Não vou ficar repetindo fatos desagradáveis que já narrei aqui porque nem eu mais tenho paciência de lembrar deles.
Digamos que, há dois anos eu decidi me afastar de uma grande amiga. A amizade andava pesada, intensa demais, só que de um modo negativo. Não estava rolando respeito. Por isso resolvi dar uma AFASTADA.
A ideia não era deletar, excluir essa pessoa da minha vida, e sim, dar um tempo simplesmente. Mas, curiosamente, pra ela não foi assim. Msn, e-mail, orkut, telefone...em tudo o que ela poderia, me deletou.
Até aí, direito dela, certo?
A merda toda começou quando os amigos em comum foram soltando suas histórias, quando fui descobrindo que a meta era queimar meu filme da maneira mais irreversível possível com o maior número de pessoas que ela pudesse, inclusive as que ela pouco conhecia e que faziam parte do meu Universo.
A partir daí, achei doença. Não concebo a ideia de neguinho te tratar como rei e, tramar o golpe de estado quando vc vira as costas.
Vou te contar que até mentir pra mãe de amigo meu ela mentiu.
Minha conduta diante disso é bem simples!
Me afasto, ignoro a existência da pessoa e espero que ela me esqueça também.
Obviamente que meu sangue não é de barata, então, durante um tempo é capaz que eu fique irritada, cheia de vontade de falar um monte de merda pra pessoa.
Mas, como diz a Patrícia no blog dela: "Nego te encontra e fala "opa tudo bom? saudades" e te dá um abraço. Sendo que nego sabe o que fez e se não souber, pior, dentro daquilo tudo que eu acho. A pessoa tem obrigação de saber. Não vem com esse papo de "aconteceu alguma coisa? o que eu te fiz?", sabe."
Aí, sabadão, saio felizona com o namorado e um amigo dele. O bar fecha e a gente resolve ir pra um outro bar, tomar a saideira.
Lá na mesa, os 3 empolgados, rindo, e, quando olho pro lado, vejo a tal amiga vindo em minha direção.
Num primeiro momento pensei que ela estivesse indo em direção a outra mesa, mas não...ela chegou, braços abertos, sorrindo com os olhos, como se NADA NUNCA tivesse acontecido.
Como se ela jamais tivesse feito qualquer coisa contra mim; Como se ela me adorasse muito e fizesse, sei lá...2 meses e não 2 ANOS que a gente não trocava uma palavra.
Perguntou dos meus pais, quis saber do meu trabalho (provavelmente pra me contar do dela, afinal, ela deve ter achado que eu continuava com a minha vidinha sem futuro e tal e, nesse momento MUITO orgulho do meu trabalho atual).
Tenho certeza de que ficou muito claro o quanto eu estava achando a presença dela ali absurda.
Porra, vc vai lá, fode com a minha vida pelas minhas costas e ainda se faz a vítima, queima meu filme até com quem não me conhece e surge querendo me dar um abraço sincero (JURO que, nos olhos dela, havia carinho, sinceridade)? Eu não tinha te visto e nem a veria, brother...
É cara de pau, memória fraca ou desvio de conduta (tipo doença mesmo)?????
Fala sério...
Que fique claro a quem possa interessar:
Não, eu não tenho mais nada contra você, e não me interessam seus motivos. PASSOU, ficou láaaa atrás.
No hoje não cabe falar, revirar nem tentar resolver o assunto.
Simplesmente desejo que vc seja feliz, que colha os frutos das suas atitudes bem longe de mim, ok?
Sucesso, gata e, se me encontrar novamente na rua, tenha a dignidade de fingir que não me viu, pq embora eu não a tenha visto, se o tivesse, com certeza fingiria que não vi!
***muah***
segunda-feira, 12 de julho de 2010
Coerência, cadê?
segunda-feira, 12 de julho de 2010
Pensando em:
Contos da minha vida,
Fatos da vida real,
Freud explica,
Momentos de revolta
Inferno Astral?
Esse mundo anda completamente fora de prumo.
É final de Copa do Mundo entre times que não tem estrelinhas na camisa, é polvo bancando Nostradamus e acertando todas as previsões, nego matando a mãe do próprio filho e dando o corpo pra pobres cachorros comerem. Sem contar gente que é traída, grava vídeo e joga na internet a fim de ser world web corna.
E, em meio a tanta maluquice, tanto apocalipse, EU ARRUMEI UM EMPREGO.
Daí, que não soube dizer se era o presságio do meu inferno ou a bóia salva - vidas me dando mais uma chance pra nadar.
Fiz uma entrevista numa segunda - feira e, 3 horas depois estava eu fazendo exame admissional pra começar a trabalhar na terça, em plena semana de feriado.
Já fiz hora extra, já fiquei maluca, já saí mais tarde que a chefe, mas ó...TÔ ADORANDO!
É estranho, uma sensação maravilhosa, como se fosse meu 1º emprego. Só que não é!
Já tive muita responsabilidade trabalhando como dentista, e, de fato, trabalhando na área administrativa, eu nunca tinha tido essa sensação de andar sobre minhas pernas. Não tenho certeza, mas, provavelmente eu não achava que eu era capaz (ah vá? Jura que eu duvidava da minha capacidade?).
De qualquer forma, estou super sendo capaz, e já ganhei umas estrelinhas da chefe (saudade da pré escola!).
Pouco importa minha função, a realidade é que finalmente a nuvem negra saiu da minha cabeça. GRAÇAS A DEUS.
É isso...devia ao blog uma notícia boa...e, para mim, está de bom tamanho.
