desabamento do teto da Igreja. Segundo eles, foi um acidente, a escolha de Deus. Por acaso "Deus" era o nome do funcionário responsável por obter o laudo de liberação do corpo de Bombeiros para o uso do prédio como sede de uma Igreja? Porque, infelizmente o templo não era regulamentado e nem tinha a segurança devidamente inspecionada.
Respeito as mais diversas crenças e religiões, que fique bem claro.
Pra finalizar por hoje, uma diquinha pra quem curte Cinema e não é lá muito adepto da pirataria.
O Cineturbo é um site que disponibiliza filmes atuais, de excelente qualidade para assistir em streaming (você não faz o download, o site apenas compartilha com você).
Pra quem tem banda larga é bem bacana.
Boa dica!!!!
Ai...preciso de férias!!! Mas férias com dinheiro né? Porque, vamos combinar...viajar contando moeda pra comprar aquela canga linda, ou vivendo de miojo e pão de forma.
Sai preguiçaaaaaaa!
Pensando em:
Contos da minha vida,
Eu comigo,
Filosofias da vida,
Momentos de revolta
quarta-feira, 3 de dezembro de 2008
Luzinhas de Natal
quarta-feira, 3 de dezembro de 2008
Até pouquíssimo tempo atrás, essa época do ano era minha preferida para caminhar à noite nas ruas paulistanas. As pequenas ruas, as avenidas famosas, os prédios, tudo cheirava e brilhava Natal.
A rua Normandia em Moema, as lojas da Faria Lima, e as casas em determinados bairros que quase competiam entre si para o prêmio de decoração mais bonita.
Hoje é dia 3 de Dezembro! A essa altura nos anos anteriores, já estava tudo hiper enfeitado. No meu bairro, uns 3 ou 4 gatos pingados penduraram um joguinho de luzes na sacada!!!!
Num primeiro momento poderia pensar que o espírito de Natal se perdeu, ou que, sei lá, a cidade se apagou, mas sabe que eu fiquei super contente com esse Natal menos brilhante????
Não sei qual o motivo que levou a essa reação em massa de apagar as luzes...se é bolso, se é crise, preguiça ou consciência, mas o que importa é que zilhões de KWz não serão gastos "à toa" e, com isso, vamos economizar água, vamos ter mais energia para aquecer o banho de cidades e regiões menos favorecidas...com isso não haverá o desperdício!!!!
Ha um tempão atrás, as pessoas esbanjavam...eu mesmo, assumo ter escovado muito os dentes de torneira aberta, ter abusado de banhos demorados, aberto a geladeira pra pensar e tal...Mas hoje? Hoje não.... puxa, que bacana!
Tomara que eu não esteja sendo otimista demais...
A rua Normandia em Moema, as lojas da Faria Lima, e as casas em determinados bairros que quase competiam entre si para o prêmio de decoração mais bonita.
Hoje é dia 3 de Dezembro! A essa altura nos anos anteriores, já estava tudo hiper enfeitado. No meu bairro, uns 3 ou 4 gatos pingados penduraram um joguinho de luzes na sacada!!!!
Num primeiro momento poderia pensar que o espírito de Natal se perdeu, ou que, sei lá, a cidade se apagou, mas sabe que eu fiquei super contente com esse Natal menos brilhante????
Não sei qual o motivo que levou a essa reação em massa de apagar as luzes...se é bolso, se é crise, preguiça ou consciência, mas o que importa é que zilhões de KWz não serão gastos "à toa" e, com isso, vamos economizar água, vamos ter mais energia para aquecer o banho de cidades e regiões menos favorecidas...com isso não haverá o desperdício!!!!
Ha um tempão atrás, as pessoas esbanjavam...eu mesmo, assumo ter escovado muito os dentes de torneira aberta, ter abusado de banhos demorados, aberto a geladeira pra pensar e tal...Mas hoje? Hoje não.... puxa, que bacana!
Tomara que eu não esteja sendo otimista demais...
sexta-feira, 19 de setembro de 2008
SER LIVRE!
sexta-feira, 19 de setembro de 2008
A liberdade é a sensação mais incrível na minha opinião. Podemos sentí-la nas situações mais simples, como ao descalçar um sapato, tirar alguma roupa que te aperta ou te pinica, descer de um ônibus lotado, colocar os pés no mar depois de 5 dias seguidos de chuva nas férias....
Não se trata em si de liberdade no sentido "cadeia, jaula", ou liberdade de ir e vir.
Atribuo um sentido mais amplo; Liberdade como sendo a busca por um estado de conforto e felicidade maior ao desvencilhar - se de algo que o limita.
