quarta-feira, 5 de novembro de 2008

Conto de Fadas Moderno - Parte X*

quarta-feira, 5 de novembro de 2008
Parte I
Parte II
Parte III
Parte IV
Parte V
Parte VI
Parte VII
Parte VIII
Parte IX
Depois de tagarelar por horas, rasgar elogios, lacrimejar os olhos de emoção eu fui pra casa.
Estava exausta em virtude de toda aquela adrenalina, toda aquela intensidade. Dormi como uma princesinha!
Nos dias seguintes, me senti eufórica!
A imagem dele, lindo daquele jeito não me saía da cabeça, mas a vida estava agitada demais pra que eu me lembrasse do quanto isso podia ser perigoso.
Na manhã seguinte, recebi um e-mail dele, lindo, confirmando minhas impressões. Não fui só eu que perdi o equilíbrio, que me perguntei que presença inebriante era aquela!!! A diferença é que, diante dessa sensação eu falei mais, muito mais ainda do que o meu normal,enquanto ele se xingava por terem lhe faltado palavras.
O e-mail terminava com um post scriptum (termo chique e em latim pro P.S.)que eu amei e reli 800 vezes ainda que fosse ridículo de fácil pra decorar: "P.S.: você estava linda".
Era aniversário da Luciana, e eles haviam planejado uma viagem.
A coisa era tão estranha dentro de mim, que torci de verdade pra que eles pudessem se resolver durante aqueles 4 dias.
Aproveitei como pude, me diverti e ignorei cada uma das vezes que minha boca pedia a dele.
Engraçado como a vida conspira a favor de quem nela acredita e, de quem realmente se propõe a confiar.
Conheci lugares, pessoas, possibilidades que só fizeram aumentar o meu sorriso!
Dancei até a música acabar, ri até doer a barriga e também descansei um pouco.
Quando ele voltou de viagem, senti que ele estava bem, mas não bem do jeito que eu desejava que estivesse. Conversamos bastante, ainda que superficialmente (eu sou curiosa, e, não queria ser indiscreta, queria respeitá-lo, mas estava me coçando pra saber da tal viagem).
Estava mais do que nítido pra mim, que o queria por perto e que o queria feliz, independentemente da fórmula matemática que o Universo escolhesse pra chegar a esse resultado.
Durante aquela semana, trocamos impressões do que havia sido aquele encontro e tive aquela sensação gostosa de clareza, honestidade, de poder admitir que me preocupava com ele (tá certo que dentro de mim, o que eu queria mesmo era dizer que no abraço de tchau tive uma vondade inconsequente de beijar outra parte do rosto dele) e, que apenas temia ficar longe daquela pessoa que me entendia e me conhecia tão bem.
Mas é impressionante! Parece que eu estava adivinhando! Sem brincadeira...dois dias depois a pessoa me manda um e-mail com o título de "até breve", se despedindo por uns tempos, dizendo que eu sou incrível, que queria correr pra mim, que queria meu apoio, mas que se sentia abusando e que por isso ía dar um tempo até se reequilibrar.
Ai que ódio! Queria tacar o computador pela janela e voar até ele...
Mas que mania de dizer por mim se estou ou não incomodada com alguma coisa. Que mania de achar que tem que me mostrar apenas o lado lindo e extremamente bem sucedido dele...ué, acho que conheço alguém assim, não me lembro bem...talvez o espelho me ajude...mas, enfim...
Respondi o e-mail de maneira quase mal educada, liguei insistentemente até que ele atendesse e dei a maior bronca! Até parece que eu ía deixá-lo sozinho na hora em que ele mais precisava de apoio. Até parece que eu iria conseguir ficar longe daquele abraço, daquele sorriso, daquele "Puxa!".
O fim de semana foi bem puxado pra nós dois.