Ganho mal, mas adoro o que faço...tá bom assim?
PS: Quando os problemas maiores somem, os pequenos parecem nem existir, e, daí, me peguei com medo de essa fase "de paz" acabar logo. Tô traumatizada?
É final de Copa do Mundo entre times que não tem estrelinhas na camisa, é polvo bancando Nostradamus e acertando todas as previsões, nego matando a mãe do próprio filho e dando o corpo pra pobres cachorros comerem. Sem contar gente que é traída, grava vídeo e joga na internet a fim de ser world web corna.
E, em meio a tanta maluquice, tanto apocalipse, EU ARRUMEI UM EMPREGO.
Daí, que não soube dizer se era o presságio do meu inferno ou a bóia salva - vidas me dando mais uma chance pra nadar.
Fiz uma entrevista numa segunda - feira e, 3 horas depois estava eu fazendo exame admissional pra começar a trabalhar na terça, em plena semana de feriado.
Já fiz hora extra, já fiquei maluca, já saí mais tarde que a chefe, mas ó...TÔ ADORANDO!
É estranho, uma sensação maravilhosa, como se fosse meu 1º emprego. Só que não é!
Já tive muita responsabilidade trabalhando como dentista, e, de fato, trabalhando na área administrativa, eu nunca tinha tido essa sensação de andar sobre minhas pernas. Não tenho certeza, mas, provavelmente eu não achava que eu era capaz (ah vá? Jura que eu duvidava da minha capacidade?).
De qualquer forma, estou super sendo capaz, e já ganhei umas estrelinhas da chefe (saudade da pré escola!).
Pouco importa minha função, a realidade é que finalmente a nuvem negra saiu da minha cabeça. GRAÇAS A DEUS.
É isso...devia ao blog uma notícia boa...e, para mim, está de bom tamanho.
Ganho mal, mas adoro o que faço...tá bom assim?
PS: Quando os problemas maiores somem, os pequenos parecem nem existir, e, daí, me peguei com medo de essa fase "de paz" acabar logo. Tô traumatizada?
sexta-feira, 25 de junho de 2010
Girls do cry!
sexta-feira, 25 de junho de 2010
Ainda em meio ao vazio, à deprê sem motivo plausível, muita, mas muita coisa mesmo veio à cabeça.
Momentos - chave da minha vida, nos quais eu poderia ter tomado outro caminho. Onde eu estaria agora e tal...
E, sempre que essa nostalgia bizarra (sim, porque, convenhamos, que caralhos adianta pensar em "como seria se" se é impossível voltar no tempo e descobrir? Se tudo não passa de uma especulação que serve apenas pra te jogar ainda mais pra baixo?) rola, vem á minha memória uma fase da minha vida que não foi propriamente feliz, na qual eu sofri no melhor estilo "Maria do Bairro". Essa fase talvez seja tão importante por ser precursora direta de quem eu me tornei, e, principalmente por ter sido a fase na qual eu me senti mais VIVA de fato. Ali, chorando, rindo por pouca bosta, lutando por uma esmola de carinho, eu me sentia viva, pulsando...e, sentia cada corte, cada porrada que aquele circo dava no meu corpo.
Ao fundo uma novela, uma cena qualquer, provavelmente de amor, e toca uma musiquinha velha conhecida, numa versãozinha bem mela cueca, que, só fez aumentar a melancolia.
Na realidade, se fosse melancólico de verdade, estilo Smiths eu acho que teria me jogado da janela.
Enfim, dei um google pra ler a letra inteira...nunca tinha prestado atenção.
E aí, mermão, tomo três tapinhas na cara..."get over it, Ana Paula! A vida é assim e fim!"
Tempo nenhum volta atrás. Não importa se você descobre o que aconteceu de errado e a fórmula mágica pra fazer tudo de novo, só que dando certo dessa vez. O tempo simplesmente não volta atrás.
Divido aqui letra, tradução e versão romantiquinha!
Enjoy it!
Boys Don't Cry
The Cure
Composição: Michael Dempsey / Robert Smith / Lol Tolhurst
I would say I'm sorry
If I thought that it would change your mind
But I know that this time
I have said too much, been too unkind
I try to laugh about it
Cover it all up with lies
I try to laugh about it
Hiding the tears in my eyes
'Cause boys don't cry
Boys don't cry
I would break down at your feet
And beg forgiveness, plead with you
But I know that it's too late
And now there's nothing I can do
So I try to laugh about it
Cover it all up with lies
I try to laugh about it
Hiding the tears in my eyes
'Cause boys don't cry
I would tell you that I loved you
If I thought that you would stay
But I know that it's no use
That you've already gone away
Misjudged your limits
Pushed you too far
Took you for granted
I thought that you needed me more
Now I would do most anything
To get you back by my side
But I just keep on laughing
Hiding the tears in my eyes
'Cause boys don't cry
Boys don't cry
Boys don't cry
Garotos Não Choram
Eu diria que estou arrependido
Se achasse que isto faria você mudar de idéia
Mas eu sei que desta vez
Eu falei demais, fui indelicado demais
Eu tento rir disso tudo
Cobrindo com mentiras
Eu tento rir disso tudo
Escondendo as lágrimas em meus olhos
Pois garotos não choram
Garotos não choram
Eu me desmancharia aos seus pés
Mendigaria seu perdão, imploraria a você
Mas eu sei que é tarde demais
E agora não há nada que eu possa fazer
Por isso eu tento rir disso tudo
Cobrindo com mentiras
Eu tento rir disso tudo
Escondendo as lágrimas em meus olhos
Pois garotos não choram
Eu diria a você que te amava
Se achasse que você ficaria
Mas eu sei que é inútil
E você foi embora
Julguei mal o seu limite
Fiz você ir longe demais
Te subestimei, não te dei valor
Pensei que você precisasse mais de mim
Agora eu faria qualquer coisa
Para ter você de volta ao meu lado
Mas eu só fico rindo
Escondendo as lágrimas em meus olhos
Pois garotos não choram garotos
Garotos não choram
Garotos não choram
Momentos - chave da minha vida, nos quais eu poderia ter tomado outro caminho. Onde eu estaria agora e tal...