Um pai possessivo, uma mãe controladora, um namorado ciumento, um marido inseguro...vá lá! Pai e mãe a gente não escolhe, apenas aprende a burlar. Namorado, marido, aí não tem jeito! São seres humanos e, terão defeitos e, se os mesmos forem superados pelas qualidades, a gente acaba tolerando.
Mas amigos? Amigos não...aí não dá! Amizade é exatamente a maior tradução de amor livre, caramba!
Amigo nunca incomoda, nunca aperta, sufoca nem comprime. Amigo não pressiona, não cobra e, nem sequer espera!
É a licença poética do amor!!! Não há fidelidade na amizade...há LEALDADE!
Mas, nem sempre as pessoas conseguem separar as coisas, nem sempre sabemos ter e ser amigos.
Por falta de um, tive 2 nessa pegada de amigo - namorado. Um deles, durante longos 6 anos!!! Explicável, pois fomos namorados e depois amigos. O ciúme, a cobrança, a privação de liberdade era mútua e, assim sendo o melhor foi a separaçao (pena ter sido de maneira drástica...se bem que, acho que se não fosse assim, perduraria o martírio até hoje. Martírio mútuo, que fique claro que não me eximo da minha parcela de culpa...por sinal, foi a única pessoa que, em 30 anos foi capaz de me deixar realmente brava). Quando nos afastamos, um dos meus braços ficou bobo, não sabia bem o que fazer...mas, umas sessões de "fisioterapia" o deixaram esperto e ávido rapidinho.
O outro caso foi diferente, talvez menos complicado, mas por ser menos justificável, causou um desconforto bem maior.
Já começa que se tratava de uma amigA e não amigo. Uma amiga tão heterossexual como eu (sem preconceito algum com qualquer preferência sexual, mas é necessário explicar que não havia nenhuma ligação amorosa de nenhum lado entre nós duas, que é pra elucidar o quão descabida e injustificável era essa amarra no meu braço e nas minhas pernas).
Durante mais ou menos 2 anos, tudo o que eu fazia estava errado, meus namorados todos eram feios, ou os peguetes eram "estranhos"... Minhas outras amigas eram "ah...legal". Os lugares que eu queria ir: "ah, meu, vamo em outro lugar". De repente, comecei a perceber que eu não conseguia mais sequer dizer o que eu queria fazer, comer, ver, dizer, pq, simplesmente a repreensão a desaprovação eram tamanhas, que me assustavam.
Rolava uma agressividade em palavras.
Mas, ao mesmo tempo, existia uma doçura, um zêlo que prenunciava uma relação entre irmãs! E, quem são os irmãos que nunca brigam ou discutem e, depois de umas 2h nem se lembram mais?
O tempo foi passando, e eu cada vez mais na "solitária". Mas, ao contrário do outro caso, eu não tinha muito como questionar, afinal, parecia absurdo demais ser tratada como a namorada da sua amiga!!!! Eu devia estar com algum outro problema, e estava distorcendo a realidade...era isso!
Era isso o caralho ( nossa, irritou mesmo hein?). Eu não sou (sou, nao...era né?) a única amiga, ela tem pai e mãe ( maravilhosos, por sinal), primos, irmãos, e outros vários amigos...Mas, eu era a titular absoluta. O telefone no "em caso de acidentes, ligar para..." era o meu ( diga - se de passagem, usado várias vezes, inclusive nos mais falsos alarmes!)
Aí, um belo dia, eu bebi demais ( ok, eu sempre bebo demais!).
Sabe aquela história do "a bebida entra e a verdade sai"? Então...nem eu sabia que estava tão farta, tão sufocada e, nesse dia em que bebi a mais, acabei falando merda, fazendo algumas merdas (conceito relativo) e, ela se estressou. Me deu uma repreendida, e uma gelada (não, não cerveja... gelada = ignorada).
Normalmente eu enfiaria o rabinho entre as patinhas traseiras, baixaria as orelhas e esperaria uns 3 dias, até que ficasse td normal.
Mas, eu realmente estava no limite! Fiquei brava, pensei, pensei, escrevi umas loucuras por aqui, deixei claro que eu não tinha gostado nem um pouquinho da reação dela e, enquanto hoje ela acha que está me privando da sua excelente ( sem ironia, pq ela é legal mesmo) companhia, ela está me devolvendo a minha LIBERDADE...logo, a minha FELICIDADE.
