sexta-feira, 25 de junho de 2010

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sexta-feira, 25 de junho de 2010
Eu não sei o que eu quero!
Estava lendo o livro da @poalli (Ana Paula Barbi. Leia aqui, super recomendo!), adorando, vivendo junto com ela em cada presepada.
No finzinho do livro tem uma passagem que resume basicamente minha vida agora.
Ela fala de uma insatisfação completamente irracional e sem nexo, tipo boçalidade reclamar da vida.
Acontece que, toda vez que lemos um livro ou vemos um filme, é meio que natural refletir a respeito. Pois bem, refleti.
Brother, bateu uma insatisfação, um desgosto com a minha vida que só eu mesma pra entender.
Porra, Ana Paula, você tem teto, tem o que comer, tem saúde, família, um namorado que te ama. O que mais você quer?
Tá aí...eu não sei o que mais eu quero.
Num primeiro momento, pensei: eu quero trabalhar, quero ser útil, ter um salário, voltar a ser gente grande e sonhar com um futuro na vida.
De fato, eu quero isso mesmo, mas, daí a dizer que um emprego (mesmo um excelente emprego) aniquilaria minha atual insatisfação é mentira!
Amenizaria, é bem verdade, mas simplesmente pelo fato de diminuir - me o tempo hábil para pensar na vida.
Provavelmente, apenas por isso.
Estava aqui pensando. São quase 32 anos de vida e não cometi uma única irresponsabilidade, não corri riscos, e fui sempre certinha.
As minhas maiores cagadas envolvem álcool e direção.
Ok, atira aí a primeira pedra quem bebe e nunca dirigiu depois de beber.
Tirando isso, nunca usei drogas, nunca traí com o risco de ser pega, nunca sacaneei ninguém por egoísmo puro e simples, nunca me enfiei em presepadas, nunca mochilei com a cara e com a coragem, nunca matei aula....How fucking boring is it??????
Sério.
Tarde demais pra ser inconsequente, eu sei...Não pela idade, não pela situação, mas pela maturidade. Passei do timming em que eu me permitiria ou que acharia legal correr riscos absolutamente desnecessários só pela adrenalina.
Tarde demais pra torrar as economias numa viagem à Europa, sem data pra voltar, largando emprego, família, tudo pra trás, na certeza de que, quando o sapato apertar, papai manda a grana da passagem de volta, te pega no aeroporto e te leva pra tomar um banho quentinho.
A adrenalina da minha vida é baseada nas contas, obrigações e medos da vida adulta.
No wonder eu estar insatisfeita!
Não me admira essa vontade insana de bancar a 13 de corrente por aí.
E a pergunta que fica ecoando na cabeça:
WHAT AM I LIVING FOR?????

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