E, sempre que essa nostalgia bizarra (sim, porque, convenhamos, que caralhos adianta pensar em "como seria se" se é impossível voltar no tempo e descobrir? Se tudo não passa de uma especulação que serve apenas pra te jogar ainda mais pra baixo?) rola, vem á minha memória uma fase da minha vida que não foi propriamente feliz, na qual eu sofri no melhor estilo "Maria do Bairro". Essa fase talvez seja tão importante por ser precursora direta de quem eu me tornei, e, principalmente por ter sido a fase na qual eu me senti mais VIVA de fato. Ali, chorando, rindo por pouca bosta, lutando por uma esmola de carinho, eu me sentia viva, pulsando...e, sentia cada corte, cada porrada que aquele circo dava no meu corpo.
Ao fundo uma novela, uma cena qualquer, provavelmente de amor, e toca uma musiquinha velha conhecida, numa versãozinha bem mela cueca, que, só fez aumentar a melancolia.
Na realidade, se fosse melancólico de verdade, estilo Smiths eu acho que teria me jogado da janela.
Enfim, dei um google pra ler a letra inteira...nunca tinha prestado atenção.
E aí, mermão, tomo três tapinhas na cara..."get over it, Ana Paula! A vida é assim e fim!"
Tempo nenhum volta atrás. Não importa se você descobre o que aconteceu de errado e a fórmula mágica pra fazer tudo de novo, só que dando certo dessa vez. O tempo simplesmente não volta atrás.
Divido aqui letra, tradução e versão romantiquinha!
Enjoy it!
Boys Don't Cry
The Cure
Composição: Michael Dempsey / Robert Smith / Lol Tolhurst
I would say I'm sorry
If I thought that it would change your mind
But I know that this time
I have said too much, been too unkind
I try to laugh about it
Cover it all up with lies
I try to laugh about it
Hiding the tears in my eyes
'Cause boys don't cry
Boys don't cry
I would break down at your feet
And beg forgiveness, plead with you
But I know that it's too late
And now there's nothing I can do
So I try to laugh about it
Cover it all up with lies
I try to laugh about it
Hiding the tears in my eyes
'Cause boys don't cry
I would tell you that I loved you
If I thought that you would stay
But I know that it's no use
That you've already gone away
Misjudged your limits
Pushed you too far
Took you for granted
I thought that you needed me more
Now I would do most anything
To get you back by my side
But I just keep on laughing
Hiding the tears in my eyes
'Cause boys don't cry
Boys don't cry
Boys don't cry
Garotos Não Choram
Eu diria que estou arrependido
Se achasse que isto faria você mudar de idéia
Mas eu sei que desta vez
Eu falei demais, fui indelicado demais
Eu tento rir disso tudo
Cobrindo com mentiras
Eu tento rir disso tudo
Escondendo as lágrimas em meus olhos
Pois garotos não choram
Garotos não choram
Eu me desmancharia aos seus pés
Mendigaria seu perdão, imploraria a você
Mas eu sei que é tarde demais
E agora não há nada que eu possa fazer
Por isso eu tento rir disso tudo
Cobrindo com mentiras
Eu tento rir disso tudo
Escondendo as lágrimas em meus olhos
Pois garotos não choram
Eu diria a você que te amava
Se achasse que você ficaria
Mas eu sei que é inútil
E você foi embora
Julguei mal o seu limite
Fiz você ir longe demais
Te subestimei, não te dei valor
Pensei que você precisasse mais de mim
Agora eu faria qualquer coisa
Para ter você de volta ao meu lado
Mas eu só fico rindo
Escondendo as lágrimas em meus olhos
Pois garotos não choram garotos
Garotos não choram
Garotos não choram
???
Eu não sei o que eu quero!
Estava lendo o livro da @poalli (Ana Paula Barbi. Leia aqui, super recomendo!), adorando, vivendo junto com ela em cada presepada.
No finzinho do livro tem uma passagem que resume basicamente minha vida agora.
Ela fala de uma insatisfação completamente irracional e sem nexo, tipo boçalidade reclamar da vida.
Acontece que, toda vez que lemos um livro ou vemos um filme, é meio que natural refletir a respeito. Pois bem, refleti.
Brother, bateu uma insatisfação, um desgosto com a minha vida que só eu mesma pra entender.
Porra, Ana Paula, você tem teto, tem o que comer, tem saúde, família, um namorado que te ama. O que mais você quer?
Tá aí...eu não sei o que mais eu quero.
Num primeiro momento, pensei: eu quero trabalhar, quero ser útil, ter um salário, voltar a ser gente grande e sonhar com um futuro na vida.
De fato, eu quero isso mesmo, mas, daí a dizer que um emprego (mesmo um excelente emprego) aniquilaria minha atual insatisfação é mentira!
Amenizaria, é bem verdade, mas simplesmente pelo fato de diminuir - me o tempo hábil para pensar na vida.
Provavelmente, apenas por isso.