Não queria que tivesse sido assim...queria que ela fosse minha amiga ( irmã ou não) como outras poucas e excelentes que eu tenho. Só não dava mais mesmo pra ser a namorada dela......
Em tempo...se ela ler isso aqui, talvez role uma lambança, mas, a essa altura do campeonato, seja o que Deus quiser! Afinal, do jeito que era, quem não quer sou eu!!!!!!!!!!!!!!!
E viva a liberdadeeeee!!!!!!!!!!!!
Não se trata em si de liberdade no sentido "cadeia, jaula", ou liberdade de ir e vir.
Atribuo um sentido mais amplo; Liberdade como sendo a busca por um estado de conforto e felicidade maior ao desvencilhar - se de algo que o limita.
Um pai possessivo, uma mãe controladora, um namorado ciumento, um marido inseguro...vá lá! Pai e mãe a gente não escolhe, apenas aprende a burlar. Namorado, marido, aí não tem jeito! São seres humanos e, terão defeitos e, se os mesmos forem superados pelas qualidades, a gente acaba tolerando.
Mas amigos? Amigos não...aí não dá! Amizade é exatamente a maior tradução de amor livre, caramba!
Amigo nunca incomoda, nunca aperta, sufoca nem comprime. Amigo não pressiona, não cobra e, nem sequer espera!
É a licença poética do amor!!! Não há fidelidade na amizade...há LEALDADE!
Mas, nem sempre as pessoas conseguem separar as coisas, nem sempre sabemos ter e ser amigos.
Por falta de um, tive 2 nessa pegada de amigo - namorado. Um deles, durante longos 6 anos!!! Explicável, pois fomos namorados e depois amigos. O ciúme, a cobrança, a privação de liberdade era mútua e, assim sendo o melhor foi a separaçao (pena ter sido de maneira drástica...se bem que, acho que se não fosse assim, perduraria o martírio até hoje. Martírio mútuo, que fique claro que não me eximo da minha parcela de culpa...por sinal, foi a única pessoa que, em 30 anos foi capaz de me deixar realmente brava). Quando nos afastamos, um dos meus braços ficou bobo, não sabia bem o que fazer...mas, umas sessões de "fisioterapia" o deixaram esperto e ávido rapidinho.
O outro caso foi diferente, talvez menos complicado, mas por ser menos justificável, causou um desconforto bem maior.
Já começa que se tratava de uma amigA e não amigo. Uma amiga tão heterossexual como eu (sem preconceito algum com qualquer preferência sexual, mas é necessário explicar que não havia nenhuma ligação amorosa de nenhum lado entre nós duas, que é pra elucidar o quão descabida e injustificável era essa amarra no meu braço e nas minhas pernas).
Durante mais ou menos 2 anos, tudo o que eu fazia estava errado, meus namorados todos eram feios, ou os peguetes eram "estranhos"... Minhas outras amigas eram "ah...legal". Os lugares que eu queria ir: "ah, meu, vamo em outro lugar". De repente, comecei a perceber que eu não conseguia mais sequer dizer o que eu queria fazer, comer, ver, dizer, pq, simplesmente a repreensão a desaprovação eram tamanhas, que me assustavam.
Rolava uma agressividade em palavras.
Mas, ao mesmo tempo, existia uma doçura, um zêlo que prenunciava uma relação entre irmãs! E, quem são os irmãos que nunca brigam ou discutem e, depois de umas 2h nem se lembram mais?
O tempo foi passando, e eu cada vez mais na "solitária". Mas, ao contrário do outro caso, eu não tinha muito como questionar, afinal, parecia absurdo demais ser tratada como a namorada da sua amiga!!!! Eu devia estar com algum outro problema, e estava distorcendo a realidade...era isso!
Era isso o caralho ( nossa, irritou mesmo hein?). Eu não sou (sou, nao...era né?) a única amiga, ela tem pai e mãe ( maravilhosos, por sinal), primos, irmãos, e outros vários amigos...Mas, eu era a titular absoluta. O telefone no "em caso de acidentes, ligar para..." era o meu ( diga - se de passagem, usado várias vezes, inclusive nos mais falsos alarmes!)
Aí, um belo dia, eu bebi demais ( ok, eu sempre bebo demais!).
Sabe aquela história do "a bebida entra e a verdade sai"? Então...nem eu sabia que estava tão farta, tão sufocada e, nesse dia em que bebi a mais, acabei falando merda, fazendo algumas merdas (conceito relativo) e, ela se estressou. Me deu uma repreendida, e uma gelada (não, não cerveja... gelada = ignorada).
