Parte I
Parte II
Parte III
Parte IV
Parte V
Parte VI
Parte VII
Parte VIII
Parte IX
Parte X
Parte XI
Uns 4 dias depois do nosso encontro, conseguimos nos falar de novo.
Estranhamente a sensação de "never more" continuava muito, muito presente.
Entre as poucas palavras trocadas numa tarde conturbada pros dois, veio uma frase que caiu como uma bomba no meu colo: "Gostei da reformulação!"
Numa espécie de Matrix Reloaded, várias fichas começaram a cair numa velocidade cada vez maior.
Sem a menor necessidade de confirmação, mas porque a esperança é a última que morre, perguntei: "Do que você está falando?"
Dã, claro que era do blog...Do BLO - GUEEEE! De estar ciente e acompanhando tudo o que venho escrevendo sobre nós... Como assim?
Socorro!
Me senti nua, morri de vergonha, de receio, de vontade de pedir desculpas por algo indelicado ou íntimo demais que tivesse sido escrito ( na real, chamei o cara de baixinho e ainda reclamei da primeira vez com ele na cama...e, ele leu tudo??? Vontade de me esconder né?).
Aí, mais uma vez enxerguei o Vinícius...ele me pediu desculpas por invadir a minha privacidade e, disse que, se eu quisesse, ele não leria mais. Me pediu desculpas.
É, na hora eu também não entendi! Se eu quisesse privacidade, devia ter escrito no Word, né? Mas é que, jamais in a milion years, imaginei que ele colocaria meu nome no Google pra dar uma busca. Não porque eu condene tal atitude, mas porque nunca pensei que fizesse parte tão ativamente de seus pensamentos.
O mix de sensações trazia um calor no rosto, um frio na barriga, uma tremedeira esquisita. Algumas horas depois, passou e, aí, consegui ouví-lo elogiando a maneira linda que eu relatei tudo o que havia acontecido, a forma que consegui traduzir sentimentos dele que nem ele conseguia entender. Envaidecida, lembro perfeitamente quando ele disse que eu escrevia melhor que ele (claro que não é verdade, mas a sensação de ouví-lo dizer aquilo me deu um conforto enorme).
Já era tarde da noite, mas resolvi escrever um e-mail. Escrevi a ele tentando explicar como me sentia, me desculpando pelo que achava que devia, e agradecendo os elogios...pedi a ele que continuasse lendo (o que não sei se acontece!) e que pensasse em escrever comigo o último capítulo.
Depois de muita emoção, acabei por ficar orgulhosa por tê-lo por aqui (lembram do Ringo Star? Eu sabiiiía!... Ringo Star, Beattles, Bateria...).
Lá pelos idos da Parte X, eu enfrentava uma fase bem boêmia da minha vida. Havia muito a comemorar e, a sensação de "preciso recuperar o tempo perdido" era absurdamente constante.
Conheci muita gente, reciclei meu círculo social, recarreguei as baterias.
Algumas pessoas tornaram - se bem queridas e, outras, foram efêmeras embora bastante divertidas.
A sensação de que não mais veria o Vinícius começou a se misturar com uma série de outros acontecimentos e tudo foi se abrindo num caminho completamente misterioso.
Foi por isso que escrevi antes que nem eu sabia como tudo isso iria acabar.
Dentre essas várias pessoas novas, obviamente haviam alguns affairs. Nada de mais, nada que me despertasse algo especial.
Conheci um cara extremamente divertido, um parceiro, pau pra toda obra. Era meio que a minha versão masculina!
É, era tão parecido comigo, que até a mania de se apaixonar por quem não quer nada sério ele tinha. Daí que foi justo comigo que isso aconteceu.
Não o queria magoar, mas não era o meu momento.
Eu estava apaixonada pelo Vinícius e, no fundo, queria que ele ficasse ao meu lado.
Por outro prisma, não queria magoar o Thiago. Nós éramos muito parecidos, não conseguia pensar na imagem daqueles olhinhos brilhantes decepcionados sem me sentir muito mal.
Não posso negar que o Thiago me chamou a atenção. É alto, forte, narigudo (Ai gente, o que que eu posso fazer se eu gosto???)e tinha a risada mais gostosa que já ouvi.
Mas a diferença de idade, a presença do Vinícius no meu coração e o carinho pelo Thiago me impulsionaram a dizer - lhe não.
Fui clara, honesta, ultra sincera, a ponto de ser cruel.
Cheguei a pedir aos anjos que dessem a ele uma mulher capaz de fazê-lo feliz, pq eu o adorava como meu amigo.
Como escrevi, estava numa fase boêmia, e, isso fatalmente implica em noite, madrugada e até um pouco de álcool. Cerveja vai, cerveja vem, eu que não sou de ferro e o Thiago que queria muito, transgredimos o limite da amizade.
Ele era um menino quase (exageraaada!) e, dava pra ver que não conhecia o jogo sujo de mentiras que rola entre homens e mulheres nesse mundo moderno. Estava na cara que ele não falava de mais (nem de menos!) e, que ignorava quando eu dizia que nunca daria certo.
Os altos e baixos do Vinícius, a razão que berrava "ele é CASADO" e o jeito incrível que o Thiago me tratava me fizeram levar adiante, empurrando com a barriga...
No fundo, eu só queria ser feliz, queria que eles também fossem.
Percebi que a realidade começou a desenhar um quadro completamente diferente daquele que eu imaginava.
Como tudo na vida, haviam prós, contras, riscos e esperança. Resultado: Confusão!
Pra onde eu vou agora?
quarta-feira, 26 de novembro de 2008
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3 comentários:
Acha que só você quer essa resposta? rs
mulheeeeer
acabei de ler tudo isso!! q demais.. adoro historias de amor..
Toda boa sorte pra vc.. dias perfumados e divertidos! bjs enormes
Pat
www.flickr.com/ohmaria
hahaha, Fê, vc fala pouco, mas é sempre certeiro!!!!
Pati, seja benvinda, linda....Essa história ainda tem uns pares de capítulos pra chegar no final!!!!
beijo grande
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