Estava aqui pensando. São quase 32 anos de vida e não cometi uma única irresponsabilidade, não corri riscos, e fui sempre certinha.
As minhas maiores cagadas envolvem álcool e direção.
Ok, atira aí a primeira pedra quem bebe e nunca dirigiu depois de beber.
Tirando isso, nunca usei drogas, nunca traí com o risco de ser pega, nunca sacaneei ninguém por egoísmo puro e simples, nunca me enfiei em presepadas, nunca mochilei com a cara e com a coragem, nunca matei aula....How fucking boring is it??????
Sério.
Tarde demais pra ser inconsequente, eu sei...Não pela idade, não pela situação, mas pela maturidade. Passei do timming em que eu me permitiria ou que acharia legal correr riscos absolutamente desnecessários só pela adrenalina.
Tarde demais pra torrar as economias numa viagem à Europa, sem data pra voltar, largando emprego, família, tudo pra trás, na certeza de que, quando o sapato apertar, papai manda a grana da passagem de volta, te pega no aeroporto e te leva pra tomar um banho quentinho.
A adrenalina da minha vida é baseada nas contas, obrigações e medos da vida adulta.
No wonder eu estar insatisfeita!
Não me admira essa vontade insana de bancar a 13 de corrente por aí.
E a pergunta que fica ecoando na cabeça:
WHAT AM I LIVING FOR?????
Estava lendo o livro da @poalli (Ana Paula Barbi. Leia aqui, super recomendo!), adorando, vivendo junto com ela em cada presepada.
No finzinho do livro tem uma passagem que resume basicamente minha vida agora.
Ela fala de uma insatisfação completamente irracional e sem nexo, tipo boçalidade reclamar da vida.
Acontece que, toda vez que lemos um livro ou vemos um filme, é meio que natural refletir a respeito. Pois bem, refleti.
Brother, bateu uma insatisfação, um desgosto com a minha vida que só eu mesma pra entender.
Porra, Ana Paula, você tem teto, tem o que comer, tem saúde, família, um namorado que te ama. O que mais você quer?
Tá aí...eu não sei o que mais eu quero.
Num primeiro momento, pensei: eu quero trabalhar, quero ser útil, ter um salário, voltar a ser gente grande e sonhar com um futuro na vida.
De fato, eu quero isso mesmo, mas, daí a dizer que um emprego (mesmo um excelente emprego) aniquilaria minha atual insatisfação é mentira!
Amenizaria, é bem verdade, mas simplesmente pelo fato de diminuir - me o tempo hábil para pensar na vida.
Provavelmente, apenas por isso.
Estava aqui pensando. São quase 32 anos de vida e não cometi uma única irresponsabilidade, não corri riscos, e fui sempre certinha.
As minhas maiores cagadas envolvem álcool e direção.
Ok, atira aí a primeira pedra quem bebe e nunca dirigiu depois de beber.
Tirando isso, nunca usei drogas, nunca traí com o risco de ser pega, nunca sacaneei ninguém por egoísmo puro e simples, nunca me enfiei em presepadas, nunca mochilei com a cara e com a coragem, nunca matei aula....How fucking boring is it??????
Sério.
Tarde demais pra ser inconsequente, eu sei...Não pela idade, não pela situação, mas pela maturidade. Passei do timming em que eu me permitiria ou que acharia legal correr riscos absolutamente desnecessários só pela adrenalina.
Tarde demais pra torrar as economias numa viagem à Europa, sem data pra voltar, largando emprego, família, tudo pra trás, na certeza de que, quando o sapato apertar, papai manda a grana da passagem de volta, te pega no aeroporto e te leva pra tomar um banho quentinho.
A adrenalina da minha vida é baseada nas contas, obrigações e medos da vida adulta.
No wonder eu estar insatisfeita!
Não me admira essa vontade insana de bancar a 13 de corrente por aí.
E a pergunta que fica ecoando na cabeça:
WHAT AM I LIVING FOR?????
segunda-feira, 21 de junho de 2010
É TEEEEEEEEEEETRAAAAA!
segunda-feira, 21 de junho de 2010
Quem acompanha minhas alucinações por aqui já sabe um pouco dessa história e, quem me conhece já não aguenta mais saber, mas, eu sou repetitiva, fazer o quê?
Desde novinha, fui criada de uma maneira conflitante com meus impulsos, minhas vontades.
Por volta dos 15 anos, queria trabalhar em loja de shopping pra ganhar uma graninha só minha, ou então, na locadora da rua de casa. Era o trampo dos meus sonhos. Passar a tarde inteira assistindo filmes, lançamentos, atendendo um ou outro cliente, inclusive com certo tempo pro dever de casa.
Cheguei a fazer uma entrevista com o moço da Locadora, mas aí, meu pai vetou.
Meu pai é um cara bacana, liberal pra caramba, cabeça boa. Seu defeito é o orgulho!
Ele veio de família bem pobre, trabalhou em 2 subempregos pra bancar faculdade e tal. Maior orgulho da vida dele, os filhos não PRECISAREM trabalhar pra pagar os estudos.
E, aí eu digo que ele errou!
Errou porque, pra um adolescente, é muito importante aprender o valor do trabalho, a responsabilidade, entender e se interessar por um mercado no qual está prestes a competir.
Acho uma lição imprescindível que não tive.
Não é questão de precisar financeiramente, e sim, de precisar para a formação de caráter, para formação do "adulto", sabe?
Obviamente, na época eu não sabia isso e, bem, não vejo absurdo ou algo incomum, o adolescente se conformar com a ideia de só estudar e ganhar sua mesadinha só na vida mansa.
