terça-feira, 21 de outubro de 2008

Conto de Fadas Moderno - Parte VIII*

terça-feira, 21 de outubro de 2008
Parte I
Parte II
Parte III
Parte IV
Parte V
Parte VI
Parte VII
Por mais que eu quisesse, não conseguia fechar o livro de vez. Ficou adormecido em mim um sentimento estranho. Uma saudade, uma torcida para que ele fosse feliz, uma paz unida à certeza de que não acabaria por ali.
Ele fez contato, tentou me ver mais de uma vez, mas, inconscientemente, por orgulho ou medo mesmo, não facilitei esse encontro.
Uma parte enorme de mim, queria vê-lo, abraçá-lo, ouví-lo dizer coisas legais a meu respeito. A outra, se esforçava para crer que ele é como a grande maioria dos homens (e humanos!)e que, não havia nada de especial entre nós, por isso, ele não merecia minha atenção.
Não decidiu voltar pra ex mulher? Então, me deixe em paz!
Ah, como eu queria, naquela época, que isso fosse de verdade! Mas era da boca pra fora...ou melhor, nem da boca!
Toda vez que nos falávamos, minha vontade de correr pra ele era gigante, mas os fatos, a novela, o destino parece que segurou as pontas e me impediu de passar por mais essa.
Fiquei com ele por mais de 20 min ao celular, desejando - lhe boa viagem, sorte, e, entregando -lhe minha torcida com carinho no dia em que ele embarcou pra China rumo às Olimpíadas.
Nossas conversas sempre são regadas de uma nostalgia estranha. Parece que o mundo deixa de existir, e que, apenas algo maquiavélico nos separa quando, na verdade, o que nos separa são nossas próprias escolhas.
Essas escolhas sumiram todas as vezes em que nos falamos.
Numa manhã pouco agitada, recebi o primeiro "Ni Hao". Mal pude acreditar quando ouvi aquele "Oi", seguido de uma respiração profunda totalmente característica do Vinícius.
Meu corpo, meu rosto e até meu telefone esquentaram, tamanha a adrenalina!
Como aquilo era estranho! Ele, ali, em meio aos jogos Olímpicos, pensando em mim, ainda que estivesse usando um lembrete em sua mão para que não se esquecesse da escolha que fez.
E eu, aqui, simplesmente ignorando o fato de que existia esse enorme e incoerente obstáculo. Isso era, de fato curioso.
Foram mais 3 os telefonemas made in China. Contando que nos encontrávamos online quase que diariamente, diria que, os 28 dias em que ele esteve em território Ching - Ling foram os dias que mais nos falamos depois do meu acidente.
Muitas frases e palavras que ouvi, sequer imaginava.
Não sabia que eu era tão importante assim, não sabia o quanto ele me admirava e, o quanto, dentro dele havia também algo dizendo pra não fechar o tal livro.
No meu aniversário, ele foi além e, por telefone, me disse as palavras mais doces que ouvi naquele dia.
Por mais Cinderelesca que pareça essa história, eu também não sou besta. Já me toquei que o "Brother" lá em cima faz umas coisas que a gente não entende, mas que sempre são pro nosso melhor, por isso, desde o dia em que tive a confirmação do retorno dele com a ex, abri as portas pro novo.
Nem eu sabia que estava com essa bola toda!
Conheci um cara fantástico. Propaganda enganosa...risos.
Era um desses Don Juans que insistem em achar necessário conquistar uma mulher de 30 para conseguir o que quer dela, sendo que, primordialmente, o que ela quer, é sempre o mesmo que ele, e, se possível, sem o envolvimento.
Calma...não é que as mulheres de 30 não amam. O ponto é que estamos mais preocupadas com a nossa felicidade, com o nosso trabalho do que com o que o outro quer ou deixa de querer. Tenho notado que, nessa idade, nós somos conquistadas ao invés de partir pra conquista. Assim sendo, quando a gente dá espaço pra um carinha, provavelmente é porque não estamos a fim de nada mais sério. Tenho visto que, para as moçoilas balzacas, o amor acontece meio que de surpresa. Aquele amigo que tem um sorriso fatal, mas que a gente sequer percebe que está investindo pesado na gente...
Enfim, tudo isso pra contar que conheci um carinha Denorex (parece, mas não é!) e, que, quando o Vinícius chegou da China, eu estava totalmente segura de mim, linda, feliz, e cheia de pretendentes.
Em meio a esse clima de "Wonder Woman", ele pediu pra me ver.
Haviamos conversado algumas vezes pelo MSN desde a sua volta, e, ele me contou que as coisas não íam tão bem como ele gostaria...que estava confuso e, começando a se perguntar se voltar com a mulher tinha sido boa escolha.
A minha autoestima estava ótima, minha vida estava divertidíssima, eu estava livre e, em paz e, talvez por isso, minha compaixão estava exacerbada. Meu orgulho não se manifestou e, por incrível que pareça, me compadeci, quis realmente estender a mão àquele amigo tão querido, que parecia estar enfrentando algo que eu conheci tão bem num passado remoto.
A porção "mulher preterida" tinha uma expressão ínfima, pra não correr o risco de ser hipócrita dizendo nula e, por conta disso, dei um jeito de vê-lo o mais rápido possível.
E, assim ficou marcado...Para uma quinta feira, sem local previamente definido nem horário, mas, certamente iríamos nos ver.

4 comentários:

Anônimo disse...

Só vc mesmo mulher!!!!!
Essa hitória da um filme....

Vami q vamo q eu to acompanhando

bjuuu

Anônimo disse...

Ana...vc é um anjo! Como vc conseguiu manter uma relação tão "próxima"? Olha com meu temperamento TERRÍVEL eu já tinha mandado ele catar coquinho...mesmo estando louuuca pra que ele estivesse do meu lado! Graças a Deus, depois de muito bater a cabeça, Ele me enviou o Dan...
Mas acredite, já fui protagonista de histórias como a sua!
beijão...fica com Deus!
ps: acredita que continuo torcendo por vcs?

Anônimo disse...

Ana Paula, aqui vai um comentário de alguém que não tem nada a ver com a história. Acompanhando os 8 capíulos escritos até o momento, me veio a sensação de que esse tal Vinicius, lá no fundo, sabe o que quer, sabe qual vai ser o desfecho da história (afinal, o mundo precisa fazer algum sentido, não?). Posso ser suspeito, por ser integrante do universo masculino, mas aposto que esse carinha sabe o que fazer, apesar da confusão em que está imerso. Todo mundo, vez ou outra na caminhada terrena, enfrenta alguma espécie de 'guerra santa', sangrenta, dolorosa. Mas, a despeito das feridas, existe no fim da batalha uma inevitável sensação de enfim dominar o seu caminho, de dispor de uma luz abrangente, mágica. Bom, perdoe o intrometido e surreal comentário desse anônimo visitante. Aguardo com ansiedade os próximos capítulos. E, desde já, registro o meu feeling de que essa história (que escreve tão bem e de maneira tão cativante) terá o final que seus personagens principais merecem. Saudações, Ringo Starr.

Ana disse...

Ieda: Ah...eu tb continuo torcendo, viu??? rs
Anônimo (Ringo): Obrigada pela visita, pelo comentário tão doce...venha mais vezes, e identifique - se se puder, pois eu sou um ser muito curioso! Mas, confesso que fiquei intrigada com a sua previsão...eu não entendi se vc acha que o Vinícius e a Luciana devem ficar juntos e eu arrumar um outro Vinícius pra mim...se vc acha que o Vinícius quer as duas...risos...Você foi um pouco enigmático demais pro meu entendimento!!!! risos...um beijo

 
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