Cada um à sua maneira, mas foi pesado e, quando enfim pudemos conversar, eu chorei. Eu estava perdida, sozinha diante de um problema de saúde da minha mãe, a morte da minha cachorrinha, algumas brigas com meu pai e meus milhares de conflitos internos.
Como se eu já não fosse dramática o suficiente, também havia a questão hormonal de uma TPM brava.
Ainda que ele estivesse absurdamente ocupado com seu trabalho, me confortou, me deu colo e carinho. Quis ir até mim, mas eu pedi que não viesse.
Eu estava vulnerável demais, e isso podia dar a faca e o queijo na mão da minha porção mulher que o desejava tanto.
Em meio a essa situação toda, não consegui calar essa mulher e antes que eu pudesse ter algum juízo, me vi dizendo: Vinícius, eu amo você!
Mas era sincero! Era tão gostoso escrever aquilo, era tão verdadeiro e num amplo sentido que simplesmente foi delicioso apertar o "send".
Escrevi sem a menor pretensão de uma reação positiva, ou sequer de uma resposta, mas ela veio: "tb amo vc, Ana...sem medo de ser impreciso!".
Aquilo alimentou o diabinho que só queria dizer a ele o quanto eu desejava ser a Luciana, o quanto eu queria tê-lo ao meu lado como ela o tinha.
Perdi o respeito e assumi que eu o desejava também como homem, e que ainda que o quisesse feliz, torcia pra que fosse ao meu lado o seu lugar.
Não lembro bem da conversa, mas lembro de uma frase que me fez sentir menos insana, e muito mais mulher: "Ana, beijar vc era enlouquecedor!"... Como eu queria ouvir isso mais vezes, experimentar essa sensação mais vezes....ANA PAULAAA...AMIGOS, REMEMBER?
Sobrevivemos àquela sensação insana, àquela quase fantasia como se tivéssemos o direito de nos apaixonarmos.
Conversamos até que a vontade do abraço, do toque, ficasse insuportável pros dois.
Era um domingo, ele estava de carro, queria me ver, mas minha mãe não estava legal, e, aí combinamos de nos vermos no dia seguinte.
Estávamos os dois excitadíssimos com a idéia de olhar nos olhos um do outro mais uma vez, de palpar aquela sensação maravilhosa de não existir um mundo lá fora.
Mas, como eu disse...fantasia né????
Na segunda - feira, a Luciana disse que o esperaria acordada, e, aquele gosto amargo de quem é chamado às pressas pra realidade ficou na minha boca e na dele também.
A gente não estava fazendo nada de mais, ou pelo menos nada concretamente errado. Mas, fomos pegos pelos supostos erros que cometemos em pensamento, por simplesmente termos ignorado mais uma vez as escolhas que fizemos.
Me coloquei no meu lugar, e lembrei que ele havia escolhido a Luciana e não a mim...
Recobrada a sanidade, o juízo e o respeito, resolvemos nos encontrar, porque a saudade permanecia insuportável...
P.S.: E, quando eu pensei que a história se aproximava do final, surgem novos capítulos, novas emoções a serem revividas!!!

2 comentários:

Aninha disse...

Ahhh...aqi está o próximo capítulo, nossa estou impressionada, tudo que conta é tão lindo, de uma proporção tão verdadeira, eu não imaginava um décimo de tudo que li, estou de boca aberta, coração acelerado, na torcida para os dias passarem e o desfecho aparecer de maneira serena e felizzzzzz...... Hei Viníciussss kd vc, eu vim aqui só para ler....Hei Aninha kd vc eu vim aqui só para torcer !!!

Anônimo disse...

Mãe minha.....
Louca e insana estou ficando eu!!!!
Curiosa no ultimo, e ja com "dicas" dos proximos capitulos e de ficar doisa!!!!

Vou ter q ir na lanhouse todo dia?? huiahuiaha

ve se nao demora ta?? escreve ouitro logo...

P.S: eu te amo.. rsrsr nao esse é o filme..

P.S: eu to SEMPRE aki, tanto no blog como no sonho, como no sempre

amo vc

 
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