É muito mais fácil aceitar o mais cômodo do que batalhar pra fazer o que se quer quando isso implica perder suas regalias.
A gente (eu, pelo menos) trabalha para ganhar dinheiro e, com ele poder ter a vida que achar mais adequada e feliz. Se você pode ganhar esse mesmo dinheiro sem ter que trabalhar... É como nego dizer que continuaria trabalhando caso ganhasse na mega sena! Lamento...hipocrisia pura!
*Trabalho voluntário nem entra na discussão porque, é ÓBVIO que ninguém o realiza com qualquer tipo de fim lucrativo.
Continuando...
Se, naquela época eu soubesse o que eu sei hoje, teria insistido sim.
Se o erro do meu pai foi facilitar as coisas pra mim a ponto de eu perder essa valiosa lição, o meu erro, foi não ter a humildade suficiente pra ver que eu era uma cabaça, totalmente inexperiente e não estava pronta pra escolher uma faculdade.
Meu pai me deu a liberdade de fazer o que eu bem entendesse e, nessa fase, eu deveria ter dito: QUERO TRABALHAR!
Eu disse que faria faculdade, fiz o curso errado (não que eu odeie, mas a somatória de não gostar muito e não valer à pena financeiramente é o suficiente pra considerar minha escolha um fracasso), me formei e fui trabalhar.
Andei, corri, me arrastei como se estivesse numa esteira mecânica, saca? Você faz o esforço, dita a velocidade, tudo depende de você, só que você simplesmente não sai do lugar.
Num determinado momento, meu pai precisou do meu nome e, eu, com toda a experiência em atos acomodados que havia aprendido, corri pra baixo da asa dele sob o pretexto de ver a empresa de perto. De cuidar do meu CPF.
De fato, foi uma escolha inteligente, porque, na minha ausência, a tragédia teria se abatido no segundo ano já talvez. Segurei o quanto eu pude, mas a quem eu queria enganar?
Claro que fui trabalhar na empresa por comodismo, por ser mais fácil e pra não ter a responsa! Eu já imaginava que não conseguiria endireitar a cabeça do meu pai e evitar que ele cometesse os mesmos erros administrativos de sempre, mas, era bem cômodo fingir que eu tinha esperanças.
Seis ou sete anos se passaram e a bomba estourou. Não cabem aqui os motivos que nos levaram a chegar nessa situação extrema na empresa. O intuito é contar a história que é só minha e, nessa história, esse momento de quebra (ou quase, porque não quebrou, mas também não está de pé) da empresa me trouxe finalmente a consciência da minha realidade.
Daí que, quando você dá de frente com o espelho e a imagem da sua vida, você saca cada uma das suas cagadas e sente um gosto amargo, cruel de "eu devia e podia ter feito diferente!".
Chorei, desesperei, fiquei com muita raiva e vergonha de mim.
Entendi que negligenciei minha vida, que "mamei nas tetas" que me apareceram na frente, sem jamais me preocupar em construir meu futuro. Eu sou o porquinho que fez a casa de palha para ter mais tempo pra me divertir e viver a vida.
Aos poucos, entendi que nada do que eu fizesse agora poderia mudar o que já foi. Era hora de tentar fazer, antes tarde do que nunca, o esforço, o trabalho que eu nunca fiz.
(Não é que eu nunca tenha trabalhado ou me esforçado. Me refiro aqui às dificuldades de trabalhar, estudar e bancar a si mesmo tudo ao mesmo tempo como a maioria dos estudantes brasileiros)
Comecei - e continuo - a procurar emprego, fazer planos para entrar numa nova faculdade e, tentar chegar a algum lugar.
Até agora isso não deu em absolutamente nada. A rejeição nas entrevistas te joga pra baixo e me faz ter a certeza de que eu não sirvo pra nada.
Diante daquela mesma imagem no espelho que me fez chorar, é muito, muito difícil acreditar que eu seja capaz de sair desse buraco, de ser alguém algum dia.
Autoconfiança? Não trabalhamos...
A série de fracassos leva ao desespero - e se eu nunca mais conseguir nada?
Nem a fé de que as coisas são como elas devem ser me fazia companhia.
Tenho uma amiga que insistia que eu prestasse um concurso público. Não ri na cara dela porque ela poderia não entender e sentir - se ofendida, sabe?
Mas, eu sempre soube que é impossível, que é pra poucos e chega a ser mais tenso do que vestibular. Imagine...eu, indisciplinada, preguiçosa e incapaz como a imagem do espelho, tendo a petulância de me inscrever num concurso público.
Ela me ofereceu umas apostilas emprestadas e, eu, sem graça, resolvi aceitar.
Nessa fase, todo o furacão era bem recente, então eu estava totalmente fora do eixo e, seria bem providencial dizer que eu iria estudar pra dar uma fugida da realidade, pra não ter que encarar que a vida lá fora era muito feia e estava me apavorando demais.
E, aí, ironia do destino....a preguiça, a indisciplina e a incapacidade de sair atrás de um recomeço, de um emprego, virou força e disciplina pra estudar.
Fui ficando feliz comigo porque em alguns dias, cheguei a estudar 6 horas! Cara, nem na época de faculdade eu estudei tanto!
A semana da prova chegou. Era um mix de sensações. O dever cumprido por ter conseguido ter a disciplina de estudar, a coerência e noção de realidade de que aquilo não era o suficiente, o nervoso por estar prestes a fazer uma prova que mostraria a todo mundo que não sou inteligente como todos pensam e esperam. Ali, era o momento final, a prova dos nove de que eu sou apenas uma mulher medíocre, mediana.