Normalmente eu enfiaria o rabinho entre as patinhas traseiras, baixaria as orelhas e esperaria uns 3 dias, até que ficasse td normal.
Mas, eu realmente estava no limite! Fiquei brava, pensei, pensei, escrevi umas loucuras por aqui, deixei claro que eu não tinha gostado nem um pouquinho da reação dela e, enquanto hoje ela acha que está me privando da sua excelente ( sem ironia, pq ela é legal mesmo) companhia, ela está me devolvendo a minha LIBERDADE...logo, a minha FELICIDADE.
Não queria que tivesse sido assim...queria que ela fosse minha amiga ( irmã ou não) como outras poucas e excelentes que eu tenho. Só não dava mais mesmo pra ser a namorada dela......
Em tempo...se ela ler isso aqui, talvez role uma lambança, mas, a essa altura do campeonato, seja o que Deus quiser! Afinal, do jeito que era, quem não quer sou eu!!!!!!!!!!!!!!!
E viva a liberdadeeeee!!!!!!!!!!!!
Pensando em:
Contos da minha vida,
Filosofias da vida,
Para ler sempre
terça-feira, 9 de setembro de 2008
INVEJA
terça-feira, 9 de setembro de 2008
s.f. 1. Desgosto ou pesar pelo bem ou felicidade de outrem; 2. Desejo violento de possuir o bem alheio; 3. Objeto da inveja.
(Aurélio)
Inveja é o desejo por atributos, posses, status, habilidades de outra pessoa gerando um sentimento tão grande de egocentrismo que renegue as virtudes alheias, somente acentuando os defeitos. Não é necessariamente associada à um objeto: sua característica mais típica é a comparação desfavorável do status de uma pessoa em relação à outra.
A origem latina da palavra inveja é "invidere" que significa "não ver".
Entretanto, a inveja não é uma característica intrínseca do gênero humano ela é fruto do egoísmo, em uma sociedade concorrencial.
Os indivíduos, em contraposição, disputam poder, riquezas e status, aqueles que possuem tais atributos sofrem uma reação dos que não possuem, que almejariam ter tais atributos, isso em psicologia é denominado formação reativa: que é um mecanismo de defesa dos mais "fracos" contra os mais "fortes".
(Wikkipédia)
Inveja é o sentimento mais destruidor que existe. Nem o orgulho é capaz de devastar amor com tanta veemência...
Eu sou egoísta, eu tenho orgulho, eu tenho gula, sou agressiva às vezes....Tenho muitos defeitos, mas graças a Deus a inveja não está em mim.
Melhor que isso, não consigo me sentir invejada tb.
Por isso, eu não tenho medo de expor o q penso, o que sou e o que eu quero....
E, se alguém não quiser saber o q eu penso de verdade, é melhor nem me perguntar! Eu não sei mentir apenas pra dizer o que o outro quer ouvir. Acho irresponsável demais alimentar aquilo em que não acredito!
Lealdade ou inveja????
(Aurélio)
Inveja é o desejo por atributos, posses, status, habilidades de outra pessoa gerando um sentimento tão grande de egocentrismo que renegue as virtudes alheias, somente acentuando os defeitos. Não é necessariamente associada à um objeto: sua característica mais típica é a comparação desfavorável do status de uma pessoa em relação à outra.
A origem latina da palavra inveja é "invidere" que significa "não ver".
Entretanto, a inveja não é uma característica intrínseca do gênero humano ela é fruto do egoísmo, em uma sociedade concorrencial.
Os indivíduos, em contraposição, disputam poder, riquezas e status, aqueles que possuem tais atributos sofrem uma reação dos que não possuem, que almejariam ter tais atributos, isso em psicologia é denominado formação reativa: que é um mecanismo de defesa dos mais "fracos" contra os mais "fortes".
(Wikkipédia)
Inveja é o sentimento mais destruidor que existe. Nem o orgulho é capaz de devastar amor com tanta veemência...
Eu sou egoísta, eu tenho orgulho, eu tenho gula, sou agressiva às vezes....Tenho muitos defeitos, mas graças a Deus a inveja não está em mim.
Melhor que isso, não consigo me sentir invejada tb.
Por isso, eu não tenho medo de expor o q penso, o que sou e o que eu quero....
E, se alguém não quiser saber o q eu penso de verdade, é melhor nem me perguntar! Eu não sei mentir apenas pra dizer o que o outro quer ouvir. Acho irresponsável demais alimentar aquilo em que não acredito!
Lealdade ou inveja????
Pensando em:
Eu comigo,
Filosofias da vida,
Momentos de revolta
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