Faz entrevista daqui, entrevista dali, passa o mês e chega o dia de publicarem o resultado no Diário Oficial...
Acordei com um mal estar terrível, medo, uma vontade de não ver esse resultado. Uma briga interna entre "não pensa negativo porque tudo o que a gente pensa, a gente atrai pra nossa vida!" e "porra, não viaja, não se enche de esperança porque você sabe que não foi bem o suficiente pra passar!".
Abri logo o link do resultado. Corria os olhos pelas páginas, olhando uma a uma as cidades que não eram a minha.
A barriga gelada, o pânico na goela já e, quando chegou na fatídica página, tudo embaralhou. Juro, acho que cheguei a quase desmaiar!
Daí, meu nome brilhou.
Estava ali...nome, sobrenome, inteirinho.
Eram 21300 inscritos e apenas 867 foram aprovados. Eu fiquei em 346º lugar.
Li, reli, li mais uma vez e gritei. Gritei com dor, com desespero, com o choro rolando e uma das emoções mais incríveis que já senti.
Gritei pra que eu ouvisse, porque eu nunca acreditei.
E chorei, chorei e gritei baixinho porque ninguém mais pode entender o tamanho daqui pra mim.
Não, eu não sou um completo fracasso, não sou medíocre, e não vou depender financeiramente de alguém pro resto da vida. Não vou ser estorvo, motivo de pena, de vergonha. Eu juro, isso era muito palpável já para mim.
Já me via nessa situação, já pensava em como eu teria que me virar.
Eu estava convencida de que perdi essa vida, essa chance e que só na próxima é que eu poderia construir minha vida com tijolos de trabalho.
E eu tava ali, naquela lista, cheia de esperança, emocionada.
Muito mais do que um emprego futuro (ainda preciso ser chamada, passar nos exames e entregar a documentação necessária. Sim, eu ainda tenho medo), isso era a esperança, era o sonho de ainda poder ser alguém.
E, pra quem quiser ter uma ideia do que eu senti, do tamanho que era esse grito entalado na garganta e, do quão patética eu fiquei gritando, é só dar uma olhada nesse vídeo e, deleitar - se com nosso "querido" Galvão!
Desde novinha, fui criada de uma maneira conflitante com meus impulsos, minhas vontades.
Por volta dos 15 anos, queria trabalhar em loja de shopping pra ganhar uma graninha só minha, ou então, na locadora da rua de casa. Era o trampo dos meus sonhos. Passar a tarde inteira assistindo filmes, lançamentos, atendendo um ou outro cliente, inclusive com certo tempo pro dever de casa.
Cheguei a fazer uma entrevista com o moço da Locadora, mas aí, meu pai vetou.
Meu pai é um cara bacana, liberal pra caramba, cabeça boa. Seu defeito é o orgulho!
Ele veio de família bem pobre, trabalhou em 2 subempregos pra bancar faculdade e tal. Maior orgulho da vida dele, os filhos não PRECISAREM trabalhar pra pagar os estudos.
E, aí eu digo que ele errou!
Errou porque, pra um adolescente, é muito importante aprender o valor do trabalho, a responsabilidade, entender e se interessar por um mercado no qual está prestes a competir.
Acho uma lição imprescindível que não tive.
Não é questão de precisar financeiramente, e sim, de precisar para a formação de caráter, para formação do "adulto", sabe?
Obviamente, na época eu não sabia isso e, bem, não vejo absurdo ou algo incomum, o adolescente se conformar com a ideia de só estudar e ganhar sua mesadinha só na vida mansa.
É muito mais fácil aceitar o mais cômodo do que batalhar pra fazer o que se quer quando isso implica perder suas regalias.
A gente (eu, pelo menos) trabalha para ganhar dinheiro e, com ele poder ter a vida que achar mais adequada e feliz. Se você pode ganhar esse mesmo dinheiro sem ter que trabalhar... É como nego dizer que continuaria trabalhando caso ganhasse na mega sena! Lamento...hipocrisia pura!
*Trabalho voluntário nem entra na discussão porque, é ÓBVIO que ninguém o realiza com qualquer tipo de fim lucrativo.
Continuando...
Se, naquela época eu soubesse o que eu sei hoje, teria insistido sim.
Se o erro do meu pai foi facilitar as coisas pra mim a ponto de eu perder essa valiosa lição, o meu erro, foi não ter a humildade suficiente pra ver que eu era uma cabaça, totalmente inexperiente e não estava pronta pra escolher uma faculdade.
Meu pai me deu a liberdade de fazer o que eu bem entendesse e, nessa fase, eu deveria ter dito: QUERO TRABALHAR!
Eu disse que faria faculdade, fiz o curso errado (não que eu odeie, mas a somatória de não gostar muito e não valer à pena financeiramente é o suficiente pra considerar minha escolha um fracasso), me formei e fui trabalhar.
Andei, corri, me arrastei como se estivesse numa esteira mecânica, saca? Você faz o esforço, dita a velocidade, tudo depende de você, só que você simplesmente não sai do lugar.
Num determinado momento, meu pai precisou do meu nome e, eu, com toda a experiência em atos acomodados que havia aprendido, corri pra baixo da asa dele sob o pretexto de ver a empresa de perto. De cuidar do meu CPF.
De fato, foi uma escolha inteligente, porque, na minha ausência, a tragédia teria se abatido no segundo ano já talvez. Segurei o quanto eu pude, mas a quem eu queria enganar?
Claro que fui trabalhar na empresa por comodismo, por ser mais fácil e pra não ter a responsa! Eu já imaginava que não conseguiria endireitar a cabeça do meu pai e evitar que ele cometesse os mesmos erros administrativos de sempre, mas, era bem cômodo fingir que eu tinha esperanças.
Seis ou sete anos se passaram e a bomba estourou. Não cabem aqui os motivos que nos levaram a chegar nessa situação extrema na empresa. O intuito é contar a história que é só minha e, nessa história, esse momento de quebra (ou quase, porque não quebrou, mas também não está de pé) da empresa me trouxe finalmente a consciência da minha realidade.
Daí que, quando você dá de frente com o espelho e a imagem da sua vida, você saca cada uma das suas cagadas e sente um gosto amargo, cruel de "eu devia e podia ter feito diferente!".
Chorei, desesperei, fiquei com muita raiva e vergonha de mim.
Entendi que negligenciei minha vida, que "mamei nas tetas" que me apareceram na frente, sem jamais me preocupar em construir meu futuro. Eu sou o porquinho que fez a casa de palha para ter mais tempo pra me divertir e viver a vida.
Aos poucos, entendi que nada do que eu fizesse agora poderia mudar o que já foi. Era hora de tentar fazer, antes tarde do que nunca, o esforço, o trabalho que eu nunca fiz.
(Não é que eu nunca tenha trabalhado ou me esforçado. Me refiro aqui às dificuldades de trabalhar, estudar e bancar a si mesmo tudo ao mesmo tempo como a maioria dos estudantes brasileiros)
Comecei - e continuo - a procurar emprego, fazer planos para entrar numa nova faculdade e, tentar chegar a algum lugar.
Até agora isso não deu em absolutamente nada. A rejeição nas entrevistas te joga pra baixo e me faz ter a certeza de que eu não sirvo pra nada.
Diante daquela mesma imagem no espelho que me fez chorar, é muito, muito difícil acreditar que eu seja capaz de sair desse buraco, de ser alguém algum dia.
Autoconfiança? Não trabalhamos...
A série de fracassos leva ao desespero - e se eu nunca mais conseguir nada?
Nem a fé de que as coisas são como elas devem ser me fazia companhia.
Tenho uma amiga que insistia que eu prestasse um concurso público. Não ri na cara dela porque ela poderia não entender e sentir - se ofendida, sabe?
Mas, eu sempre soube que é impossível, que é pra poucos e chega a ser mais tenso do que vestibular. Imagine...eu, indisciplinada, preguiçosa e incapaz como a imagem do espelho, tendo a petulância de me inscrever num concurso público.
Ela me ofereceu umas apostilas emprestadas e, eu, sem graça, resolvi aceitar.
Nessa fase, todo o furacão era bem recente, então eu estava totalmente fora do eixo e, seria bem providencial dizer que eu iria estudar pra dar uma fugida da realidade, pra não ter que encarar que a vida lá fora era muito feia e estava me apavorando demais.
E, aí, ironia do destino....a preguiça, a indisciplina e a incapacidade de sair atrás de um recomeço, de um emprego, virou força e disciplina pra estudar.
Fui ficando feliz comigo porque em alguns dias, cheguei a estudar 6 horas! Cara, nem na época de faculdade eu estudei tanto!
A semana da prova chegou. Era um mix de sensações. O dever cumprido por ter conseguido ter a disciplina de estudar, a coerência e noção de realidade de que aquilo não era o suficiente, o nervoso por estar prestes a fazer uma prova que mostraria a todo mundo que não sou inteligente como todos pensam e esperam. Ali, era o momento final, a prova dos nove de que eu sou apenas uma mulher medíocre, mediana.
Faz entrevista daqui, entrevista dali, passa o mês e chega o dia de publicarem o resultado no Diário Oficial...
Acordei com um mal estar terrível, medo, uma vontade de não ver esse resultado. Uma briga interna entre "não pensa negativo porque tudo o que a gente pensa, a gente atrai pra nossa vida!" e "porra, não viaja, não se enche de esperança porque você sabe que não foi bem o suficiente pra passar!".
Abri logo o link do resultado. Corria os olhos pelas páginas, olhando uma a uma as cidades que não eram a minha.
A barriga gelada, o pânico na goela já e, quando chegou na fatídica página, tudo embaralhou. Juro, acho que cheguei a quase desmaiar!
Daí, meu nome brilhou.
Estava ali...nome, sobrenome, inteirinho.
Eram 21300 inscritos e apenas 867 foram aprovados. Eu fiquei em 346º lugar.
Li, reli, li mais uma vez e gritei. Gritei com dor, com desespero, com o choro rolando e uma das emoções mais incríveis que já senti.
Gritei pra que eu ouvisse, porque eu nunca acreditei.
E chorei, chorei e gritei baixinho porque ninguém mais pode entender o tamanho daqui pra mim.
Não, eu não sou um completo fracasso, não sou medíocre, e não vou depender financeiramente de alguém pro resto da vida. Não vou ser estorvo, motivo de pena, de vergonha. Eu juro, isso era muito palpável já para mim.
Já me via nessa situação, já pensava em como eu teria que me virar.
Eu estava convencida de que perdi essa vida, essa chance e que só na próxima é que eu poderia construir minha vida com tijolos de trabalho.
E eu tava ali, naquela lista, cheia de esperança, emocionada.
Muito mais do que um emprego futuro (ainda preciso ser chamada, passar nos exames e entregar a documentação necessária. Sim, eu ainda tenho medo), isso era a esperança, era o sonho de ainda poder ser alguém.
E, pra quem quiser ter uma ideia do que eu senti, do tamanho que era esse grito entalado na garganta e, do quão patética eu fiquei gritando, é só dar uma olhada nesse vídeo e, deleitar - se com nosso "querido" Galvão!
quarta-feira, 16 de junho de 2010
"Ói nóis aqui traveiz"
quarta-feira, 16 de junho de 2010
Bons ventos me trazem de volta a esse espaço.
Saudade de escrever aqui sobre sonhos, vontades, impulsos e experiências novas.
Ultimamente o poço parecia tão sem fundo e tão escuro que achei mais seguro ficar ali, no meu quarto, deferindo uma ou outra frase sem pé nem cabeça no Twitter.
Continuo, incessantemente procurando emprego, e cheia de problemas com a empresa e tal.
Pra tumultuar mais um pouco o ambiente, vamos mudar de casa!
Vendemos o apê e vamos para um menor (até que enfim!)! Ta aí uma excelente notícia. Vendemos bem nosso elefante branco (apartamento grande, com gasto gigante) e compramos um que é uma graça, bem mais adequado a 3 pessoas e com gastos bem menores.
O tumulto fica por conta da minha mãe e avó. Ao invés de gastar o tempo e a energia procurando armários, empresa de mudanças ou empacotando as coisas, não...gastam o tempo batendo cabeça, desesperadas e pessimistas porque nossas coisas não vão caber no apartamento novo.
Família italiana - judia perde no drama, JURO.
E o meu desgaste, cada vez que tenho que dar uns berros pra acalmar o ambiente na base do susto, já é constante.
Enfim, tenho que pensar positivo, porque apesar do Katrina que serão esses próximos 2,5 meses, tudo terá valido à pena!
Ah, e, já que estou aqui, vou dividir com vocês uma conquista!
lembram do Concurso que choraminguei por ter ido mal e etc, etc, etc?
De 21300 inscritos, passaram APENAS 870 pessoas, inclusive essa aqui que vos escreve!
Passei em 346º lugar, o que está excelente pois as chances de convocação são enormes.
Agora é sentar e fazer aquilo que eu menos sei e que mais odeio nessa vida: ES-PE-RAR!
Enquanto isso, continuo atrás de um emprego, pra pagar minhas continhas e tocar minha vida!
É isso aí...
Saudade de escrever aqui sobre sonhos, vontades, impulsos e experiências novas.
Ultimamente o poço parecia tão sem fundo e tão escuro que achei mais seguro ficar ali, no meu quarto, deferindo uma ou outra frase sem pé nem cabeça no Twitter.
Continuo, incessantemente procurando emprego, e cheia de problemas com a empresa e tal.
Pra tumultuar mais um pouco o ambiente, vamos mudar de casa!
Vendemos o apê e vamos para um menor (até que enfim!)! Ta aí uma excelente notícia. Vendemos bem nosso elefante branco (apartamento grande, com gasto gigante) e compramos um que é uma graça, bem mais adequado a 3 pessoas e com gastos bem menores.
O tumulto fica por conta da minha mãe e avó. Ao invés de gastar o tempo e a energia procurando armários, empresa de mudanças ou empacotando as coisas, não...gastam o tempo batendo cabeça, desesperadas e pessimistas porque nossas coisas não vão caber no apartamento novo.
Família italiana - judia perde no drama, JURO.
E o meu desgaste, cada vez que tenho que dar uns berros pra acalmar o ambiente na base do susto, já é constante.
Enfim, tenho que pensar positivo, porque apesar do Katrina que serão esses próximos 2,5 meses, tudo terá valido à pena!
Ah, e, já que estou aqui, vou dividir com vocês uma conquista!
lembram do Concurso que choraminguei por ter ido mal e etc, etc, etc?
De 21300 inscritos, passaram APENAS 870 pessoas, inclusive essa aqui que vos escreve!
Passei em 346º lugar, o que está excelente pois as chances de convocação são enormes.
Agora é sentar e fazer aquilo que eu menos sei e que mais odeio nessa vida: ES-PE-RAR!
Enquanto isso, continuo atrás de um emprego, pra pagar minhas continhas e tocar minha vida!
É isso aí...
segunda-feira, 17 de maio de 2010
Constatações
segunda-feira, 17 de maio de 2010
Só pra dizer que está tudo bem, e que um pouquinho de fé faz milagre pelas pessoas. Não importa o tipo, cultive sua fé! Em si mesmo, em uma superstição, no seu Deus nos seus santos...e, até no seu time de futebol!
E, por que não, ter fé no ser humano?
Nesse fim - de - semana fiquei bem chateada com algumas constatações idiotas. Coisa simples, mas...sei lá. Super frustrante quando vc descobre o lado feio das pessoas e tal.
E, em meio a isso tudo, lembrando que o ser humano é falho, percebi que é mais fácil encontrar podridão em meio ao luxo, ao dinheiro ao ego inflado de quem tem muito mais do que o necessário pra se viver.
É...
Apesar de todas as dificuldades, nada como um dia após o outro!
E, por que não, ter fé no ser humano?
Nesse fim - de - semana fiquei bem chateada com algumas constatações idiotas. Coisa simples, mas...sei lá. Super frustrante quando vc descobre o lado feio das pessoas e tal.
E, em meio a isso tudo, lembrando que o ser humano é falho, percebi que é mais fácil encontrar podridão em meio ao luxo, ao dinheiro ao ego inflado de quem tem muito mais do que o necessário pra se viver.
É...
Apesar de todas as dificuldades, nada como um dia após o outro!
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